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Liga a preço de Saldo

Muito se tem falado e comentado sobre os monstruosos negócios conseguidos por Benfica, Porto e Sporting. Especulações sobre as valências e os prejuízos de cada um deles, mas sobretudo a comparação entre eles, numa obsessão patética para ver qual é o melhor negócio, e a partir daí proferir a sentença de qual o maior clube em Portugal.

Vamos a números. 400 milhões para o Benfica, 457,5 para o Porto e 446 (ou 515, fazendo a vontade a BdC) para o Sporting. A diferença está na empresa compradora (Nos no caso de Benfica e Sporting, Meo/Altice no caso do Porto), no número de épocas (3 com possibilidade de renegociação para 10 no Benfica, e 10 no Sporting e Porto) e nos direitos concessionados (para os três, direitos televisivos e transmissão e distribuição dos canais dos clubes; no Sporting e no Porto, acresce o patrocínio das camisolas e a publicidade estática).

O propósito deste texto não é decidir qual o negócio mais lucrativo. Nem tão pouco o de analisar, ponto a ponto, cada um dos negócios, que deixam muito por explicar, propiciando as especulações pouco objetivas, muitas vezes ficciosas, que por aí se fazem ouvir. O propósito deste texto é outro: o de analisar a questão que, na minha opinião, é aqui o foco basilar de todos os problemas. Os contratos foram festejados efusivamente por todos os adeptos dos três grandes clubes – e não é difícil, dado o volume de milhões de euros em cima da mesa, perceber porquê. Mas resta saber: que efeitos, positivos ou negativos, é que este acontecimento tem para o desporto-rei? 1304 milhões não são pouca coisa; tanto dinheiro em jogo dava para criar milhares e milhares de empregos; percebe-se, enfim, a dimensão e a amplitude de consequências que esse valor pode ter. Primeira ideia a reter: a monstruosidade do valor dos negócios.
Diga-se de passagem que a Nos celebrou, pouco depois, contratos com a Académica, o Belenenses, o Nacional, o Marítimo, o Arouca, o Braga e o Setúbal. Os valores não foram revelados; mas basta ver o treinador do Nacional a lamentar a situação e a criticar os negócios realizados para se perceber que a diferença real entre estes contratos tardios e aqueles que os antecederam é, provavelmente, astronómica. Portanto, segunda ideia a reter: a desigualdade entre os três grandes e os restantes clubes (ou a sobrevivência dos grandes à custa do enfraquecimento dos restantes).
Há que perceber a dimensão do nosso país para a discussão que se segue. Comparando com o que vai lá fora, na Inglaterra ficaram conhecidos os negócios celebrados no início de 2015, cujo total ascendeu a 7000 milhões de euros (por três temporadas); na Alemanha, por quatro anos, os contratos valiam 2500 milhões de euros (o dobro do valor recebido pelos três grandes portugueses); em Espanha, Real Madrid e Barcelona recebem 140 milhões por época; e em Itália, o valor médio dos grandes clubes anda à volta dos 80 milhões anuais. De todos, o modelo inglês foi o mais elogiado – não pelos valores em si, que levantaram uma onda de críticas e queixas à UEFA (por irem contra o fair-play financeiro), mas pela igualdade de princípio subjacente aos acordos. Em 2014, o Liverpool recebeu 130 milhões, o Cardiff, despromovido, recebeu 80 milhões (apenas 1,6 vezes menos do que os reds). Equilíbrio. Terceira ideia a reter: os modelos mais funcionais são os que não esmagam os pequenos para enaltecimento dos grandes, coisa própria de um ultraliberalismo sem visão nenhuma.
Num país com 10 milhões de habitantes e 14 milhões de benfiquistas (pequena provocação), os valores conseguidos pelos três grandes são, há que admitir, muito benéficos. Mas a situação em que ficam os clubes pequenos é miserável. A imagem que isso dá do nosso campeonato é péssima: os pequenos são os “pobrezinhos”, e estes negócios são a consagração da impossibilidade prática de haver um campeão que não seja Porto, Benfica ou Sporting. É a redução do futebol nacional a três cores. Tudo se resume a ver qual dos três vai conseguir o primeiro lugar em cada ano. Os outros, bem podem lutar por um lugar na Europa, agarrando-se às migalhas que a Liga não lhes fornece, mas no fundo, no fundo, são estrangeiros num campeonato que não é para eles, mas para os grandes. Quarta ideia a reter: a miséria dos pequenos.
O modelo que era seguido, antes de 2015, pela nossa Liga era o da centralização dos direitos de TV. A Liga de Clubes, agora dirigida por Pedro Proença, assumir-se-ia como ‘pivot’ na gestão destes negócios. Os grandes precipitaram o falhanço do plano de Proença, e puseram em destaque a inoperância da Liga, reduzida a um mero papel de espectador nas jogadas que se adivinhavam. Questionado sobre o assunto, Bruno de Carvalho disse que o Presidente da Liga “errou e muito”, e acrescentou: “O Sporting era a favor da centralização, ponto. Mas a partir do momento em que um dos clubes [Benfica], que faz parte da presidência da Liga e que assina um ‘business plan’ em que estava escrita a centralização, depois avança para o outro lado e fura o acordo… o Sporting tinha de ir para o mercado”. Luís Filipe Vieira, por seu lado, disse que Proença devia era demitir-se. Neste jogo de culpas e contraculpas, de puxar o tapete a um e elogiar o outro, percebeu-se que havia tudo menos uma visão estratégica e um sentido de negócio na Liga e na relação entre os nossos clubes. Proença errou, ponto final. Mas os clubes também não ajudaram. Quinta ideia: a incompetência de Proença, a nulidade que é a Liga e o egoísmo comprometedor das entidades desportivas nacionais.
O ponto essencial é este: escondida por detrás dos números redondos e do proveito lucrativo a curto prazo para os três maiores clubes em Portugal, está a triste realidade que é a pobreza do nosso futebol, o caos que é a nossa Liga e a evidente desigualdade que impera neste momento no nosso país.
Que fazer, então? Ao abrigo da autonomia privada e do respeito pela liberdade de cada um, nenhuma entidade, seja o Governo, seja a Liga, sejam os tribunais, pode agora desfazer o mal já feito. Estes negócios são formalmente válidos e vinculam, quer as partes que contrataram, quer os terceiros que têm simplesmente de respeitar os acordos. Agora também não há volta a dar no plano de centralização, porque só sete clubes, creio, é que ainda não celebraram nenhum negócio. Portanto, para ser simples, as coisas estão complicadas.
O que deve ser feito, no espaço reduzido de atuação, passa por uma reforma aprofundada do modo de funcionamento da Liga de Clubes. Em primeiro lugar, o Presidente não pode continuar a ser eleito pelos clubes, modelo que, ficou provado, não funciona – a eleição de Proença, por exemplo, resultou no aparecimento de dois blocos de sinal contrário, um com FC Porto e Sporting, o outro com o Benfica, o que dificulta desde logo a tomada de decisões. Como organização com interesse público que é, o Presidente deveria ser escolhido por uma comissão independente – um conselho de administração, com algumas personalidades escolhidas pelos clubes e outras cooptadas pelos seus pares, é uma boa ideia. Em segundo lugar, a Liga deve, de uma vez por todas, autonomizar-se, reforçar-se, para deixar de ser um simples lacaio dos clubes – nomeadamente dos três grandes. Os direitos televisivos são apenas uma das áreas de intervenção onde o papel da Liga é hoje quase nulo, quando teoricamente seria essa a organização reguladora, assegurando a transparência financeira e o equilíbrio fundamental entre os grandes e os pequenos. Em terceiro lugar, parece-me cada vez mais óbvia a necessidade de regulação mais apertada dos grandes clubes, hoje em dia completamente intocáveis pelo Estado. Regulação que não se limite a exigir declarações à CMVM, mas que promova a igualdade e não a disparidade, o espetáculo e não o negócio, o conjunto e não as partes separadas, a instituição Liga e não os blocos de compadrios, enfim, o futebol como desporto e não como fonte de rendimento. Numa palavra, equilíbrio. À inglesa.
Os três negócios marcam uma importante mudança no futebol nacional, quase à altura do surgimento das sociedades anónimas desportivas, no final dos anos 90. Mas, ao contrário daquela, cujos efeitos positivos e negativos se anulam, esta nova mudança só irá trazer efeitos nefastos. É tempo de equilibrar o futebol. Não se podem ceder todos os valores basilares em prol da busca incessante do lucro. Uma tão grande desigualdade, além de eticamente reprovável, é também negativa, a longo prazo, para o espetáculo, emocionante e imprevisível, que é, ou que devia ser, o futebol.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Araújo

