Sporting 0-1 Charlton (Jackson 91′)
No primeiro particular do Sporting 2012/2013, a exibição foi muito fraquinha e o resultado não foi melhor – uma derrota com o modesto Charlton. A equipa leonina demonstrou muita lentidão de processos e pouca concentração, falhando muitos passes e mostrando-se incapaz de penetrar na defensiva contrária. Os ingleses foram ganhando confiança com o decorrer da partida, mais frescos fisicamente, e chegaram ao golo de bola parada num dos últimos lances do encontro. O técnico Ricardo Sá Pinto alinhou de início com: Marcelo Boeck, Pereirinha, Carriço, Xandão, Insúa, Rinaudo, Elias, Adrien, Jeffrén, Van Wolfswinkel e Capel. Na segunda parte, houve uma revolução no 11, acontecendo as estreias de Gelson Fernandes e Pranjic.
Na primeira parte, o encontro foi algo quezilento e os leões mostraram dificuldades na saída de bola e na criação ofensiva. Os lances de perigo para a baliza inglesa foram quase nulos, com as melhores oportunidades a surgirem de remates de longe, com destaque para Adrien, que atirou perto do poste. Na etapa complementar, Sá Pinto fez entrar todos os suplentes (à excepção de Golas), mas o conjunto verde e branca não melhorou (pelo contrário). O Charlton tornou-se mais perigoso, nas duas primeiras vezes que chegou à baliza contrária marcou (em lances que até foram mal anulados) e chegou à vitória no último minuto, de cabeça. Mau ensaio do Sporting.
Destaques
Sporting – Uma equipa pouco dinâmica, com dificuldades na saída de bola, sem criativo no meio campo e com alas pouco inspirados. Em termos ofensivos, zero oportunidades, perante um bloco baixo (algo que também se verificou na época passada com Sá Pinto). A nível defensivo, o conjunto leonino não foi muito testado, mas quando isso aconteceu não correspondeu bem (muita passividade e um golo sofrido de bola parada).
Gelson/Pranjic – Estreia interessante do suíço, demonstrando velocidade de execução e facilidade em jogar com os dois pés. Quanto ao croata, não foi possível tirar grandes ilações, pois não participou muito no jogo.
Pereirinha/Adrien – Foram dois dos melhores da primeira parte. O lateral mostrou-se bastante assertivo, dando bastante profundidade ao flanco, enquanto que o médio não se escondeu do jogo (apesar da falta de entrosamento) e tentou várias vezes a sua sorte.
Wolfswinkel/Rubio – Prestações completamente diferentes, uma vez que o holandês praticamente não tocou na bola e o chileno deu mais agressividade ao ataque e foi um dos melhores do lado leonino.
Capel/Jeffrén/Carrillo/Wilson – O mesmo a dizer em relação a todos: inofensivos.
Rinaudo – O argentino não esteve mal, mostrando boa capacidade no passe. No entanto, pecou pela agressividade em excesso.


