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Igualdade entre Japão e Senegal deixa as duas selecções a necessitar apenas de um empate; Sadio Mané estreou-se a marcar; Inui marcou e assistiu; Kawashima voltou a ficar mal na fotografia; Guarda-redes senegalês também comprometeu

Japão 2-2 Senegal (Inui 34′ e Honda 78′; Sadio Mané 12′ e Wagué 71′)

Ninguém se ficou a rir, mas o empate entre Japão e Senegal até é positivo para as duas selecções (com um empate na última jornada passam aos oitavos). O duelo foi equilibrado, apesar dos nipónicos terem apresentado mais qualidade na circulação de bola e tido as oportunidades mais claras, sendo que os guarda-redes acabaram por ter um papel importante, e pela negativa, com Kawashima (que já tinha comprometido contra a Colômbia) a comprometer no 0-1 e Khadim N’Diaye no 2-2. Já Inui, Osako (apesar de um falhanço) e Gaku Shibasaki destacaram-se pela positiva nos asiáticos, enquanto Sabaly teve um papel importante nos golos do conjunto de Aliou Cissé.

No que respeita ao encontro, o Senegal entrou melhor e chegou à vantagem com um golo algo fortuito de Mané, que aproveitou uma má abordagem de Kawashima (socou contra o craque do Liverpool). O Japão conseguiu equilibrar a contenda e acabou por alcançar o empate por Inui, num remate colocado dentro da área. Até ao intervalo Niang teve nos pés a melhor oportunidade, mas perdeu o duelo com o guarda-redes japonês. No segundo tempo os nipónicos entraram bem, com Inui a ficar muito perto do 2-1 num grande remate à barra. Osako também podia ter marcador. Mas foi a formação africana a marcar novamente, com Wague a finalizar ao segundo poste um belo trabalho de Sabaly. No entanto, o empate não demorou, tendo Honda aproveitado uma jogada de insistência e um erro do guardião senegalês para fazer balançar as redes e estabelecer o resultado final.

Senegal – A turma de Aliou Cissé esteve por duas ocasiões na frente do marcador, mas não conseguiu capitalizar essas vantagens nem rubricar uma exibição positiva. A organização defensiva desta vez não foi tão eficiente, com o Japão a criar muitas dificuldades com a técnica e mobilidade dos seus jogadores, sendo que a turma de Aliou Cissé raramente conseguiu ligar um contra-ataque. A jogada do 2-1 foi a melhor da equipa no desafio, mas nunca conseguiu fazer algo semelhante no encontro, com as debilidades do meio-campo com bola e os erros na decisão dos homens da frente a fazerem-se notar. Individualmente, Sabaly foi a melhor unidade em termos globais, estando envolvido em ambos os golos e oferecendo muita profundidade pelo lado esquerdo; Mané estreou-se a marcar (golo feliz), mas não desequilibrou, Sarr tirando uma ou outra acção esteve apagado, Niang foi inconsequente e o trio de médios Badou N’Diaye, Gana Gueye e Alfred N’Diaye, apesar de muita força e capacidade física, tem muitas debilidades com bola. Também Sané e Koulibaly sentiram dificuldades perante Osako e as diagonais dos alas, ao passo que Wagué, apesar de ter sofrido com Inui, marcou um golo que permite salvar o ponto. Nota ainda para o guarda-redes N’Diaye, que revelou muita insegurança na baliza, ficando mal na fotografia no 2-2.

Japão – Um ponto importante, dado que o conjunto asiático esteve por duas ocasiões em desvantagem no marcador, mas que, em face do que se passou em campo, sabe a pouco. Os japoneses estiveram quase sempre por cima, evidenciando a sua técnica e inteligência na circulação de bola e no ataque ao espaço vazio, mas, sobretudo entre o 1-1 e o 1-2 desperdiçaram algumas boas oportunidades. Individualmente, Inui foi a grande figura, desequilibrando muito no lado esquerdo, marcando um bom golo e assistindo no 2-2. Também Osako, apesar de um ou outra perdida, esteve bem, jogando muito bem de costas e trocando as voltas aos defesas contrários com as suas movimentações. Já Shibasaki e Hasebe formaram de novo uma dupla forte no miolo, com o médio do Getafe a dar um golo iminente a Osako, que este não aproveitou, ao passo que Haraguchi e Kagawa estiveram menos activos. Na defesa, Shoji teve problemas em lidar com a potência e capacidade física dos avançados senegaleses, valendo a atenção do experiente Yoshida, ao passo que Nagatomo fez uma excelente partida, anulando Sarr e oferecendo muita velocidade e acutilância pelo lado esquerdo, efectuando inclusivamente uma assistência. Por outro lado, Sakai esteve mais discreto na direita, enquanto Kawashima voltou a ficar mal na fotografia no lance do 1-0, oferecendo o golo a Mané. Nota ainda para Honda, que, após entrar na partida com a Colômbia para assistir no golo da vitória, entrou desta vez para marcar o tento que permitiu salvar um ponto.