0 Comentários

  • afl!
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:19 pm

    Um detalhe interessante na hora de fazer estas contas é remover o dinheiro que o benfica já pagou pelas transmissões que vai ceder.

    • Sombras
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:28 pm

      no que se baseia para dizer tal coisa? O DSO disse ainda recentemente que o negócio não incluia as transmissões das ligas Francesa e Italiana nem da UFC, sendo que o mais provável acontecer é a Sporttv cobrir os custos e incluir os mesmos na sua grelha. Mesmo que os contratos sejam trianuais, segundo sei, os pagamentos são feitos no início de cada temporada televisiva (ou seja semestralmente).

    • cards
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:49 pm

      Mesmo assim continua a ser o melhor negócio.

    • TDNM
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:33 pm

      Um detalhe igualmente interessante é o n se reconhecer que os 69 milhoes da renegociação da pptv não são 69 milhoes. sao 24! pq se a minha matemática estiver certa 69-45=24.
      o scp passou de 15/época para 23/época, que deve ser mais ou menos, segundo as contas do publico, aquilo que vão receber pelos direitos tv durante as épocas que acordaram. Ora o acordo em si não gera 69 milhoes(45 já iam receber ou já receberam)…que grande aldrabice…

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:53 pm

      Acho que as verdadeiras proporções dos negócios só chegarão nas próximas semanas, quando o Benfica renegociar em alta o valor do seu contrato.
      Aliás, se não houver (como noticiam) clausulas de renovação/revisão contratual para Porto e Sporting, o Benfica preparar-se-á para dar um belo golpe do baú: define um valor de mercado para os rivais (e estes bem contentes por acharem que tinham rido por último), e pouco depois, renegoceia o seu contrato, para valores bem distantes de Porto e Sporting.

      Miguel Sousa

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:04 pm

      Precisamente Miguel. Até ver, esta questão da clausula de salvaguarda do contrato do Benfica, tem sido bastante menosprezada.
      Mas na práctica, quando essa revisão "em alta" do contrato se consumar (num futuro muito próximo), os valores contratuais de Porto e Sporting não foram mais do que uma "manipulação" provocada pelo próprio Benfica.

      Nuno

    • Michel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:05 pm

      Concordo tanto com o afl como com o TDMN, o negocio do benfica foi bastante abaixo tendo em conta a sua dimensão e para essa análise tem que se ter em conta o dinheiro que gastou nas ligas francesa e italiana, entre outros conteúdos que agora passam para a SporTV. Quanto ao Sporting obviamente têm de ser contabilizados 24 milhoes e não 69, ainda assim é de longe o melhor negócio, pois o que conta é o lucro. Logo eu pergunto, se eu vender gaitan a 20 milhões e o carcela a 15 qual foi o melhor negócio?

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:25 pm

      Michel, o teu comentário deixa antever que a tua formação académica não passou por finanças ou contabilidade, ou (e isto sim, grave) que foste completamente manipulado pelas palavras do teu presidente.
      Posto isto, elucida-nos lá sobre o lucro do Sporting.

      André Silva

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:35 pm

      Miguel Sousa e Nuno, de resto, faz-me confusão que as pessoas pensem ingenuamente que Porto ou Sporting (este caso mais irrisório ainda) consigam ou conseguissem sequer, melhores contratos televisivos que o Benfica. Quem ousa comparar os contratos até agora celebrados (só o fazem com base no valor absoluto pago pela Nos/Meo, sem considerarem nenhuma outra variável), ainda pior ficará, quando o contrato revisto por Benfica e NOS vier a publico. Enfim…

      André Silva

    • Michel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:53 pm

      Lucro tem a ver com o retorno que se tem no investimento. Admito que não seja o termo ideal aqui pois não é possivel ter dados sobre o investimento inicial. Mas o Sporting foi claramente multiplicar mais vezes o que o seu valor de mercado, e eu considero a isto o melhor negocio. Falava-se inicialmente en 25 milhões/ano e depois dos negocios de Benfica e porto dizia se até que já não haveria dinheiro para o sporting. Sugiro que vejam a edição desta semana do programa "grandes adeptos" do Porto canal, um debate muito interessante gravado antes do negócio do Sporting, ou vejam mesmo o que se dizia aqui no blog sobre o sporting aquando dos acordos de porto e benfica.

    • Manuel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 4:02 pm

      Os cálculos dos 69M continuam a enfermar de um defeito, esquecem-se dos valores que estão no R&C do Sporting.
      Ora no ano passado o Sporting recebeu 17,5M: Está lá!!
      Este ano vai pelo mesmo caminho, já que no 1ºT recebeu 4,35M. Ora isto multiplicado por 4 dá 17,5 para o ano inteiro.

      Significa que o Sporting nos últimos 3 anos de contrato com a PPTV irá receber 18M/ano de média o que dá no total 54M.
      Se terá ou não já recebido, "it is besides the point", não tem nada a ver com o que está contratado. Serão 54M!

      Terá de ser o valor de 54M que terá de ser retirado aos 69M, o que dá na totalidade 15M, igual a 5M/ ano, que terá de ser adicionado aos 446M. 446M + 15M = 461M.

      Mas não deve ser somado porque são contratos diferentes, com entidades diferentes.

      O Sporting negociou com a NOS um contrato de 446M.

