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NFL, semana 2: Falcons chegam-se à frente; Árbitros amadores são insuficientes

ATLANTA FALCONS 27 – DENVER BRONCOS 21: Peyton Manning disse, depois da excitação “Bronca” da vitória na semana passada, que ainda não estava a 100 por cento e que os adeptos e até o staff de Denver não se deviam deixar levar por apenas um jogo. Até fora do campo, e a prever o pior, Peyton é forte. Na semana passada escrevemos sobre um jogo de Denver. Esta semana falamos novamente de um jogo deles, mas o foco não é com certeza a equipa do Colorado. Sras. e Sres., Superbowl contender: Atlanta Falcons. Podemos ser acusados de cair no mesmo erro dos fãs de Denver, mas arriscamos. E arriscamos porque esta equipa não tem um novo QB ou uma mentalidade diferente. Desde o draft de 2008 que os Falcons trabalham para atingir o nível que demostraram ontem. Com a 3ª escolha do draft de 2008, Atlanta Falcons escolheram Matt Ryan. 6 meses depois, o primeiro passe dele na NFL “…is a 62-yard touchdown…”.  Coisa de filmes, e tudo levava a crer que a história ia acabar bem. Mas a intriga complicou-se. Como deve ser. Os Falcons estagnaram um pouco nos últimos 2 anos. Playoff team, sem dúvida, mas nunca demonstraram ter a motivação/qualidade para dar o salto. Ou um salto. Ontem não vi a mesma equipa dos últimos anos. Talvez tenha sido o salto. Foi, no mínimo, um salto. O jogo começou, basicamente, com 3 intercepções a Manning provando efectivamente que ele ainda tem muito que trabalhar para chegar ao seu nível. Depois disso, Atlanta foi desfazendo a linha secundária de Denver com passes curtos mas rápidos, jogadas sem huddle e com Ryan muito bem protegido, permitindo-lhe a calma necessária para tomar quase sempre as melhores decisões. A defesa dos Falcons foi também uma maravilha de se ver. Constantemente a alterar as jogadas e os ataques a Manning, a defesa fez com que nunca o QB estivesse confortável a tomar decisões. Aliás as 3 intercepções no começo do jogo foram disso logo um sinal. Assim temos os Falcons com uma das melhores equipas da liga, com um record perfeito e grandes perspectivas. A história parece novamente compor-se.
PHILADELPHIA 24 – BALTIMORE RAVENS 23: Quem gostar de futebol feio, duro e de playoff, dificilmente verá um jogo melhor esta época. Ravens entraram claramente melhores e dominaram completamente a primeira parte. Flacco parecia, como parece tantas vezes, estar finalmente no nível que a defesa dos Ravens merece. Um QB seguro e a tomar boas decisões, a completar jogadas e a meter pontos no marcador. Michael Vick parecia o contrário, e tal como a semana passada, Phila demonstrava ter um ataque fraco. Mas as defesas, e estas são 2 defesas de elite na liga, jogaram como tal, permitindo aos seus ataques que estivessem sempre em posição de ganhar o jogo. A intensidade de ambos os lados defensivos levaram a lutas, quase lutas, e meias lutas. Os árbitros perderam várias vezes o controlo do jogo e dos jogadores. Já falarei dos árbitros com mais pormenor em baixo, mas foi pena que eles tivessem tanta influência no jogo. De qualquer maneira foi um jogo emocionante até ao fim e com 2 defesas a jogar no máximo. A de Phila jogou melhor no final. Assim os eagles tiveram uma jogada a mais e Vick escolheu a melhor parte do jogo para tomar boas decisões. Quando chegar a altura dos playoff é assim que as equipas da NFL vão jogar. E nessa altura, estas duas ainda estarão em prova.
OUTRAS NOTAS:
– Muitos QB desceram o nível da primeira semana, voltando aos seus “old-selfs”: Jay Cutler fez um jogo miserável contra os Packers; Tony Romo e os seus Dallas voltaram a apresentar o nível desapontante de outros anos; Mark Sanchez voltou a dar a imagem de fraco jogador que tão poucas vezes contraria. As respectivas equipas perderam.
– São Francisco e Houston são as 2 melhores equipas da liga no final da 2ª semana. Não é só estrem 2 -0, mas é o equilíbrio que demonstram entre grandes níveis defensivos, ofensivos e equipas especiais.
– Os Patriots perderam em casa com os Cardinals porque o Kicker da equipa de Boston falhou um chuto fácil a poucos segundos do fim. Os Cardinals estão 2 -0. Em Arizona as pessoas estão fartas de olhar para cima a tentar perceber quando é que o mundo vai cair.
– Muitos QB subiram o nível da primeira semana, mostrando “new-selfs”: Andy Dalton, futura superestrela dos Bengals, teve mais espaço do que em Baltimore e mostrou porque vai ser uma superestrela; MVP do Superbowl pegou na equipa e disse “não vamos ficar 0-2”; Andrew Luck, futura superestrela dos Colts, mostrou que também consegue jogar com os meninos grandes. As respectivas equipas ganharam.
NOTA EXTRA: Os árbitros da NFL estão de greve de modo a pressionar a liga a melhorar os seus planos de reforma e contractos actuais. A oficiar os jogos esta época têm estado equipas de árbitros suplentes com pouca ou nenhuma experiência de liga profissional. E isso tem-se notado. Desde faltas óbvias que não são vistas a penalidades ridículas marcadas, de decisões erradas porque o jogo é demasiado rápido para um olho não-treinado a total desconhecimento das regras, temos visto de tudo. Isto é a liga do mundo que move mais dinheiro, com os contractos televisivos mais caros e com mais audiências. As pessoas que arbitram os jogos, nesta altura, são amadoras. É completamente ridículo. Nós notamos, os jogadores notam, os treinadores notam. E o jogo fica muito, muito pior. Uma das grandes vozes de descontentamento é o ex-director de arbitragem da NFL, e dono de um sobrenome de excelentes origens, Mike Pereira, que voltou esta semana a falar sobre a NFL, afirmando que esta não é a organização para a qual trabalhou e que a situação é frustrante independentemente dos culpados. Quando insulta um português…
Destaques da semana 2?
Luís Figueiredo

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