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Ucrânia vence Suécia e assume liderança do Grupo D; Bis de Shevchenko dá um triunfo fundamental para as aspirações dos anfitriões

Ucrânia 2-1 Suécia (Shevchenko 55′ e 61′ ; Ibrahimovic 52′ )

A Ucrânia derrotou a Suécia por duas bolas a uma, conquistando três preciosos pontos que lhe permitem terminar a primeira jornada da competição na liderança do Grupo D, com dois pontos de vantagem em relação a França e Inglaterra. Um bis de Shevchenko, em resposta ao tento inaugural de Ibrahimovic, “dá asas” ao sonho dos anfitriões. 

Na primeira parte, o conjunto orientado por Oleg Blokhin entrou melhor no encontro, fazendo do público um claro 12º jogador. Apesar do domínio territorial e na posse de bola por parte dos ucranianos, foi até ao minuto 35 um jogo intenso, disputado, mas onde o único lance de perigo foi um remate enrolado de Shevchenko, em boa posição, que saiu ao lado da baliza de Isaksson. Porém, o melhor estava guardado para o fim, já que tivemos 10 minutos de grande nível a fechar o primeiro tempo, com diversas arrancadas de Yarmolenko e Konoplyanka que colocaram em sentido a defesa adversária, bem como a maior oportunidade por parte dos suecos, que surgiu num cabeceamento de Ibrahimovic, com a bola a embater no poste. 

No segundo tempo, o nível futebolístico subiu bastante de qualidade. Boas jogadas colectivas, bons pormenores técnicos individuais, emoção, e acima de tudo, golos. Ao minuto 51, Ibrahimovic inaugurou o marcador, após cruzamento de Kim Kallstrom, beneficiando do facto do flanco esquerdo da defensiva ucraniana estar desguarnecido em virtude da lesão de Selin. Resposta imediata de Shevchenko, que em apenas  6 minutos bisou. Aos 55′, após cruzamento de Yarmolenko, e aos 61′ numa grande antecipação ao primeiro poste, na sequência de um canto cobrado por Konoplyanka. Até ao final do encontro, a Suécia procurou responder à desvantagem, mas sem resultados práticos.

Destaques:

Ucrânia – A jogar em casa, aproveitou da melhor maneira o apoio do público e o empate no outro jogo do grupo. Parte para a segunda jornada em vantagem, sabendo que efectuando uma “surpresa” num dos dois próximos encontros terá aberta a porta dos quartos de final. Apresentam um treinador competente e uma selecção composta por uma mescla de jogadores jovens (Yarmolenko, Konoplyanka) e experientes (Tymoschuk, Shevchenko, Voronin). Hoje tiveram bastante activos pelos flancos, o direito funcionou de uma forma mais colectiva, já que Gusev deu mais profundidade ofensiva do que Selin, o seu companheiro do flanco oposto, que dependeu mais dos rasgos individuais de Konoplyanka.

Suécia – Foi um pouco Ibrahimovic e mais 10. O avançado apareceu a espaços, marcou um golo e criou outras duas situações de perigo (remate ao poste e uma “bomba” defendida por Pyatov). No global, fica a ideia que os suecos deveriam ter sido mais pressionantes, bem como que Zlatan deveria ter jogado mais fixo na área, e não a aparecer vindo de trás, facto que se verificou na maior parte do encontro.

Shevchenko – O melhor em campo. Aos 35 anos, mostrou que quem sabe nunca esquece. Oportuno, foi o autor dos dois golos que permitiram a reviravolta. Herói nacional devido à sua grande carreira que elevou o nome da Ucrânia nos grandes palcos mundiais, depois do jogo de hoje é ainda mais adorado pelos seus compatriotas. 

Yarmolenko / Konoplyanka – A seguir a Shevchenko, as duas melhores unidades em campo. São o futuro da sua selecção, já que têm apenas 22 anos. Beneficiando do facto de terem jogado no flanco contrário ao seu melhor pé (Yarmolenko é esquerdino e jogou no flanco direito, enquanto que Konoplyanka é destro e jogou no flanco esquerdo), causaram inúmeros problemas à defensiva sueca, através de diagonais para o interior que ora acabavam em remates perigosos, ora em na abertura de espaços na defensiva contrária. Foram deles as duas assistências para os golos da Ucrânia.   

Gusev / Selin – Boa exibição dos laterais ucranianos. Seguros a defender, Gusev destacou-se mais pela profundidade que transmitiu ao flanco direito. 


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