You’ll Never Walk Alone é o lema dos Reds, mas desde a época 89/90 (há 23 anos!) que a caminhada da equipa de Liverpool tem sido feita, praticamente, sem a companhia dos títulos que, outrora, pareciam acompanhá-los de mão dada. No total, 5 Ligas dos Campeões, 3 Taças UEFA, 3 Super Taças Europeias, 18 Premier League e 15 Super Taças de Inglaterra, entre outros. Títulos que fazem do clube inglês um dos históricos do futebol europeu e mundial. As exceções das duas últimas décadas foram poucas mas à medida da grandeza deste gigante inglês: duas finais da Liga dos Campeões, ambas frente ao também histórico AC Milan, uma vencida (2004/05), outra perdida (2006/07) e uma Taça UEFA (2000/01) conquistada a um surpreendente Alavés. Internamente, a conversa tem sido outra. As campanhas dececionantes sucedem-se (a última Premier League mostrou um Liverpool que foi a oitava melhor equipa em prova) e em 23 anos as melhores prestações não foram além de três segundos lugares, em 1990/91, em 2001/02 e em 2008/09. Jogadores como Luis Suarez, Owen, Gerrard, Fernando Torres, Xabi Alonso, Mascherano, Hyypia, Riise, Hamman, ou Reina mostraram-se insuficientes para reerguer este gigante que parece adormecido. O atual plantel apresenta qualidade (uma defesa robusta e um meio campo muito sólido e musculado), mas escasseia o talento (Luis Suarez e, agora, Borini, serão dos poucos capazes de decidir jogos à custa de rasgos individuais). O que será, então, necessário fazer para trazer o Liverpool de volta à glória? Parece evidente que isso terá que passar pela introdução de elementos que possam fazer a diferença nesta equipa (principalmente na frente, já que foram apenas o 11º melhor ataque). Fica, nesse sentido, uma perspetiva daquilo que poderia ser o plantel do Liverpool para a temporada 2012/13.
Guarda-redes: Reina (29 anos) é a referência e um dos melhores do mundo, deixando a posição bem entregue. O brasileiro Doni (32) e o australiano Brad Jones serão a sua sombra.
Lateral direito: Glen Johnson (27), internacional por Inglaterra, dono de boa técnica e capaz de emprestar alguma profundidade ao flanco direito, deverá manter-se como dono do lugar. A esperança Martin Kelly (22, esteve no europeu) deverá alternar entre a direita e o centro da defesa. O internacional sub 21 Flanagan (19) completa o lote de opções para a posição.
Lateral esquerdo: O espanhol José Enrique (26) chegou e tomou conta da posição. Não deslumbra, mas tem sabido dar conta do recado. Precisa, no entanto, de um concorrente. Neste caso, fica a dúvida: investir num elemento com potencial, que possa até lutar pela titularidade, ou procurar uma opção mais acessível que faça concorrência a José Enrique? No primeiro caso, o croata Strinic (25) encaixaria que nem uma luva. No segundo caso, Simon Poulsen, a custo zero, ou Ziegler poderiam pisar os calos a José Enrique.
Defesa central: As opções são muitas. Agger (27, que até pode sair para o Barcelona) e Skrtel (27) devem formar a dupla titular. Carragher (34) tem perdido protagonismo, mas mantém-se como uma opção válida. Coates (21) e Danny Wilson (20) são apostas de futuro. Martin Kelly (22) pode também ser opção.
Médio centro: Depois de uma época marcada pelas lesões, Lucas Leiva (25) deixa no ar algumas interrogações. Gerrard (32) teve igualmente uma época atribulada mas, pela amostra que deu no Europeu, está preparado para continuar a liderar o meio campo dos Reds. Henderson (22) e Charlie Adam (26) fizeram boas épocas de estreia, emprestando muito músculo ao meio campo da equipa. Continuarão o seu percurso de afirmação. Jay Spearing completa o leque de opções, mas fica aquém das exigências. Para fazer face ao histórico de lesões e aumentar o leque de soluções, a contratação de um elemento polivalente, como Manuel Fernandes (26), seria uma boa decisão.
Médio Ofensivo: Jonjo Shelvey (20) pode ser o “10” da equipa. O médio, capitão em vários escalões jovens da seleção inglesa, é visto como uma das esperanças da equipa e do futebol inglês. Dono de boa técnica individual, o médio pode ter este ano o seu ano de afirmação (embora seja expectável que Brendan Rodgers opte por um meio campo mais musculado, prescindindo de um elemento mais ofensivo). Gerrard (deverá ser o titular), Joe Cole (30) ou mesmo Fábio Borini (21) podem ser as outras opções para o lugar. Mas a aquisição de Nené (perdeu espaço no PSG com os novos reforços) ia dar outra qualidade à equipa.
Alas: Maxi e Kuyt saíram (a continuidade de Bellamy também não é garantida). Downing (28) não conseguiu mostrar-se tão influente como era no Aston Villa. O regressado Joe Cole (30) é opção à esquerda e à direita (e no meio). Borini (21) também conhece o lugar. Dani Pacheco (21), outrora muito promissor, terá dificuldade em conseguir minutos. Neste caso, a contratação de um elemento para cada ala permitiria dar à equipa o acréscimo de qualidade de que precisa. À direita, Adam Johnson (25) teria em Liverpool os minutos que não consegue ter em Manchester e seria titular de caras. Carrillo ou Sturridge seriam outras boas opções. À esquerda, o entusiasmante James Rodriguez (21) teria as portas abertas para se tornar numa referência a nível europeu e seria um grande investimento. Konoplyanka ou Mertens seriam outros elementos que poderiam injetar talento na equipa.