      O Sporting renegociou o contrato que tinha com a PPTV de 54M para 69M, oferecendo mais qualquer coisa, para os últimos 3 anos. Realidades diferentes.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 4:25 pm

      É ingênuo é pensar-se que o BdC (que todo o mundo.do apregoa que vive a pensar no Benfica), não se precaveu com cláusulas quanto à renegociação do contrato do Benfica com a NOS. O Bruno Carvalho já veio a público dizer que ficará extremamente feliz se o Benfica renegociar o contrato com a NOS. É só ler as entrelinhas. O Bruno Carvalho já provou que está sempre 3 passos à frente da super estrutura, primeiro ao desviar o JJ, depois ao impedir que o Marco Silva fosse para o Benfica e agora com o contrato da NOS. Portanto não será difícil prever que o BdC voltou a passar a perna ao LFV.

      André Martins

    • Manuel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:38 pm

      Para ser sincero eu já não acredito no que diz o BC porque ele mente constantemente. Eu já tenho guardadas mais de uma dúzia de mentiras só esta época.

      Acredito tanto que o Sporting tem uma cláusula em relação ao contrato com o Benfica como que a NOS é a nova Santa Casa de Misericórdia de Lisboa.

      Por outro lado já acredito que LFV irá reunir-se mesmo com a NOS e iremos ter notícias brevemente sobre isso.

    • Allgarve06
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:58 pm

      Estes comentários só mostram que as pessoas passaram completamente ao lado do objetivo do texto. Que interessa saber quem fez o melhor negócio dos 3 (uma coisa bastante difícil de comprovar, diga-se, pela insuficiência da transparência dos negócios)? Que interessa isso, quando o futebol português, no seu global, fica mais "pobre"? Este agravar das desigualdades vai apenas promover os autocarros, as perdas de tempo, o pontapé para a frente… E para quê? Para que os adeptos possam orgulhosamente dizer que receberam mais que os restantes? Parece que as pessoas já só olham para os clubes enquanto entidades, e já se esqueceram da essência do futebol, aquele que todos jogámos, melhor ou pior, na rua do nosso quarteirão ou no clube de futebol da terra. É exactamente essa visão de claque, de fanático, que torna o nosso futebol tão pequenino e insignificante.

    • Fernando Alvega
      Posted Janeiro 2, 2016 at 6:03 pm

      O Manuel acaba por ter razão. O Benfica têm a faça e o queijo nas mãos devido à cláusula que lhe permite reiniciaram o contrato mas, por outro lado, o seu contrato é mais frágil que os do Sporting e Porto.

      E é frágil aonde?

      Enquanto Sporting e Porto têm os seus contratos seguros por 10 anos o Benfica só o têm por 3 anos, podendo ser renovável pelos mesmos 10 anos.

      E se no fim dos 3 anos a operadora não quiser acionar o mecanismo de extender o contrato até aos 10 anos?

    • Pyros
      Posted Janeiro 2, 2016 at 6:09 pm

      Manuel, só fiquei com curiosidade em saber se acreditas no Pai Natal.

      Ninguém conhece as cláusulas todas de todos os contratos. A NOS conhece as do SCP e do SLB, dado que assinou ambos. E duvido que esteja muito predisposta a ter ativado cláusulas que lhes aumentem os custos quando, em princípio, as mesmas seriam simples de evitar.

      Daí que pense que à partida não vai haver mais guito para para ninguém. Claro que não tenho certezas.

      Quanto a declarações de presidentes para entreter o pessoal… não vale a pena.

    • Liondamaia
      Posted Janeiro 2, 2016 at 6:33 pm

      Pyros, o Benfica ainda tem para negociar a publicidade, patrocínios, naming.
      Sobre a renegociação do contrato… a sério? Assina-se um contrato por 3 anos e renegoceia-se passados 3 meses? Epá, mas isto são contratos de telenovela, ou são contratos " a sério"? Tenham juízo, pá.

      Sobre o negócio… perdeu o futebol português. Porque ninguém duvide, esses 1.300K (ou um pouco mais) iriam ser bem menos e essa diferença seria distribuída, também, pelos clubes de menor dimensão. Assim…

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 7:40 pm

      Contrato de transmissão de direitos televisivos – PPTV, SA 15 milhões página 105 do Relatório de Contas do Sporting, que podem ver aqui: https://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/PC57035.pdf
      Rui Pedro

    • Manuel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 9:40 pm

      Rui Pedro, páginas 18 e 107 do R&C do Sporting 2014/2015:
      Direitos Televisivos, 17.353.

      1º trimestre de 2015/16 SCP, página 21:
      Direitos televisivos, 4.356

      OK?

  • Hugo Nunes
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:26 pm

    Ja que falam tanto no negocio do benfica e as renegociacoes e que e de 3 anos entao nao sera o do benfica de 150M por 3 anos e com posibilidade de chegar aos 400M por 10 anos?

    • cards
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:45 pm

      podemos dizem com 99% de certeza que o contrato é de 10 anospois a renovação é automática bastando para isso que uma das partes aceite.
      É praticamente impossível que daqui a 3 anos ambas as partes estejam insatisfeitas.

    • Sombras
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:52 pm

      evidentemente que foi apenas para contornar aquele aspecto legal dos contratos terem de ser a 3 anos (que Sporting/NOS e FCP/MEO ignoraram mas pronto), nada mais que isso. A única ressalva do contrato é a questão da renegociação pela cláusula de salvaguarda em relação aos contratos dos rivais. Doutra forma o negócio está mais que fechado por 10 anos, creio.

  • Gonçalo Graça
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:28 pm

    Outro detalhe interessante é ter o conhecimento que os direitos adquiridos das tranmissões finalizavam este ano, logo não vai ceder quaisquer direitos de outras ligas.

    Sateliko

    • Euler
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:35 pm

      Só a Premier é que expirava, tudo o resto foi comprado pelo Benfica, e agora incluído no pacote.

    • Vermelho
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:48 pm

      Já foi dito que serão revendidas as ligas italiana e francesa, e UFC. Esperemos a ver se isso acontece.

    • Gus Ledes
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:56 pm

      A liga francesa, italiana e ufc juntos não chegam a 1M de euros época, basta ver os custos da Benfica TV, já pra não falar quem ninguém sabe se a nós não vai assumir esses custos a partir daqui, que é o mais normal-

  • SCP_fan
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:36 pm

    Mas porque raio se insiste na mentira que há renegociação no acordo do Benfica?! Não há! Há assim renovações do mesmo caso haja vontade de qualquer uma das partes! Ou seja basta à NOS dizer sempre que quer renovar, que o Benfica recebe os 400 Milhões pelos 10 anos!

    Outra ideia engraçada do texto é dizer que os grandes é que avançaram para o negócio individual… Errado! O Benfica fê-lo e como era óbvio Sporting e Porto não poderiam ficar sentados à espera da centralização que nunca seria centralização, visto que já não incluiria um dos 3 maiores clubes da Liga!

