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Braga (foi mais uma vez enorme) perde frente ao Man Utd; Gverreiros fizeram tremer o Old Trafford, chegaram ao 2-0, demonstraram (novamente) uma enorme maturidade competitiva (excelentes exibições de Alan e Éder) e que são uma equipa de Top (enfrentam qualquer adversário com uma personalidade incrível), mas o colosso inglês acabou por dar a volta ao marcador

Manchester United 3-2 Sp. Braga (Chicharito 25´e 75´e J. Evans 62´; Alan 2´e 20´)

O Sp. Braga chegou a “calar” o Old Trafford durante 60 minutos, altura em que esteve em vantagem no marcador. Uma primeira parte quase perfeita, indicava que podíamos estar a presenciar um resultado histórico dos minhotos (nenhuma equipa portuguesa ganhou no terreno do United e apenas por três ocasiões não saíram derrotadas), mas o United cresceu muito no segundo tempo e deu a volta ao marcador. José Peseiro soube explorar as fragilidades tácticas de Alex Ferguson e o Sp. Braga mostrou que é uma equipa madura, personalizada e que não tem medo de enfrentar qualquer adversário. 
Não podia ter começado melhor a partida para os minhotos. Na sequência de um pontapé de canto, Hugo Viana cruza para a área, onde aparece Alan a cabecear para o 0-1. Antes dos 10 minutos, Ruben Micael, bem posicionado à entrada da área, remata com perigo para a baliza de De Gea. O United não estava a conseguir reagir ao golo bracarense, enquanto os minhotos trocavam a bola no meio campo inglês. Aos 20 minutos, Éder deixou Carrick para trás e serve Alan na perfeição. O extremo brasileiro só teve que desviar para o fundo da baliza de De Gea. Os minhotos estavam a dominar a partida de Old Trafford, contudo, pouco tempo depois, o United reduziu por intermédio de Chicharito. Van Persie ficou perto do empate à passagem da meia hora, enquanto do outro lado, Alan tentou o hat-trick, num remate de primeira, depois de um pontapé de canto a favor dos minhotos. Para o segundo tempo, Ferguson lançou Nani para o lugar de Kagawa, e a pressão do United intensificou-se. O Sp. Braga não conseguia ganhar o meio campo e fazer posse de bola, enquanto os ingleses apareciam com mais perigo junto à baliza de Beto (Van Persie e Nani quase marcavam). Aos 62 minutos, o United chegou mesmo ao empate, num golo fortuito de Johnny Evans. O central britânico aproveitou a passividade da defensiva do Sp. Braga, numa série de ressaltos na área minhota, e rematou para o fundo da baliza de Beto. Pouco tempo depois, Nani obrigou Beto a grande defesa e, aos 75 minutos, Chicharito bisou mesmo na partida. Cruzamento de Cleverley e cabeceamento certeiro do mexicano, sozinho na área minhota (falha de marcação). Os minhotos reagiram muito bem ao golo do United. Hugo Viana tentou de fora da área, Ruben Micael podia ter feito bem melhor, numa grave falha de De Gea (o madeirense perdeu muito tempo) e Paulo Vinicius assustou o guarda-redes espanhol, na sequência de um lance de bola parada.

Destaques:

Manchester United – Tal como na temporada passada, Alex Ferguson voltou a falhar na abordagem táctica para a Liga dos Campeões (o United tem jogado muito pouco e ganho os seus jogos pela margem mínima). Apesar de ter três vitórias, a equipa de Manchester tem dado bastante avanço aos seus adversários e hoje só não perdeu devido à grande intensidade apresentada no segundo tempo. Nani veio revolucionar o jogo dos ingleses, enquanto Chicharito mostrou a sua veia goleadora. De resto, exibições apagadas de Kagawa, Rooney e Van Persie, bem como de toda a defensiva.

Sp. Braga – Primeira parte de grande nível, num terreno complicado para qualquer equipa do mundo. José Peseiro foi astuto, soube explorar as fragilidades do United e colocou em marcha um Sp. Braga dominador no meio campo e seguro na defesa. Muita qualidade de posse de bola no primeiro tempo, várias ofensivas de nível e dois golos de vantagem. No segundo tempo, os minhotos não conseguiram manter o nível, o United intensificou a sua pressão e conseguiu a reviravolta.

Alan – Partida enorme do jogador brasileiro. Aproveitou as fragilidades de Buttner e criou bastantes desequilíbrios pelo flanco direito. Para além disso…marcou por duas ocasiões (quantos jogadores bisaram em Old Trafford em jogos internacionais?) e fez os adeptos minhotos sonharem com um resultado histórico.

Éder – Excelente exibição do avançado português. Construiu sozinho a jogada do 2º golo (assistência para Alan) e ganhou muitos lances à defensiva do United. Deu bastante luta na frente e conseguiu fazer muitas jogadas apoiadas com o meio campo. 

Hugo Viana/Custódio – A dupla portuguesa realizou uma primeira parte de bom nível, no meio campo minhoto. Hugo Viana fez uma assistência para golo e soube distribuir o jogo, enquanto Custódio “destruiu” jogo do adversário.

Ruben Amorim/Ruben Micael – Durante a 1ª parte, a dupla esteve insuperável. Muita posse de bola, envolvimento ofensivo e segurança no que toca a defender. Com o passar do tempo, foram perdendo “gás” e o jogo do Sp. Braga sofreu com isso.

Nuno André Coelho/Elderson – Duas exibições que ficaram a dever aos seus colegas. Algumas falhas graves, na qual resultaram dois golos do United (Chicharito).

Beto – Quase que fazia uma defesa impossível no lance do primeiro golo e foi surpreendido no segundo. Rubricou uma exibição de bom nível, atrasando o avolumar do marcador para o United. 

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