Ucrânia 0-2 França (Ménez 53′ e Cabaye 56′)
Depois de uma paragem de uma hora (o jogo foi interrompido aos 4′, devido a um dilúvio que se abateu sobre Donestsk), a França demonstrou toda a sua qualidade, com uma vitória clara sobre a Ucrânia (os golos só surgiram na segunda parte). Este triunfo coloca a turma de Laurent Blanc em boa posição para garantir o apuramento e prova que se deve contar com esta selecção na luta pelo título.
Uma primeira parte equilibrada, com ligeiro ascendente da equipa francesa, que teve mais posse de bola, perante uns ucranianos que apostaram essencialmente nas transições rápidas. A equipa da casa teve algumas dificuldades na primeira fase de construção, cometendo muitos erros, que originaram lances perigosos para a sua baliza. Numa dessas situações, Ribéry ganhou a bola e assistiu Ménez, que “acertou” em Pyatov. Na resposta, Shevchenko isolou-se e atirou forte para boa defesa de Lloris. Até final do primeiro tempo, destaque ainda para um cabeceamento de Méxes para nova intervenção do guardião ucraniano.
Na segunda parte, o ataque francês fez a diferença. Após boa jogada, a bola chegou ao corredor direito e desta vez Ménez não perdoou. Praticamente de seguida, nova combinação excelente, com Cabaye a surgir na zona do ponta de lança e a ampliar a vantagem. Blokhin lançou Milevskiy, tentando ainda anular a diferença no marcador, mas os gauleses fizeram uma grande gestão da posse de bola até final e podiam ter dado contornos de goleada a esta justa vitória.
Destaques:
França – Vitória importante dos gauleses, num terreno de jogo complicado. Exibição personalizada, principalmente no segundo tempo, dominando totalmente a equipa da casa com um futebol apoiado e muito tecnicista. Com um 11 fortíssimo e muitas opções a nível de banco, têm tudo para brilhar neste Europeu.
Ucrânia – Incapazes de contrariar o maior poderio do adversário. Bem tentaram, ainda assustaram os franceses no primeiro tempo, mas na segunda metade a maior qualidade individual dos gauleses fez a diferença. Têm capacidade para seguir em frente.
Pyatov – Não teve culpas nos golos sofridos e ainda adiou por diversas ocasiões (com um punhado de intervenções fantásticas) o primeiro golo adversário.
Benzema – Não marcou, mas fez duas assistências para golo. A sua leitura de jogo (no passe para Ménez) e inteligência na movimentação (quando recuou e viu Cabaye desmarcado na “sua” zona) deram a vitória à França. Trabalhou bastante e parece estar verdadeiramente integrado na equipa.
Yarmolenko – Foi o melhor elemento da Ucrânia. O que mais lutou (até ter forças), o que mais perigo criou (incrível capacidade em proteger a bola) e que está a conseguir a afirmação definitiva neste Europeu.
Ménez/Ribéry – O jogador do PSG foi a novidade no 11 francês e não desiludiu. Acrescentou velocidade e capacidade de aparecer em zonas de finalização (algum desperdício na primeira parte), numa exibição coroada com um golo. Quanto ao extremo do Bayern, deu verticalidade à equipa e demonstrou toda a sua qualidade técnica.
Shevchenko – É a principal esperança dos ucranianos, sabe disso e não descarta as responsabilidades. Apesar dos seus 35 anos não desiste de um lance, esteve perto de marcar por 2 ocasiões e tentou levar a sua equipa para a frente nos períodos de maior pressão adversária.


