O Sporting comunicou à CMVM ter acordado com Luís Duque e Carlos Freitas, a saída de ambos da SAD Leonina. VM – Resta saber se foram demitidos ou se foram os próprios a apresentar a demissão. Quanto às saídas, a de Duque era inevitável (não conseguiu blindar o Sporting, proteger o plantel das pressões externas, e dar outra força ao clube leonino na Liga e FPF), já a de Freitas deixa algumas dúvidas. Na nossa perspectiva, considerando as limitações financeiras dos leões, os reforços (não todos, mas em quase 30 também era complicado acertar em tudo) são satisfatórios (e sempre ficou claro, que muitos só chegaram a Alvalade por dedo de CF). É certo que não chegam para o Sporting ser campeão, mas também não se pode comparar o orçamento do clube leonino com o do Benfica e FC Porto, como tal, o trabalho que efectuou (até porque parece claro, dada a juventude de alguns elementos, que foi projectado a longo prazo) não sendo brilhante, não justificava a sua saída (algo que até permite outra perspectiva, caso tenha sido demitido por Godinho, isso é sinónimo que GL considera o elenco leonino fraco). Contudo, este filme em relação a Freitas já teve tantas sequelas (já saiu e voltou ao Sporting várias vezes) que ninguém estranha o que se passa. Por último, com este cenário (previsível desde o momento em que o Sporting decidiu despedir Sá Pinto), deixa Godinho Lopes numa situação muito frágil, em apenas um ano e meio viu sair de Alvalade os principais trunfos eleitorais: Domingos, Freitas e Duque, mesmo elementos que tiveram uma participação importante na campanha como Paulo Pereira Cristóvão e Carlos Barbosa já deixaram o Sporting (aliás, do núcleo duro de GL sobra apenas Nobre Guedes), e praticamente terá agora de iniciar novamente um projecto. Veremos até quanto irá aguentar (e se os sportinguistas vão permitir que tenha tempo para dar continuidade a este “reset”), sendo certo que neste momento está completamente desprotegido e é um alvo fácil (já nada mais pode revolucionar e com a saída de todas as figuras ligadas ao futebol, ao mínimo deslize, será o centro de todas as críticas e pressões). Saídas inevitáveis? O Sporting fica mais forte sem Duque e Freitas? Que balanço faz da passagem de ambos pelo clube leonino? Quem os deverá substituir? Este cenário implica que a “pasta treinador” fique em stand-by ou será Godinho a escolher o próximo técnico? E no que diz respeito a GL, considerando que praticamente todas as pessoas do seu projecto (até Sá Pinto o foi durante meio ano) já abandonaram Alvalade, deveria pedir eleições (apesar dos insucessos no futebol, a verdade é que, na nossa opinião, Godinho parece ser o menos culpado de tudo o que se passa, pois o actual presidente leonino, mais do que ninguém, quer ao nível de dirigentes, treinadores e jogadores fez um esforço importante para reunir em Alvalade pessoas que na teoria seriam capazes)?
PS – Uma coisa parece certa (ou talvez não, já que no futebol as pessoas tem memória curta): Duque e Freitas nunca mais vão ser trunfos eleitorais.
PS – Uma coisa parece certa (ou talvez não, já que no futebol as pessoas tem memória curta): Duque e Freitas nunca mais vão ser trunfos eleitorais.