    SL

    • Manuel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:37 pm

      Não diga disparates porque é o próprio CEO da NOS que, durante apresentação com pompa e circunstância do negócio com o Benfica, afirma publicamente ao lado do presidente do SLBenfica, respondendo a uma pergunta de uma jornalista, que estava em negociação para contratos semelhantes com FCPorto e Sporting. Desmentindo assim mais uma mentira de Bruno Carvalho que disse, "A minha estratégia foi esperar para ver o que acontecia nos rivais e, depois, a partir daí, fazer valer a dimensão do Sporting."

      Enfim o habitual, que já começa a habituar muita gente, mas não a mim.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:44 pm

      "SCP_Fan", ou estavas presente na assinatura do contrato do Benfica com a Nos, ou toda a comunicação social está errada? Porque o Sporting não tem qualquer clausula de renovação do contrato, não quer dizer que o Benfica não tenha.
      Aliás, quando nas próximas semanas vires o novo valor do contrato Benfica, até vais andar de lado.

      Bernardo

    • Nuno R
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:59 pm

      Como é que o Benfica vai accionar clausulas se os valores dos restantes contratos forem mantidos em segredo? Ou cada clube é obrigado a divulgar os detalhes dos seus negócios?

    • E Pluribus Unum
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:03 pm

      Correto.

    • Pedro Carvalho
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:24 pm

      Nuno R,
      Ao contrário do que o teu presidente diz, (para variar está a mentir) o contrato do Benfica é público. dos 400M 25% é pelo canal e 75% dos direitos televisivos. Sabendo que no primeiro ano o Benfica vai receber 36M e é um contrato progressivo. Sabe-se literalmente tudo.
      Já o do Sporting, Não (repito: contradizendo para variar BC).
      Tendo o Benfica e o Sporting a mesma operador, duvido que o Benfica não tenha conhecimento do negócio do Sporting, até porque o do Benfica foi declarado público e o do Sporting não.

    • Nuno R
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:45 pm

      Pedro carvalho, o meu presidente é o cavaco, e o próximo será o Marcelo ou o tino.
      Eu não sei o que o presidente do SCP disse, mas uma coisa são valores, outra é divulgação de cláusulas.

      Um contrato não é só montantes, e muita coisa haverá que não é pública. O que é normal…

      Como não percebestes o que disse, vou repetir.
      Haverá uma cláusula que permite ao Benfica renegociar mais n% a partir do segundo contrato mais vantajoso. Ou seja, recebendo Benfica x e, por exemplo, o porto x, o Benfica teria o direito a exigir x + x*n%.
      Fala-se em 10, fala-se em 25.
      A questão é saber se ou como a vão accionar, se os contratos forem confidenciais.

    • Gus Ledes
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:55 pm

      Até quando é o Nuno R vai ter vergonha de assumir o seu clube?
      Quando finalmente forem campeões depois de 15 anos?
      Assume-te rapaz, não enganas ninguém, nem o Sporting está assim tão mal que tenhas de ter vergonha de ser adepto.

    • Nuno R
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:26 pm

      Gus, vou assumir que estás a fazer humor.
      Fina ironia…

    • Filipe
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:30 pm

      Nunca vi o Nuno R com problemas em assumir o seu sportinguismo, aliás, qualquer pessoa que leia o blogue com regularidade sabe que o Nuno é sportinguista…

    • Fernando Alvega
      Posted Janeiro 2, 2016 at 6:13 pm

      Manuel, o Ceu da Nos disse na altura que estava em negociações com Porto e Sporting e, o presidente do Sporting, disse o que disse.

      Tu afirmas que foi mais uma mentira dele e não estou a ver onde te baseia.

      O Sporting até podia estar na altura em negociação com a Nós, mas a verdade é que aguentou essa negociação até à última, e isso foi o que o presidente do Sporting disse.

      Terias razão se o presidente tivesse dito que não estava em negociações na altura que o contrato do Benfica foi assinado.

    • Dave Snow
      Posted Janeiro 2, 2016 at 8:02 pm

      O próprio BdC estes dias disse que não fez o negocio mais cedo porque estava a espera dos rivais fazer primeiro. Isso da centralização nenhum dos grandes queria.

  • Zecarias
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:39 pm

    Sabendo apenas os valores do acordo com o Braga (supostamente 100M) e ignorando a ideia da centralização, receber 1/4 de um clube grande, não me parece um mau negócio, bem pelo contrário.

    Uma forma de ver o exercício, é pela % de aumento nas receitas que os clubes irão ter com estes novos acordos. Os 3 grandes ficaram com um aumento entre 180 a 210%. Não sabendo os valores acordados de todos os clubes pequenos, não dá para ser sério, mas tenho dúvidas que seja abaixo disso. O que quero dizer é que, para a igualdade no desporto o acordo é mau, mas não é o final da Liga que se está a querer passar. Fosso sempre houve, vai haver, mas não é o apocalipse. Concluindo, se existir um maior aumento de % para os clubes pequenos, então o que vemos é, ironicamente, uma maior aproximação há centralização.

    O treinador do Nacional também lamenta tudo, portanto… vale o que vale.

    • Sombras
      Posted Janeiro 2, 2016 at 1:49 pm

      O Braga é o clube que está a lucrar mais proporcionalmente com tudo isto. Nunca os seus jogos valem 10M€/ano. É pena, porque até têm sido a equipa que mais ofusca os grandes recentemente, mas a realidade é que não o valem.

    • manelmadeira
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:35 pm

      Não tenho dúvidas nenhumas que em termos de diminuição do fosso entre grandes e outros clubes da liga estes contratos milionários em nada ajudam, mas em termos de valorização da liga é fantástico, tanto para os grande como para os outros clubes.
      O Braga receber 10 milhões por época é fantástico, antes recebiam 3,5 milhões e ainda incluía a publicidade estática e afins. O Boavista, dizem os jornais, que vai receber à volta dos 5 milhões de euros. Isto vai trazer mais dinheiro para os clubes portugueses, agora cabe a cada um negociar de maneira competente, com 3 opções (NOS MEO e Joaquim Oliveira) vai decerto inflacionar o mercado
      Nem tudo são más notícias!

    • R. Cun
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:51 pm

      Vão vender por mais? É certo.
      Vão vender por um valor justo? Não.

      NOS e MEO estão apenas a aproveitar as dificuldades de capital, geradas pelos problemas na banca portuguesa. Mas são maus negócios, para os clubes… todos eles.

      O Boavista, há 10 anos atrás, já recebia 4 milhões por ano!

      Cunha

    • Pedro Carvalho
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:26 pm

      Em duvída que o Braga fez de longe, mas muito longe o melhor negócio de todos. E é de referir que nem sequer tem canal de clube, se não, teoricamente receberia mais 25% do valor que já recebe.
      Não sei os contornos do negócio do Braga, mas aposto que a publicidade estática está incluída no negócio.

    • Gus Ledes
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:57 pm

      O Boavista há 10/15 anos era dos maiores clubes Nacionais e ia à europa constantemente, agora lutam pra nao descer (devido a pagarem as culpas de outro clube no apito dourado), por isso essa comparação não faz sentido.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 3, 2016 at 1:06 am

      Tal como o Braga agora. A comparação é com o Braga, não com o Boavista de hoje.