XI do Japão: Eiji Kawashima; Hiroki Sakai, Maya Yoshida, Gen Shoji e Yuto Nagatomo; Makoto Hasebe, Gaku Shibasaki, Takashi Inui, Genki Haraguchi e Shinji Kagawa; Yuya Okaso

XI do Senegal: Khadim N’Diaye; Youssouf Sabaly, Kalidou Koulibaly, Salif Sané, Moussa Wagué; Idrissa Gueye, Sadio Mané, Badou Ndiaye, Alfred N’Diaye, Ismaïla Sarr; M’Baye Niang

7 Comentários

  • Estigarribia
    Posted Junho 24, 2018 at 5:54 pm

    Bom jogo de futebol, bem entretido, entre duas seleções com muito potencial e que qualquer uma delas poderia ter vencido o jogo. Mas o empate aceita-se como o resultado mais justo. Neste Grupo H teremos Mundial até ao fim, até ao último minuto do último jogo.

  • Bio
    Posted Junho 24, 2018 at 5:58 pm

    Jogo interessante entre duas equipas que procuraram a vitória mais do que se preocuparam em defender.
    Ambas as equipas são rápidas e fortes em transição. No entanto, pecam um pouco na capacidade de decisão e na cultura táctica.
    Ficam ambos os países em boa situação de se apurarem para os oitavos, sendo que acredito que contra equipas mais maduras sejam presas relativamente fáceis. Até podem fazer uma gracinha, mas não vejo nenhuma das equipas a passar dos quartos.

  • Tiago Benfas
    Posted Junho 24, 2018 at 6:00 pm

    Bom jogo. A vitória podia ter caído para qualquer lado.

  • Pedro Barata
    Posted Junho 24, 2018 at 6:12 pm

    Belo Japão. Têm critério e paciência na construção e estão recheados de elementos de qualidade técnica. Como normal, falta-lhes poder de finalização e contundência ofensiva, mas gostaria que estivessem nos oitavos e acredito que isso pode acontecer.

    Mais um encontro em que Hasebe (o capitão e a referência posicional da equipa), Shibasaki (é a “cara” do critério com bola da equipa, dando muita dinâmica ao meio-campo), Inui (muito bom tecnicamente, fez um bom golo e ia apontando um golaço) e Osako estiveram muito bem, sendo que o avançado acaba por encarnar as virtudes e defeitos do futebol japonês: técnica, entendimento do jogo, capacidade para jogar de costas para a baliza e servis os colegas, boas movimentações, mas falta de “golo”.

  • Pedro Miguel S.M. Rodrigues
    Posted Junho 24, 2018 at 6:17 pm

    Gostei bastante de acompanhar este jogo.

    Equilibrado, animado, duas equipas atacantes com bons apontamentos tácticos mas também deficiências defensivas.

    Agora ver-se-á o que acontecerá no segundo jogo do grupo, para se perceber o quanto “vale” este empate…

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Junho 24, 2018 at 6:18 pm

    Jogo entretido e interessante. O Japão tem sido das equipas mais agradáveis de seguir neste Mundial, fez por merecer a vitória, mas esteve duas vezes em desvantagem e pagou isso caro, até porque na frente não foi eficaz como se pedia.
    Estou, acima de tudo, encantado com dois jogadores nesta equipa. Em primeiro, Osako, um avançado muito competente a jogar de costas, rápido e muito inteligente a movimentar-se. Não é um matador e a prova foi o golo que falhou sem grande oposição, mas é um jogador completo e que é muito importante numa equipa que pretende circular com qualidade, dado que tem ali um ponto de apoio na frente. Por outro lado, Shibasaki, médio do Getafe, que tem muita técnica, passe, visão e que entra na área com facilidade. Um médio muito interessante e claramente para outros voos.
    Também Nagatomo, Hasebe e Yoshida fizeram bons jogos, assim como, sobretudo, Inui, novo extremo do Bétis, que demonstrou muito daquilo que já havia feito na La Liga. Irrequieto, muito forte nas diagonais e no remate.

    Quanto ao Senegal, muita potência, muita força, mas mais dificuldades em organização defensiva desta vez e habitual incapacidade do meio-campo para ter bola. Havia dito que era a pecha desta equipa, na medida que não há quem pense no miolo, gira os ritmos e comande o ataque dos senegaleses, pois Gana, Kouyate, os 2 N’ Diaye ou N’Doye vivem claramente do que acrescentam no capítulo físico. Alfred N’Diaye seria aquele com mais capacidade para sair a jogar, mas não parece estar já neste Mundial, pois esteve de novo muito apagado. Neste sentido, a equipa vive dos contra-ataques, precisando de espaço para tal, e dos raides de Mané e Sarr. Não conseguiram desequilibrar e o trapalhão Niang também não ajudou no eixo. Continuo a achar estranho o facto de Keita Baldé não contar, pois é uma arma importante que o Senegal tem, mas que Aliou Cissé não utiliza.

    Posto isto, veremos o que acontecerá no Polónia x Colômbia, mas este resultado parece-me melhor para o Japão, pois acho a Colômbia melhor que a Polónia e é muito provável que o conjunto de Pekerman ganhe ao Senegal na 3.ª ronda. Ainda assim, qualquer coisa pode acontecer neste grupo.

    • vfcquiterio
      Posted Junho 24, 2018 at 8:53 pm

      NEste momento o teu último parágrafo faz todo o sentido. Gostava que o Senegal passa-se mas a Colombia com este 3-0 é favorita a ganhar e a passar, mas esero que o Senegal consiga passar, pois a seguir a Portugal, ela e o México são das minhas selecção favorita. :)

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