vital. Todo o jogo passa por esse
elemento quer seja no acto de “destruir”, equilibrar a equipa ou ter um papel activo na 1ª fase de construção.
Ora, dito isto, vai ser interessante observar a reacção do Benfica à
perda de um dos jogadores mais acarinhados pela massa adepta do clube da Luz e
dos mais importantes das últimas épocas (desde que Jorge Jesus se senta no banco
encarnado) – ‘’Tanque’’ Javi García.
carismáticos (pela liderança, espírito guerreiro, atitude e até capacidade em resolver jogos pela sua força nas bolas paradas), mas também um pilar táctico do esquema da equipa. Extingue-se, assim, a sociedade central costituída por Luisão –
Javi – Aimar que tão bem se tem entendido nos últimos anos.
Sem uma intervenção no mercado para colmatar a saída do médio
espanhol, a solução para atenuar a saída do espanhol tem que vir, obrigatoriamente, de dentro do plantel: a opção que
parece ser mais óbvia é limitar o futebol do belga Axel Witsel a essa posição (permitindo a Martins actuar a 8, algo que nesta fase terá duas consequências: aumenta a dinâmica do meio campo e permite ter sempre um português no 11, algo que não aconteceu na última época). Outro cenário, passa por manter a actual estrutura e apostar no sérvio Nemanja Matic que, apesar de ser diferente do agora reforço do Manchester City, tem vindo a
evoluir nessa posição (se der continuidade ao que fez frente ao Chelsea na época transacta, será uma opção interessante). Por último e não menos importante, uma alternativa interessante seria dar uso à equipa B e potenciar o jogador português. Para tal, existem duas opções: André Almeida e André Gomes, dois dos jogadores que
melhores prestações têm tido neste início de época. O primeiro, titular na selecção
sub-21 nessa posição, tem dado boas indicações e o seu 1m86 pode ser potenciado. Falta
ganhar agressividade para com o jogo e adaptar-se melhor ao esquema da equipa
principal (apesar de tudo, a dinâmica do meio-campo das duas equipas não é igual).
O segundo, talvez o jogador mais promissor do plantel, não é um típico 6. Aliás chega
mesmo a ser o elemento mais criativo do trio de meio-campo da equipa B. Mas é um
jogador com qualidade, igualmente alto (1m88) como Jesus aprecia e talvez fosse interessante ver um duplo pivô com André
Gomes e Axel Witsel (só que a dinâmica destes dois jogadores teria que ser diferente
da mostrada por Javi e o belga). Várias opções, uma única certeza: o Benfica (não está em causa o excelente encaixe) perdeu um jogador fundamental no pior timing possível (a pré-época podia ter permitido potenciar algumas destas alternativas caso o espanhol tivesse abandonado a Luz mais cedo). Veremos até que ponto a perda do pilar estrutural da equipa encarnada nas últimas épocas afecta a equipa de Jesus, sendo certo que o futebol não é feito do passado mas sim do presente, e esta pode ser uma oportunidade única para o Benfica dar minutos a jovens valores (muitas vezes bons talentos ficam eternamente na sombra e acabam por se perder) e potenciar novos activos.