      O Boavista, há 10 anos, já recebia 4 milhões pelas transmissões.
      Alguns acham que, passados 10 anos, o Braga fez um grande negócio porque vendeu por 10, daqui a 4 anos.

      Cunha

  • Pedro Costa
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:45 pm

    Dos melhores e mais pertinentes textos que já li aqui. No entanto, penso que a maioria dos adeptos, sendo dos 3 grandes, vão relativizar este problema e vão dizer que os pequenos vão conseguir contratos melhores e que já deviam ficar satisfeitos. Enfim… depois queixam-se que as outras equipas jogam fechadas e com autocarros. Pudera!

  • Sombras
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:46 pm

    A única maneira de a Liga Portuguesa beneficiar deste acordo era os restantes 15 clubes se unirem e negociarem em bloco. Se os direitos televisivos pelos jogos dos grandes valem de grosso modo 120M€/ano, a base negocial dos restantes clubes deveria ser no mínimo os 120M€ divididos pelos mesmos. Ora isto daria um valor médio de 8M€/época a cada devidamente distribuído (não faz sentido o Braga e o Arouca receberem o mesmo) mas um modelo mais equitativo.

    Contudo não posso deixar de discordar com algo aqui referido: é literalmente impossível implementar o modelo inglês ou alemão em Portugal, porque pura e simplesmente não faz sentido. A título de exemplo, o Sunderland x Watford tinha 43989 espectadores no Stadium of Light e o Eintracht Frankfurt x Darmstadt tinha 51500 espectadores no Commerzbank-Arena. Em contrapartida o melhor jogo extra-grandes na Liga NOS foi o Vit. Guimarães x Braga que levou 19545 espectadores ao D.Afonso Henriques. São realidades absolutamente incomparáveis. O peso dos 3 grandes em Portugal é absurdamente esmagador, e não tem paralelo no modelo inglês ou alemão, e quiçá nem no espanhol, uma vez que Real e Barça recebem apenas 1/3 do seu montante de direitos televisivos no mercado interno, uma vez que o restante é externo.

    • druyda
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:18 pm

      A centralização permitia diminuir o fosso entre os pequenos e os grandes.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:47 pm

      As pessoas não entendem que quanto mais atractivo for o futebol mais gente estará no estádio, e isso é um facto!
      Basta ver as médias de assistência em Guimarães, por exemplo!

      J.mendes

    • Fernando Ribeiro
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:26 pm

      Braga não vais receber igual ao restantes

    • Nuno R
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:34 pm

      As pessoas estão-se ca* para as futebol.

      *como o Ferro para o segredo de justiça.

  • JSC
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:46 pm

    Só com intervenção governamental ou os clubes pequenos baterem o pé com medidads extremas (não vender os seus direitos, criar um sistema pay-per-view na internet, ou outras medidas) é que isto pode mudar.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:44 pm

      Concordo. Basta criarem um sistema de ppv na internet, que já ganham mais dinheiro do que estes contratos a 10 anos.

      Cunha

    • JSC
      Posted Janeiro 2, 2016 at 4:11 pm

      Cunha,

      Tinha deixado aqui um comentário a dizer que o teu comentário de ontem ou anteontem tinha sido o melhor sobre este tema até agora, mas ou não passou ou houve um problema a enviar de qualquer forma. Deixo aqui o elogio ao teu ponto de vista sobre esta matéria.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 3, 2016 at 1:07 am

      Obrigado :)

      Cunha

  • Nuno S
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:51 pm

    O modelo à inglesa como refere o autor implicaria que os grandes perdessem competitividade na Europa. Nunca o campeonato português conseguiria ter a projeção internacional necessária para atingir os valores da liga inglesa, por isso a escolha seria entre ter um campeonato competitivo mas nivelado por baixo, ou um campeonato dividido entre 3 com ocasionais boas performances na Europa.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:47 pm

      Não, não implicaria. É possível ter os grandes a receberem 30 milhões por ano, e os restantes receberem mais. Esse é um pensamento errado.

      Cunha

  • Fredy
    Posted Janeiro 2, 2016 at 1:52 pm

    Isso é tudo muito bonito, mas os pequenos não merecem ganhar milhões.

    Alguém honesto consegue afirmar convictamente, que se o belenenses, académica, marítimo, Gil e etc se vissem com esses milhões, os seus presidentes os iam aplicar no futebol ao invés de o meter ao bolso?

    Enquanto os dirigentes forem estes não vale a pena.

    Primeiro havia que reduzir a liga a 12/14 clubes e exigir que cumprissem determinados pressupostos (como não haver dívidas ao estado ou a funcionários), e então aí já se podia entrar num caminho de centralização dos direitos e esses clubes receberem dinheiro para diminuir as clivagens para os grandes.

    • Pedro Costa
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:04 pm

      Até parece que os presidentes dos grandes é tudo gente honesta…

    • druyda
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:22 pm

      Este argumento é do mais ignorante que pode haver… tens noção que é ilegal desviar dinheiro do clube para fora dele? É crime. Apesar de haver outras maneiras de fazer isso, que o diga o Luis Filipe Vieira.

    • stanpanan
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:41 pm

      Druyda primeiro dizes que é um argumento ignorante dizer que é possível desviar dinheiro dos clubes, mas depois dizes que o LFV o faz, em que ficamos? Totalmente incoerente o que disseste!

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:49 pm

      Os "pequenos" não merecem ganhar milhões porque os presidentes não são sérios?? Tu leste o que escreveste?

      SM

    • Ninja
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:15 pm

      Os grandes realmente são exemplos de transparência e e ética ao mais alto nível.

      Tomara eu que o Porto tivesse a transparência de um Braga ou um Paços de Ferreira nos seus negócios e contabilidade.

      Argumento a roçar o absurdo, se é isto que pensas dos clubes pequenos deixa de ver futebol, se para além de mais fracos financeiramente ainda são incompetentes e desonestos não deve dar grande prazer ver o teu clube a vencê-los.

  • Anónimo
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:03 pm

    Os direitos de transmissão dos jogos estrangeiros, ainda não foram vendidos. Quem o disse foi Domingos Soares Oliveira. Ficam na BTV2 ou serão vendidos a um outro canal que os compre, e nesse caso acaba o segundo canal. Quanto à disparidade de valores entre clubes pequenos e os 3 grandes, os clubes pequenos têm aquilo que merecem. Quando o anterior presidente da Liga pôs a Olivedesportos em sentido, veio logo um amiguinho de Joaquim Oliveira, chamado Pinto da Costa, a terreiro pedir assembleias gerais extraordinarias da Liga para marcar novas eleições e exigir a destituição do presidente. O FCP pediu ajuda aos clubes pequenos e quase todos vieram imediatamente a correr para os braços do presidente portista. Com Luis Duque foi quase a mesma coisa, retirou as queixas nos tribunais e na autoridade para a concorrência contra as empresas de Joaquim Oliveira, mas não era tudo o que convinha à Olivedesportos. A nova estratégia foi colocar Proença na presidência, uma espécie de pau mandado do grupo do FCP aliado aos amigos clubes mais pequenos. Antonio Oliveira, um grande portista, disse varias vezes no programa TRIO DE ATAQUE, que os clubes pequenos estavam a cavar a sua propria sepultura ao ajudarem a pôr Mario Figueiredo na rua. Grande Antonio Oliveira, acertaste em cheio.

