A primeira parte foi bastante disputada, embora com poucos lances junto das balizas. O Real conseguiu manter o Barcelona longe da sua grande área, tendo as melhores oportunidades para marcar. Sérgio Ramos ameaçou de cabeça na sequência de um canto, para pouco depois Ronaldo abrir o marcador com um remate de pé esquerdo (Valdés deixou o ângulo do seu lado aberto). Logo de seguida, Benzema (em grande nesta metade inicial) atirou ao poste e perdeu a chance de fazer o 2-0. Quando nada o fazia prever, a equipa da casa chegou ao empate. Pepe teve uma má abordagem a uma bola aérea e a bola sobrou para Messi, que não perdoou. Entretanto, Dani Alves tinha sido substituído por lesão, entrando para o seu lugar Montoya.
O início da segunda parte foi o período mais confuso da partida. Ritmo lento e muitos passes falhados mantiveram a bola na zona intermediária. Após o primeiro quarto de hora chegaram os golos. Primeiro Messi, de livre directo (Casillas já sofreu vários golos assim e deu a ideia que podia fazer melhor) e, praticamente de seguida, Ronaldo novamente a empatar, a passe de Özil. Na recta final, os catalães apertaram e podiam ter chegado à vantagem, algo que seria injusto tendo em conta as incidências do encontro. Em suma, foram duas equipas bastante eficazes as que se apresentaram hoje em Camp Nou (apenas Benzema falhou uma ocasião clara de golo).
Destaques:
Real – Foi uma equipa concentrada e eficaz. Os primeiros 30′ foram impecáveis, e apenas a falha de Pepe permitiu que os catalães equilibrassem a partida. Na segunda metade os merengues caíram um pouco de produção e foram apertados na recta final, mas é visível que é um conjunto que já sabe jogar contra o Barcelona.
Pedro – Um dos melhores elementos do lado do Barça. Deu largura e velocidade à equipa, criando vários desequilíbrios (nomeadamente no lance do 1-1) no flanco de Marcelo.
Valdés/Casillas – Ambos não estiveram ao seu nível. O guarda-redes do Barça deixou o ângulo aberto para Ronaldo no primeiro golo (seria muito difícil ao português colocar a bola do outro lado de pé esquerdo), enquanto que o titular da La Roja continua a ser batido pelos livres de Messi (lento a reagir e podia ser mais inteligente).


