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Paços de Ferreira consistente derrota Braga! Gverreiros com Éder no lugar de Lima e com Mossoró no banco tiveram muita bola mas pouca objectividade no ataque!

Paços de Ferreira 2 – 0 Braga (Cohene 13′, Hurtado 79′)

O Braga sentiu hoje muitas dificuldades na deslocação à Mata Real, acabando por somar a primeira derrota da temporada em jogos oficiais. O Paços soube aproveitar algum cansaço do adversário, fruto do longo jogo em Udine, e com um meio campo reforçado, consistência defensiva e velocidade no contra-ataque, soube aproveitar e levar de vencida a equipa de José Peseiro.
A principal curiosidade era perceber como se iria apresentar este Braga agora sem a sua referência de ataque: Lima. Éder foi o jogador escolhido, e foi o elemento mais perigoso para a baliza de Cássio, mas ficou a sensação que vai levar tempo quer ao jogador, quer à equipa, para se adaptarem à alteração. A primeira parte do encontro começou com um Braga com mais bola (aliás foi uma constante no jogo em especial na segunda parte), mas a não conseguir traduzir a maior posse do esférico em situações de perigo. A pouca velocidade e a forte pressão do Paços, impedindo que R. Micael e H. Viana tivessem bola, não permitiram que a bola chegasse ao último terço do terreno dos gverreiros em boas condições. O Paços aproveitava as bolas paradas para criar perigo. Depois de obrigar Beto a duas defesas, surge o golo dos castores por intermédio de Cohene, na sequência de um canto. Ao intervalo Peseiro lança Mossoró retirando Hugo Viana, algo apagado, e a velocidade de jogo alterou. O brasileiro, juntamente com Rúben Micael, usavam o apoio das alas e as trocas rápidas de bola para acelerar o jogo e baralhar as marcações, mas o golo não surgiu. Éder atirou ao poste, Rúben Micael viu o golo ser-lhe negado por Cássio e Mossoró chegou tarde para emendar um cabeceamento de Carlão junto ao poste. Aproveitando o muito espaço provocado pelo balanceamento do Braga no ataque, Cícero num contra-ataque rápido lança Hurtado, que ganha posição a Ismaily e em frente a Beto não desperdiça o segundo golo. O Braga revelou incapacidade de alterar o rumo do jogo nos últimos minutos, somando assim o primeiro deslize na Liga.

Destaques

Braga – A equipa entrou neste jogo quase irreconhecível, quando comparada com o jogo a meio da semana. A falta de Lima e Mossoró e algum desgaste físico podem ser explicação para a pouca velocidade apresentada e muitos passes falhados. A segunda parte esteve mais próxima do que esta equipa nos tem habituado, mas as falhas de finalização (por nós já faladas noutros jogos) aliada à pouca velocidade dos centrais em situações de contra-ataque (o Braga pela primeira vez em alguns anos joga com dois centrais lentos e fortes no jogo aéreo, em vez de usar um central deste estilo ao lado de um mais rápido e tecnicista – casos de Rodríguez e Ewerton – que traziam mais segurança nos contra-ataques adversários e outra qualidade na saída de bola que Paulo Vinícius e Douglão não possuem) fizeram com que os gverreiros sofressem golo quando estavam próximos do empate.

Paços de Ferreira – Excelente organização da turma da Mata Real, tendo abdicado de um homem de ataque para lançar Filipe Anunciação, médio defensivo, e assim conseguiu controlar o meio campo adversário, tendo sempre colocado enorme pressão sobre os médios mais influentes do Braga. O bom aproveitamento das bolas paradas e os lances de contra-ataque perigosos foram a chave desta vitória, não se coibindo de ter jogado toda a segunda parte no seu próprio meio campo. Vitória merecida e excelentes apontamentos tácticos.

Cohene/Hurtado – Foram os homens da partida. O central já estava a dar nas vistas na defesa, mostrando-se sempre atento às movimentações de Éder, no entanto o seu cabeceamento perfeito na área do Braga é que foi decisivo. O peruano Hurtado foi incansável no corredor, atacando e defendendo, tendo sido a sua exibição coroada com um golo já perto do final.

Éder – O avançado português cumpriu, dado que foi o autor dos melhores lances de perigo do Braga. O entendimento com os companheiros vai ter de ser trabalhado, mas deixou indicações positivas, mostrando ter mais trabalho de área do que o seu antecessor.

Mossoró/Rúben Micael – O brasileiro entrou e revolucionou o jogo do Braga, cedendo-lhe velocidade e improviso. O internacional português fez mais um bom jogo, no entanto o facto de ter recuado muitas vezes a procurar bola no seu meio campo não beneficia o seu jogo, sendo mais perigoso a jogar atrás do avançado.

Alan/Hugo Viana – Talvez os jogadores mais influentes do Braga estiveram muito apagados. O português falhou vários passes e revelou intranquilidade, saindo ao intervalo, enquanto que Alan esteve hoje longe de ser o desequilibrador nas alas que foi outrora.

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