    • Sereno Ges
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:48 pm

      O Mário Figueiredo ia arruinando o futebol português.

    • Manuel
      Posted Janeiro 2, 2016 at 4:17 pm

      Não foi o Mario Figueiredo que ia arruinado a liga, foi o Oliveira que com a sua influência não deixou que as empresas patrocinassem a Liga, ficando esta cada vez mais estrangulada.
      O Benfica emprestou dinheiro à Liga e quando o Duque para lá foi arranjou logo patrocinador. Há muito jogo de bastidores.
      Não te lembras de alguns dirigentes na bomba de gasolina com PC à cabeça à porta da Liga, à espera que o sol descobrisse?

  • Anónimo
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:28 pm

    Nao percebo porque continuam a comparar o modelo ingles.. Os clubes em inglaterra, maioria, tem larga tradição e ja foram campeões. ENCHEM os estadios com os seus adeptos. É outra cultura! Aqui sao os 3 grandes que enchem os estadios dos clubes mais pequenos!!

    Porque é que aqui os clubes pequenos, que nem 3mil metem assistir os jogos deviam receber bem mais? Em Portugal sempre só existiram os 3 grandes e mais alguns clubes históricos. Para mim, cada um faz o seu negocio, ate porque os mesmos recebem metade de clubes estrangeiros, que nem se comparam à nossa dimensão

    Vamos perder dimensão europeia so para distribuir dinheiro a clubes para irem buscar brasileiros e etc e tornar, supostamente, uma liga mais equilibrada?

    Se querem ser maiores façam como o Braga por ex. Dantes ir a braga era jogar no estadio da luz no Minho. Depois de uma campanha feita desde ha anos, como a alma guerreira, as pessoas de Braga começaram a ver o clube da cidade com outros olhos.

    Se querem receber mais, tem de se merecer.

    Pedro

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:00 pm

      Isso é um meia verdade, bastou ir ver o jogo em braga contra o Benfica para ver que a bancada superiores eram só adeptos do Benfica, mas sim houve um trabalho para alterar essa situação.
      Mas parece que o Braga se encontra estagnado no seu crescimento de adeptos, basta ver a médias de adeptos dos últimos anos, se norte muito iguais!

      J.Mendes

    • Fernando Ribeiro
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:29 pm

      Isso também é meia verdade porque só foi só uma bancada superior (a dos adversários) o resto é braguista… Mas pronto…

  • Nuno R
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:35 pm

    A conversa cai sempre no mesmo: futebol vs clubes.

    O clube X merece y, o clube Y vale 80% do Z, e aí por diante.
    Futebol enquanto produto, e na sua gloabalidade, zero.

    Há aqui duas vertentes: uma, chamemos ideológica, e uma segunda, economicista.

    Na ideologia, façamos a divisão entre cada um conseguir o melhor negócio que puder, sendo que os mais fortes conseguem mais, naturalemente, e um modelo em que as receitas são distribuídas de modo, vamos chamar "socialmente justo". É uma questão puramente ideológica.

    Depois, a questão economicista. Haverá quem acredite que uma centralização dos direitos faz o valor global do produto aumentar, outros acharão que não. Haverá quem acredite que, a longo prazo, uma distribuição mais justa, com os pequenos a receberem mais, levará a que a qualidade global aumente, o que por sua vez fará com o produto (Liga) aumente de valor. Haverá quem diga que o nosso campeonato nunca será atractivo o suficiente para ser vendido para o estrangeiro a bom preço, e que retirar alguma receita aos grandes vai fazê-los baixar a sua qualidade, o que por sua vez irá reduzir a qualidade global da Liga.

    Ja agora, uma nota: o primeiro defensor dos direitos centralizados foi o anterior presidente, Mario Figueiredo, que foi corrido pelos clubes… cada um tem o que merece.

    • Antonio Silva
      Posted Janeiro 2, 2016 at 2:56 pm

      Quanto a mim o modelo francês, é certamente o mais justo. Os montantes atribuidos têm uma base distribuida em igualdade por todos, e as variantes da classificação ao fim da época e da audiência de espectadores que cada clube consegue cativar em frente aos ecrãs durante as suas partidas. Não vejo melhor modelo.

  • Agostinho
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:42 pm

    Os clubes pequenos conseguiram uma vez na vida eleger uma Direcção da Liga Profissional de Futebol. O seu presidente chamava-se Mario Figueiredo. Mas os interesses instalados, até conseguiram boicotar os "sponsers", asfixiando financeiramente a instituição. Ainda hoje a Liga deve dinheiro ao Benfica e ao Rio Ave, ambos ajudaram na sustentabilização da Liga. Eu concordo plenamente que o sr. Proença se ponha a andar. Tudo o que prometeu, falhou redondamente. Tenho tambem de concordar com a ideia do sr. Antonio Oliveira, isto para a competitividade do futebol português foi uma desgraça.

  • R. Cun
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:43 pm

    Essa ideia que não se pode fazer nada em relação aos contratos já assinados, é uma falácia. Pode-se fazer muito. 3 pontos sobre o assunto:

    #1– A ideia que os clubes são donos dos jogos em casa. Não é verdade. Porque razão é que o clube X não ganha nada em direitos de imagem, quando joga em casa do clube Y?!?! Essa é o primeiro aspecto ridículo de tudo isto. Um clube pequeno, que assinou com a MEO, pode ir jogar à luz (contrato NOS) e proibir a exibição de imagens dos seus jogadores e emblema. Filmam o jogo mas do terceiro anel. Relembro que os jogadores assinam contratos de direitos de imagem, com os clubes.

    #2– A Liga é a organizadora do campeonato. Tem regras próprias e os clubes, para participarem, têm que as respeitar. Ora se a Liga decidir que, na próxima época, é a própria a responsável pelos direitos de transmissão dos jogos TODOS, os clubes que quiserem participar na competição, terão que quebrar os respectivos contratos e respeitar.
    E vocês dirão "isso nunca vai acontecer!"… não? O Boavista tinha um contrato de publicidade e representação, com as empresas Global Stadium e Italgreen. O clube foi obrigado a quebrar o contrato com esses parceiros, porque a Liga determinou que só clubes com relvados naturais podiam jogar. E deu mês e meio ao Boavista para resolver o problema. Acontece!

