Rep. Checa 0-1 Portugal (Ronaldo 80′)
Portugal derrotou a República Checa, por 1-0, e garantiu pela quarta vez na sua história a presença nas meias finais de um Campeonato da Europa. Cristiano Ronaldo, voltou a ser decisivo, e já perto do fim, de cabeça, marcou o único golo da partida. Um triunfo justo (que peca por escasso, já que, principalmente na 2ª parte, a selecção dispôs de várias oportunidades de golo) mas sofrido, aliás caso não fosse não seria Portugal a jogar (não que os checos tenham criado perigo, à excepção dos primeiros 15m e de uma situação na 2ª parte, Patrício praticamente não foi testado, mas a nossa sina é sofrer).
Portugal – A selecção não entrou particularmente bem na partida (o relvado, algum nervosismo e a estratégia dos checos condicionou o nosso jogo), mas aos poucos foi crescendo, criando oportunidades (acabou a 1ª parte com uma bola ao poste do Ronaldo), e no 2º tempo dominou por completo (bolas ao poste, várias situações ofensivas, pressão mais alta, e em termos físicos e técnicos engoliu a Rep. Checa). Uma vitória clara (20 remates contra 2, Patrício não fez uma defesa, 11 cantos contra 6) e agora, venha a Espanha ou a França. Postiga (que saiu lesionado) deverá falhar o encontro, mas em contrapartida nenhum elemento (dos que estavam em risco) levou amarelo e como tal não vamos ter nenhuma ausência devido a castigo.
Cristiano Ronaldo – Novamente o melhor elemento em campo. Marcou o único golo da partida (um autêntico golaço de cabeça pelo movimento que efectuou), voltou a acertar duas vezes no poste, lutou, criou desequilíbrios, bateu mais alguns recordes e demonstrou que está num excelente momento (não só a nível exibicional como em termos de entrega, liderança e capacidade para se assumir como o melhor).
Rep. Checa – Adoptou a estratégica que se previa. Juntou as linhas, pressionou a nossa saída de bola e tentou sempre dar a iniciativa a Portugal. No entanto, à excepção dos primeiros 20/25m quando conseguiu ter bola no nosso meio campo, demonstrou sempre não ter argumentos para bater a nossa selecção. Os postes, Cech e Jiraceck foram os melhores elementos. Pilar criou o único lance ofensivo da 2ª parte, mas a Rep. Checa conseguiu a proeza de acabar o jogo sem fazer um remate na direcção da baliza.
Moutinho – Um enorme jogo do médio português (ele que é sempre tão criticado pelo VM). Num encontro onde conseguiu aplicar com perigo a sua meia distância (Cech evitou o golo com uma excelente defesa), foi dele o cruzamento para o decisivo golo de Ronaldo. Correu quilómetros, é claramente um jogador de trabalho naquele meio campo e hoje juntou à qualidade exibicional que tem evidenciado uma prestação em termos ofensivos decisiva.
Nani – O jogador (além de Postiga) que acusou mais o desgaste físico. Não foi tão influente como na fase de grupos, nem sempre decidiu bem, mas é claramente um dos elementos “mais” da nossa selecção. Excelente remate (Cech evitou o golo) e bom cruzamento para Hugo Almeida (golo invalidado por fora-de-jogo).
Patricio/Bruno Alves – O guardião não fez uma defesa mas foi várias vezes metido em jogo pelos companheiros (passar sempre a bola para o pé direito de um esquerdino pode correr mal no futuro); já o central voltou a demonstrar que é o melhor (do lado esquerdo) neste europeu. Mais uma exibição sem um único erro.
Coentrão/Veloso – À garra habitual, o lateral acrescentou uma exibição competente em termos defensivos e bastante profundidade ao corredor esquerdo (foi dos melhores do primeiro tempo). Quanto ao médio, depois de algumas dificuldades iniciais, assentou o seu jogo e controlou as operações a meio campo (destaque para o corte decisivo na única iniciativa dos checos no 2º tempo).
Pepe/Meireles – Mais uma excelente exibição do central português. Vários cortes de extrema importância. Já o médio, realizou uma partida interessante (melhor do que na fase de grupos mas ainda longe do que pode), tentando ainda a sua sorte por duas ocasiões.
Hugo Almeida/João Pereira – Entrou para o lugar de Hélder Postiga, estreou-se no Europeu, mas esteve particularmente mal. Por duas vezes (uma logo aos 20 segundos da 2ª parte) dispôs de boas oportunidades, mas não soube usar o seu 1m91 para dar seguimento às mesmas; Já o lateral integrou-se pouco no ataque, teve alguns problemas com a velocidade de Pilar, mas em termos gerais cumpriu o seu papel.


