Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

FC Porto sem Hulk, Braga sem Lima, Benfica sem a dupla Javi-Witsel…as hipóteses do Sporting aumentam? Por enquanto não! Os leões além do orçamento inferior, ainda apresentam em termos de individualidades, capacidade de decisão, maturidade competitiva e solidez, menos força que os adversários; Mas no futuro (veremos se a curto ou médio-prazo) as aspirações da turma verde e branca tendem a aumentar (o defeso fortaleceu o clube leonino e um ciclo de vitórias nos próximos tempos até pode aumentar o favoritismo do emblema de Alvalade já na presente época)

Os últimos dias do mercado de transferências trouxeram saídas de jogadores importantes no Porto (Hulk), Benfica (dupla Witsel-Javi) e Braga (Lima), o que em termos teóricos é benéfico para o Sporting. Contudo, na prática as hipóteses do clube leonino apenas aumentam ligeiramente, uma vez que os leões já estão atrás pontualmente e têm uma saída complicada à Madeira para acertar contas. Para além disto, apesar dos reforços terem acrescentado qualidade à equipa, faltam ainda rotinas e jogadores que realmente desequilibrem para que a turma orientada por Sá Pinto esteja no mesmo patamar que águias e dragões na luta pelo título (o elenco leonino não apresenta ainda “individualidades” como Salvio, Rodrigo, Gaitán, Cardozo, James, Moutinho, Fernando ou Lucho…principalmente em termos ofensivos os rivais tem outros argumentos, depois a nível geral o Sporting é igualmente a  equipa com menos maturidade competitiva e capacidade de decisão dos 4 candidatos).

Em primeiro lugar, o Sporting é de longe o candidato ao título com a equipa mais jovem. Do 11 titular, apenas Boulahrouz está acima dos 30 anos: Rojo tem 22, Cédric 21, Ínsua 23, Adrien 23, Carrillo 21 e Van Wolfswinkel tem 23. A estes, podemos juntar outros nomes como Viola, Labyad ou André Martins. Não há dúvidas de que entre estes elementos há valores inegáveis, mas a falta de experiência é decisiva em determinados momentos (para ultrapassar adversários com o bloco baixo, dar a volta ao marcador, reagir quando os resultados são negativos e a equipa passa uma má fase, por exemplo). Depois, a base dos leões tem pouco tempo a actuar junta: apenas Rui Patrício fez mais de uma época no clube, enquanto que Rojo, Boulahrouz, Cédric, Gelson e Adrien são caras novas no onze, o que deita um pouco por terra o argumento de que este é o “segundo ano”. Por outro lado, nestes primeiros jogos, o problema do emblema de Alvalade tem sido a finalização e a capacidade de definir com qualidade no último terço: nomes como Capel (muito inconsequente) e Carrillo (apesar deste ter uma enorme facilidade em criar desequilíbrios) têm um grande défice de objectividade (Pranjic e Izmailov se actuarem em zonas interiores podem ajudar nesse capítulo) e isso penaliza bastante a turma verde e branca.

A falta de elementos capazes de resolver individualmente (como acontece no Benfica e Porto) tem feito com que o conjunto leonino perca pontos e se atrase em relação aos rivais. Depois em termos colectivos faltam rotinas principalmente na ligação do meio campo e dos extremos com o avançado. Caso o Sporting saiba ultrapassar estes problemas (um ciclo de vitórias consecutivas era um passo importante, pois ajuda na confiança e essa moral permite melhorar mecanismos e dinâmicas), será sem dúvida um sério candidato ao título, pois tem um plantel formado com bastante critério, cheio de jogadores de qualidade, e no passado o futebol já demonstrou que equipas jovens (Dortmund) com orçamentos inferiores (Montpellier) e sem apresentarem um bom futebol (Benfica de Trapattoni), podem perfeitamente conquistar campeonatos. Por enquanto não!

Deixa um comentário