    #3– A ideia que estes são bons contratos… Eu pergunto o seguinte: O Benfica tem milhões de adeptos espalhados pelo mundo (é um exemplo…). Se o Benfica colocar os jogos em casa (que serão um total de 20 por ano — competições europeias não contam) no youtube, em formato de "pay per view", a 5 euros cada jogo… não arranja 500 mil pessoas a ver? Só em Portugal, em cafés/bares/restaurantes/Benfiquistas, se calhar tem esses 500 mil. Ora só isso, são 50 milhões de euros por ano. Alias, basta 350 mil pessoas "comprarem o jogo", para igualar os valores do seu contrato com a NOS. Só a BTV tinha 500 mil assinantes.

    Da mesma forma… o Braga, nos jogos com os 3 grandes e com o Vitoria, não arranja os mesmos 500 mil visionamentos em "ppv"? É que bastavam esses 4 jogos para imediatamente igualar o valor que vai receber, pelos jogos todos. E quem diz o Braga, diz outro clube qualquer!!!

    Para analisar se estão a ser bons negócios ou não, é preciso ter uma visão de futuro, do que é o mercado. Não é por acaso que os contratos estão a ser de longa duração! O Braga, por exemplo, só vai poder negociar direitos de tv, em 2029!!! Daqui a 14 anos!! Há 14 anos atrás, ainda nem havia Youtube, ou facebook… imaginem o que pode ser o mercado, daqui a 10 anos? Ninguém pode ter a certeza, mas uma coisa eu sei: 10 milhões, daqui a 19 anos, vai ser pouco. Neste momento já não é muito.

    Cunha

    • Anónimo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:04 pm

      Admiro a lucidez com que o cunha retrata os negócios dos direitos televisivos, muito bem explicado.

      J.mnedes

    • tfsb
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:17 pm

      Tambem, não entendo como e que nunca foi testado o formato PPV em Portugal.

      Se calhar 5 euros e muito para jogos com os grandes mas 2 ou 3 euros para jogos entre os grandes, e 2 ou 3 euros para jogos dos grandes com os pequenos seriam valores aceitáveis que se calhar permitiam superar estes valores. Com este modelo também seria possível gerar receitas no intervalo dos jogos. Se calhar só em cafés e restaurantes como dito por si seria obtida receita similar ao que se recebe neste momento.

    • Sombras
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:21 pm

      Eu aceito e acredito que o ppv seja uma boa solução, mas as contas não são lineares assim. Quem tem essa plataforma de distribuição? Quem paga? Quem fica responsável pelos custos de organização? As coisas não são tão simples assim. Depois, tenho as minhas dúvidas da sustentabilidade desse método. Num país como Portugal a 5€ por jogo, todos arranjariam desculpas para não ver. O modelo ppv não está enraizado na forma como o público português vê as coisas. Acredito que possa passar por aí, mas existem muitos passos a dar previamente antes de tal ser possível, não tão fácil e directo como o seu comentário transparece.

      Até de um ponto de vista contabilístico é muito mais confortável para um clube receber 40M€ garantidos do que uns previsíveis 50M€ variáveis.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 3, 2016 at 1:21 am

      Primeiro lugar, não são 40 milhões; são 30 milhões. O resto são produtos extra-transmissões. Para o Benfica seria passar de 30 para 50 milhões. Para os outros clubes, o salto seria ainda maior (em termos de percentagem).

      Segundo lugar, o caso dos 3 grandes, até podiam usar os serviços dos canais que controlam (BTV, Porto e Sporting TV). Os que não possuem essa infraestrutura, conseguem contratar produtoras de conteúdos… é o que a Sportv faz.
      Plataforma de distribuição? O Youtube (a liga espanhola já está a fazê-lo). Os clubes ficam responsáveis pelos custos… mas relembro que os custos com os jogos da Sportv, também são a cargo dos clubes. Muitos não sabem, mas a Sportv obriga os clubes a ter gerador em cada jogo, que só isso custa cerca de 50 mil euros, por jogo, aos clubes.

      Por ultimo, não tenha duvidas… o negócio da NOS e MEO, vai ser o ppv. Só assim conseguem receber o suficiente para pagar estes contratos. Claro que também podem optar por rentabilizar os custos, como forma de marketing (atrair mais clientes, visibilidade da marca, etc), mas para reaver o dinheiro, de uma forma directa, só com ppv. E é esse o futuro (digo eu).

      Cunha

  • Isidro
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:47 pm

    Nas ligas onde há centralização dos direitos televisivos, os grandes deixam-se roubar pelos pequenos.

    • Nuno R
      Posted Janeiro 2, 2016 at 3:33 pm

      É o chamado efeito Robin dos Bosques.

      Felizmente em Portugal prezamos mais um Dias Loureiro do que um Zé do Telhado.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 3, 2016 at 1:25 am

      Na liga espanhola, o Real Madrid e o Barcelona triplicaram o valor que recebiam.

      Na Liga Inglesa, foram os 5 maiores clubes que se reuniram, por iniciativa própria, e se aperceberam que só seriam mais fortes, com uma liga mais forte. E agiram em conjunto.

      Na liga alemã, quando o Dortmund estava em dificuldades financeiras, o Bayern percebeu que, sem o Dortmund, a liga ficaria mais fraca e, consequentemente, o próprio Bayern iria receber menos dinheiro. Consequência: o Bayern emprestou dinheiro ao seu maior rival, para o salvar.

      Só por aqui é que continuamos com esta mentalidade pequena e tacanha, de rivalidades estúpidas. Uma liga mais forte, significa clubes mais fortes, que recebem mais dinheiro. Todos.

      Cunha

  • Ricardo
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:47 pm

    Só uma questao, há certezas que a publicidade estatica do Benfica nao faz parte da NOS? É que sempre que se vende os direitos televisivos vende-se a publicidade estatica( foi assim em todos os contratos de clubes portugueses), até o BdC numa entrevista quando falou do negocio na NOS, "vendemos os direitos televisos, a publicidade estatica, esta nem era preciso comunicar porque está implicito que quando se vende os direitos televisivos vende-se tambem esta publicidade, Sporting TV e publicade na camisola." Nao foi bem por estas palavras mas o significado era o mesmo.

    Mas mesmo que nao tenha vendido está-se a fazer uma confusao com esta publicidade, já vi valores de 20M, 5M,…por ano quando nem chega a 2M por ano. Onde o Benfica pode e consegue chegar e ultrapassar os valores dos rivais é na camisola, esta publicidade estatica os valores sao residuais.

  • potetoe
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:56 pm

    Deixou de fazer sentido apoiar qql um dos 3 grandes. Se os apoiamos é porque em primeiro lugar apoiamos a modalidade e quando os clubes não apoiam a modalidade, não faz sentido continuar a apoia los… Se no campeonato português o futebol já é de baixíssima qualidade, quer nos jogos entre equipas mais pequenas, quer nos jogos entre um grande e uma equipa mais pequena (e estes últimos interessam a toda a gente) agora ainda se vai tornar pior. Porque com 5 milhões consegue se uma qualidade mas com 40…

  • Anónimo
    Posted Janeiro 2, 2016 at 2:56 pm

    Sem querer opinar sobre o bom ou menos bom dos negócios dos 3 grandes e afins, porque pouco percebo de economia, apenas uma coisa estou certo:
    Quem se vai lixar é o Zé Pagante que vai ter aumentos brutais, e mesmo nalguns casos incompativeis com os orçamentos familiares, para poder ver jogos da 1ª Liga.
    A unica excepção seria (mas não acredito). o pagar jogo a jogo, Pay per View..
    mas não creio que as Operadoras ofereçam essa opção.
    Concluindo, ricos mais ricos e pobres mais pobres.

