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Jogo 100 de Ronaldo por Portugal marcado por nova exibição pobre; Portugal cede empate caseiro contra o nº 117 do ranking da FIFA

Portugal 1-1 Irlanda do Norte (H. Postiga 79´; McGinn 30´)

Portugal cedeu um empate vergonhoso frente à modesta Irlanda do Norte, a 117ª colocada no ranking da FIFA. A equipa das quinas realizou uma partida pobre (na era Paulo Bento, retirando o Euro 2012, tem sido mesmo a regra) e, em princípio, vai lutar com Israel pelo 2º lugar do grupo (atenção, que o pior 2º classificado de todos os grupos não vai ao playoff e é eliminado). O jogo nº100 de Ronaldo pela selecção principal de Portugal ficou assim marcado pela desilusão…
O jogo começou logo com a melhor ocasião de golo construída por um jogador português nos 45 minutos iniciais. Miguel Lopes rematou com perigo, mas a bola saiu perto do poste (Postiga falhou o desvio). Depois… foi um deserto de ideias, algo que só beneficiou o fraco futebol da Irlanda do Norte. Portugal estava com maior posse de bola, mas nunca chegava com perigo à área. Pelo contrário, no primeiro lance digno de registo, McGinn marcou mesmo golo. O meio campo português perdeu a bola, Lafferty foi lançado em profundidade e McGinn apareceu sozinho na frente de Rui Patrício (João Pereira não teve “pernas”). Portugal reagiu bem e quase chegou ao golo por duas ocasiões, quando Hughes e Cathcart cortaram cruzamentos para a sua própria baliza (uma delas foi à trave). Foi já na 2ª parte, que Portugal construiu a primeira jogada com princípio, meio e fim. João Pereira aparece com perigo e cruzou para o remate de Ronaldo, apenas travado pela perna de Roy Carroll. Pouco tempo depois, Nani cria desequilíbrios na defensiva contrária, mas não aparece ninguém para finalizar. Ronaldo voltou a estar em destaque, quando foi lançado por Pepe aos 69 minutos, mas permitiu a recuperação da defensiva da Irlanda do Norte. Aos 79 minutos, finalmente o golo de Portugal! Bruno Alves lança a bola em profundidade, Éder cabeceia para o centro da área, onde aparece Postiga para finalizar (após ressalto de bola em Nani). Portugal tinha mais presença na área e por isso criava mais perigo, contudo, já era tarde para um milagre. Mesmo assim, até final, Portugal ainda ficou perto do golo por três ocasiões (Varela de fora da área, às malhas laterais, Nani de longe, com a bola a passar perto do poste e defesa milagrosa de Carroll para canto, após um cruzamento de Varela desviado pela defensiva norte-irlandesa).

Destaques:


Portugal – Jogo pobre, paupérrimo, medíocre! Se a derrota na Rússia até se aceita, dentro de determinadas circunstâncias, este empate vem na sequência de exibições medíocres contra selecções perfeitamente ao alcance de Portugal (Luxemburgo, Islândia, Dinamarca, Noruega, Chipre, Macedónia e Turquia, estes dois últimos em amigáveis). Paulo Bento tem à sua disposição jogadores experimentados na alta roda europeia, mas infelizmente não consegue juntar as peças e fazer com que Portugal pratica um futebol de qualidade. O seleccionador nacional é pragmático, faz quase sempre as mesmas alterações e hoje tardou em mexer no xadrez português (devia ter lançado Éder logo após o golo norte-irlandês).

Irlanda do Norte – Uma equipa que reconhece as suas limitações e joga como sabe… pontapé para Lafferty (avançado fisicamente poderosos) e muita fé (McGinn foi inteligente no lance do golo). De resto, defender, defender, defender, e um ponto milagroso…

Cristiano Ronaldo – Jogo 100 pela selecção principal, mas muito longe de outros realizados ao longo destes quase 10 anos. Tentou puxar o jogo a si, mas enquanto no primeiro tempo andou muito pela linha, no segundo não mostrou grande inspiração (raramente criou desequilíbrios através da sua técnica e falhou no capítulo do remate).

Nani – Continua longe do seu potencial, criou poucos desequilíbrios, mas quando conseguiu romper pela defesa norte-irlandesa não teve acompanhamento do resto da equipa. Quase decidiu o encontro perto do final, com um remate de fora da área, a fazer lembrar o golo à Dinamarca (na estreia de Paulo Bento) e à Bósnia.

Bruno Alves/Pepe – Nada a dizer da exibição da dupla, com excepção de alguns lapsos de concentração e o facto de terem deixado Lafferty pensar no lance do golo norte-irlandês. Bruno Alves teve mesmo responsabilidade no golo português, pois o lance nasceu de um passe longo seu, acertado (Portugal falhou muito neste capítulo).

João Moutinho/Miguel Veloso/Ruben Micael – O meio campo português voltou a demonstrar a sua fraca qualidade, principalmente em jogos em que tem a obrigação de carregar a equipa. Voltamos a repetir que João Moutinho é banal com a bola no pé (passar para o lado é fácil, construir, rematar e fazer passes longos já é outro história), Veloso, no meio, consegue fazer bem melhor com o seu pé esquerdo e Ruben Micael voltou a mostrar que nada acrescenta ao 11 português.

H. Postiga – O avançado português marcou mais um golo ao serviço da selecção (pleno de oportunidade), mas voltou a realizar uma exibição apagada (contra a Irlanda do Norte não basta apenas mostrar capacidade de luta). Falhou várias recepções, rematou sem critério e não esteve entrosado com a equipa (a equipa também não ajudou).

Éder/Ruben Amorim/Varela – A dupla do Sp. Braga até entrou bem na partida (Portugal esteve bem melhor no segundo tempo), apesar do médio ter contribuído pouco no aspecto ofensivo (esteve bem a distribuir… para o lado, e a recuperar a bola); Éder teve papel preponderante no lance do golo e trouxe poder físico ao ataque português, enquanto Varela quase oferecia a vitória à selecção nacional (um remate a fazer lembrar aquele golo no Euro 2012).

João Pereira/Miguel Lopes – O lateral direito teve claras culpas no golo da Irlanda do Norte (deixou o seu adversário escapar isolado), mas a dupla falhou claramente no apoio ao ataque (com duas ou três excepções).

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