Avançado: Luis Suarez (25) deve manter-se como referência ofensiva da equipa. Borini junta-se a Andy Carroll (caso o avançado inglês continue) como alternativa (bastante diferentes um do outro) oferecendo a Brendan Rodgers um leque de opções mais variado para a frente de ataque. Aproveitando a descida do Villarreal, a contratação de Giuseppe Rossi (25), embora não prioritária, poderia ser ponderada (logo que se conseguisse tirar partido financeiro do contexto atual, lembrando ainda que o jogador vem de uma lesão prolongada). Introdução de elementos de qualidade inequívoca para serem opções de ataque, visando a melhoria da pobre performance ofensiva da equipa. Seriam estas medidas suficientes para fazer frente aos gigantes de Manchester e de Londres? Conseguirá o Liverpool voltar a lutar pelo título inglês em 2012/13? Em que lugar terminarão os reds a próxima edição da Premier League? E a nível europeu, voltaremos a ter um Liverpool a atingir o sucesso que não atinge internamente? De que jogadores precisa o Liverpool? Qual a referência atual desta equipa?
Ricardo Martins
Lateral esquerdo: O espanhol José Enrique (26) chegou e tomou conta da posição. Não deslumbra, mas tem sabido dar conta do recado. Precisa, no entanto, de um concorrente. Neste caso, fica a dúvida: investir num elemento com potencial, que possa até lutar pela titularidade, ou procurar uma opção mais acessível que faça concorrência a José Enrique? No primeiro caso, o croata Strinic (25) encaixaria que nem uma luva. No segundo caso, Simon Poulsen, a custo zero, ou Ziegler poderiam pisar os calos a José Enrique.
Defesa central: As opções são muitas. Agger (27, que até pode sair para o Barcelona) e Skrtel (27) devem formar a dupla titular. Carragher (34) tem perdido protagonismo, mas mantém-se como uma opção válida. Coates (21) e Danny Wilson (20) são apostas de futuro. Martin Kelly (22) pode também ser opção.
Médio centro: Depois de uma época marcada pelas lesões, Lucas Leiva (25) deixa no ar algumas interrogações. Gerrard (32) teve igualmente uma época atribulada mas, pela amostra que deu no Europeu, está preparado para continuar a liderar o meio campo dos Reds. Henderson (22) e Charlie Adam (26) fizeram boas épocas de estreia, emprestando muito músculo ao meio campo da equipa. Continuarão o seu percurso de afirmação. Jay Spearing completa o leque de opções, mas fica aquém das exigências. Para fazer face ao histórico de lesões e aumentar o leque de soluções, a contratação de um elemento polivalente, como Manuel Fernandes (26), seria uma boa decisão.
Médio Ofensivo: Jonjo Shelvey (20) pode ser o “10” da equipa. O médio, capitão em vários escalões jovens da seleção inglesa, é visto como uma das esperanças da equipa e do futebol inglês. Dono de boa técnica individual, o médio pode ter este ano o seu ano de afirmação (embora seja expectável que Brendan Rodgers opte por um meio campo mais musculado, prescindindo de um elemento mais ofensivo). Gerrard (deverá ser o titular), Joe Cole (30) ou mesmo Fábio Borini (21) podem ser as outras opções para o lugar. Mas a aquisição de Nené (perdeu espaço no PSG com os novos reforços) ia dar outra qualidade à equipa.
Alas: Maxi e Kuyt saíram (a continuidade de Bellamy também não é garantida). Downing (28) não conseguiu mostrar-se tão influente como era no Aston Villa. O regressado Joe Cole (30) é opção à esquerda e à direita (e no meio). Borini (21) também conhece o lugar. Dani Pacheco (21), outrora muito promissor, terá dificuldade em conseguir minutos. Neste caso, a contratação de um elemento para cada ala permitiria dar à equipa o acréscimo de qualidade de que precisa. À direita, Adam Johnson (25) teria em Liverpool os minutos que não consegue ter em Manchester e seria titular de caras. Carrillo ou Sturridge seriam outras boas opções. À esquerda, o entusiasmante James Rodriguez (21) teria as portas abertas para se tornar numa referência a nível europeu e seria um grande investimento. Konoplyanka ou Mertens seriam outros elementos que poderiam injetar talento na equipa.
Avançado: Luis Suarez (25) deve manter-se como referência ofensiva da equipa. Borini junta-se a Andy Carroll (caso o avançado inglês continue) como alternativa (bastante diferentes um do outro) oferecendo a Brendan Rodgers um leque de opções mais variado para a frente de ataque. Aproveitando a descida do Villarreal, a contratação de Giuseppe Rossi (25), embora não prioritária, poderia ser ponderada (logo que se conseguisse tirar partido financeiro do contexto atual, lembrando ainda que o jogador vem de uma lesão prolongada). Introdução de elementos de qualidade inequívoca para serem opções de ataque, visando a melhoria da pobre performance ofensiva da equipa. Seriam estas medidas suficientes para fazer frente aos gigantes de Manchester e de Londres? Conseguirá o Liverpool voltar a lutar pelo título inglês em 2012/13? Em que lugar terminarão os reds a próxima edição da Premier League? E a nível europeu, voltaremos a ter um Liverpool a atingir o sucesso que não atinge internamente? De que jogadores precisa o Liverpool? Qual a referência atual desta equipa?
Ricardo Martins


