Paços de Ferreira 2 – 0 Braga (Cohene 13′, Hurtado 79′)
Destaques
Braga – A equipa entrou neste jogo quase irreconhecível, quando comparada com o jogo a meio da semana. A falta de Lima e Mossoró e algum desgaste físico podem ser explicação para a pouca velocidade apresentada e muitos passes falhados. A segunda parte esteve mais próxima do que esta equipa nos tem habituado, mas as falhas de finalização (por nós já faladas noutros jogos) aliada à pouca velocidade dos centrais em situações de contra-ataque (o Braga pela primeira vez em alguns anos joga com dois centrais lentos e fortes no jogo aéreo, em vez de usar um central deste estilo ao lado de um mais rápido e tecnicista – casos de Rodríguez e Ewerton – que traziam mais segurança nos contra-ataques adversários e outra qualidade na saída de bola que Paulo Vinícius e Douglão não possuem) fizeram com que os gverreiros sofressem golo quando estavam próximos do empate.
Paços de Ferreira – Excelente organização da turma da Mata Real, tendo abdicado de um homem de ataque para lançar Filipe Anunciação, médio defensivo, e assim conseguiu controlar o meio campo adversário, tendo sempre colocado enorme pressão sobre os médios mais influentes do Braga. O bom aproveitamento das bolas paradas e os lances de contra-ataque perigosos foram a chave desta vitória, não se coibindo de ter jogado toda a segunda parte no seu próprio meio campo. Vitória merecida e excelentes apontamentos tácticos.
Cohene/Hurtado – Foram os homens da partida. O central já estava a dar nas vistas na defesa, mostrando-se sempre atento às movimentações de Éder, no entanto o seu cabeceamento perfeito na área do Braga é que foi decisivo. O peruano Hurtado foi incansável no corredor, atacando e defendendo, tendo sido a sua exibição coroada com um golo já perto do final.
Éder – O avançado português cumpriu, dado que foi o autor dos melhores lances de perigo do Braga. O entendimento com os companheiros vai ter de ser trabalhado, mas deixou indicações positivas, mostrando ter mais trabalho de área do que o seu antecessor.
Mossoró/Rúben Micael – O brasileiro entrou e revolucionou o jogo do Braga, cedendo-lhe velocidade e improviso. O internacional português fez mais um bom jogo, no entanto o facto de ter recuado muitas vezes a procurar bola no seu meio campo não beneficia o seu jogo, sendo mais perigoso a jogar atrás do avançado.
Alan/Hugo Viana – Talvez os jogadores mais influentes do Braga estiveram muito apagados. O português falhou vários passes e revelou intranquilidade, saindo ao intervalo, enquanto que Alan esteve hoje longe de ser o desequilibrador nas alas que foi outrora.


