Portugal 1-1 Irlanda do Norte (H. Postiga 79´; McGinn 30´)
Destaques:
Portugal – Jogo pobre, paupérrimo, medíocre! Se a derrota na Rússia até se aceita, dentro de determinadas circunstâncias, este empate vem na sequência de exibições medíocres contra selecções perfeitamente ao alcance de Portugal (Luxemburgo, Islândia, Dinamarca, Noruega, Chipre, Macedónia e Turquia, estes dois últimos em amigáveis). Paulo Bento tem à sua disposição jogadores experimentados na alta roda europeia, mas infelizmente não consegue juntar as peças e fazer com que Portugal pratica um futebol de qualidade. O seleccionador nacional é pragmático, faz quase sempre as mesmas alterações e hoje tardou em mexer no xadrez português (devia ter lançado Éder logo após o golo norte-irlandês).
Irlanda do Norte – Uma equipa que reconhece as suas limitações e joga como sabe… pontapé para Lafferty (avançado fisicamente poderosos) e muita fé (McGinn foi inteligente no lance do golo). De resto, defender, defender, defender, e um ponto milagroso…
Cristiano Ronaldo – Jogo 100 pela selecção principal, mas muito longe de outros realizados ao longo destes quase 10 anos. Tentou puxar o jogo a si, mas enquanto no primeiro tempo andou muito pela linha, no segundo não mostrou grande inspiração (raramente criou desequilíbrios através da sua técnica e falhou no capítulo do remate).
Nani – Continua longe do seu potencial, criou poucos desequilíbrios, mas quando conseguiu romper pela defesa norte-irlandesa não teve acompanhamento do resto da equipa. Quase decidiu o encontro perto do final, com um remate de fora da área, a fazer lembrar o golo à Dinamarca (na estreia de Paulo Bento) e à Bósnia.
Bruno Alves/Pepe – Nada a dizer da exibição da dupla, com excepção de alguns lapsos de concentração e o facto de terem deixado Lafferty pensar no lance do golo norte-irlandês. Bruno Alves teve mesmo responsabilidade no golo português, pois o lance nasceu de um passe longo seu, acertado (Portugal falhou muito neste capítulo).
João Moutinho/Miguel Veloso/Ruben Micael – O meio campo português voltou a demonstrar a sua fraca qualidade, principalmente em jogos em que tem a obrigação de carregar a equipa. Voltamos a repetir que João Moutinho é banal com a bola no pé (passar para o lado é fácil, construir, rematar e fazer passes longos já é outro história), Veloso, no meio, consegue fazer bem melhor com o seu pé esquerdo e Ruben Micael voltou a mostrar que nada acrescenta ao 11 português.
H. Postiga – O avançado português marcou mais um golo ao serviço da selecção (pleno de oportunidade), mas voltou a realizar uma exibição apagada (contra a Irlanda do Norte não basta apenas mostrar capacidade de luta). Falhou várias recepções, rematou sem critério e não esteve entrosado com a equipa (a equipa também não ajudou).
Éder/Ruben Amorim/Varela – A dupla do Sp. Braga até entrou bem na partida (Portugal esteve bem melhor no segundo tempo), apesar do médio ter contribuído pouco no aspecto ofensivo (esteve bem a distribuir… para o lado, e a recuperar a bola); Éder teve papel preponderante no lance do golo e trouxe poder físico ao ataque português, enquanto Varela quase oferecia a vitória à selecção nacional (um remate a fazer lembrar aquele golo no Euro 2012).
João Pereira/Miguel Lopes – O lateral direito teve claras culpas no golo da Irlanda do Norte (deixou o seu adversário escapar isolado), mas a dupla falhou claramente no apoio ao ataque (com duas ou três excepções).