    Carlos Silva

  • m1950
    Posted Janeiro 2, 2016 at 3:08 pm

    Os grandes não vão investir mais por causa disto , entendo que há motivações políticas por detrás disto , e parece-me que é apenas uma salvação imediata dos clubes e muito deste dinheiro já tem destino. Sendo que na sua razão , quanto menos dívida tiverem mais podem investir este dinheiro , ou seja ganha até um clube como o Braga que valorizou os seus direitos a 1/3 do Benfica , pois vendeu apenas direitos. É provável que os patrocinadores das apostas desportivas entrem em campo pelos clubes pequenos e apareçam outros rendimentos.

    O seu texto apesar de apelar a uma certa justiça , falha de uma certa forma , pois tem de perceber que tem haver mãos para receber investimento , clubes instáveis a receberem muito dinheiro dá sempre torto.

    O que faz isto tudo ser uma falsa questão.

    Não se compreende bem como é que um clube pequeno , julga que o preço do seu futebol pode equivaler a 10 euros por jogo , primeiro deviam aprender que 2×5 = 10 e 5×2= 10 , é preferível ter 5 adeptos a pagar 2 euros , do que 2 adeptos a pagar 5 , e ir evoluindo consoante a sua capacidade de agregação. O público será sempre o poder destes clubes , as suas massas associativas e o apelo ao bairrismo , sem isto não vão a lado nenhum , é a primeira coisa é o primeiro aspeto que teem de atacar de frente. Fazer acordos com as escolas , fazer com que os jogos em casa sejam os eventos da cidade.

    Sem público , nem futebol não há hipóteses de uma liga melhor.

    14 equipas era o ideal e todas teriam de reunir as condições para competir.

    Uma nova vaga de treinadores também é necessária que venha e entenda que jogando bem estaremos sempre mais perto de ganhar , e que mesmo essa teoria podendo ser facilmente falsifica a curto prazo , a médio , longo prazo teremos uma grande equipa.

    Ponham a correr o pessoal do pontinho.

    • Kafka I
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:04 pm

      Excelente análise caro m1950, diria que o teu comentário é que merecia ser o post

      Subscrevo na integra

    • JSC
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:13 pm

      Defender bem é muito mais difícil que atacar bem. Ou melhor não sofrer golos é muito mais difícil que marcar golos. No entanto marcar golos não quer dizer que se ganhe mais pontos. A única solução para isso era o empate valer menos do que vale actualmente (já o tentarão fazer quando a a vitória mudou para 3 pontos, mas na minha opinião não é suficiente). Isto também porque para as pessoas bom futebol é marcar muitos golos o que para mim não é verdade.

    • Sombras
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:25 pm

      Isto. E o mesmo é aplicado aos grandes. O Benfica para a taça da liga tinha 19 mil adeptos no estádio. Se tivesse posto os bilhetes a 10€ para uma família 4 de sócios, tinha o estádio à pinha boxing day style.

    • R. Cun
      Posted Janeiro 3, 2016 at 1:34 am

      Há clubes cujos sócios não pagam bilhete, e nem assim enchem. Há clubes que colocam bilhetes a 5 euros, e não enchem. Não tem nada a haver com o preço… é uma questão de mentalidade, de qualidade e divulgação do produto.

      Quem é que quer sair de casa para ir ver um jogo, que não vale nada? Precisamos é de qualidade… não só nos pequenos, mas nos grandes também!

      Precisamos uma liga forte, que faça frente aos interesses instalados, que não vá em politiquices. Que trate os clubes por igual e perceba que precisa de todos, não só dos 3 grandes. Que olhe para o futebol como um negócio… olha.. uma liga que passe um mês nos Estados Unidos, a ver o que eles fazem para valorizar um negócio desportivo, já dava.

      Cunha

  • Michel
    Posted Janeiro 2, 2016 at 3:24 pm

    O Benfica não vai renegociar nada, porque a vida não é assim, no maximo vai vender tambem a publicidade ou o naming. O negocio do Sporting foi feito de maneira a que o valor pago pelos direitos de TV pareçam menores mas o bolo total maior, logo juridicamente o benfica não terá o que alegar. Além demais o Sporting tambem incluiu cláusula de salvaguarda, se a vida fosse assim não saíamos daqui os admnistradores da NÓS não são parvos. O LFV que tivesse poupado o dinheiro do champanhe.

  • Rodrigo Aleixo
    Posted Janeiro 2, 2016 at 3:51 pm

    Depois de ver certos comentários aqui, percebe-se porque o futebol português continua a caminhar para o abismo…

    -Primeiro é ridículo , na minha opinião, virem dizer que o negócio do Benfica(por ter sido o primeiro) ajudou os clubes da primeira liga. Tentem ser honestos com vocês próprios, o Benfica fecha um contrato de 400 milhões e acham que os clubes pequenos devem ficar satisfeitos por passar de 3 milhões para 6 milhões?ou de 5 milhões para 10 milhões?
    -Segundo , é ridículo(ou não no nosso país), que um sistema que é utilizado pelas melhores ligas do mundo e TEM RESULTADOS POSITIVOS(isto é bastante importante, TEM RESULTADOS POSITIVOS) , seja olhado em Portugal como algo que vai estragar a competitividade lá fora.Meus amigos nem com estes contratos os grandes vão ser melhores lá fora, nem ganhando um pouco menos nos primeiros anos vão ser piores.Para se ser melhor lá fora é preciso investir bem e gerir bem as finanças dos clubes, algo que nem sempre é bem feito por cá.
    -Terceiro, todos os clubes devem ser tratados como igual, o Benfica pode meter 60 mil contra o Arouca e o Arouca pode meter apenas mil. Mas sem o Arouca onde é que o Benfica mete os 50 mil no estádio?Simples , NÃO METE. As pessoas tem que perceber que os grandes não jogam sozinhos, e o desenvolvimento dos pequenos é o desenvolvimento dos grandes, mas o egoísmo dos dirigentes e dos ADEPTOS DO VENCER, sublinho VENCER, rejeitam isto utilizando 1001 falácia, uns porque gostam do estado do futebol português porque podem andar a gastar uns bons milhões em comissões porque não é preciso muito para se ganhar cá dentro, e os outros porque futebol para eles é a sua equipa ganhar.
    -Por fim, concordo plenamente que o presidente da Liga deixe de ser elegido pelos clubes, mais uma vez provou-se que não funciona, mas o que em Portugal não funciona tem de se fazer, o que funciona não se deve fazer. Este tipo de eleições leva a divisão em blocos, porque reparem bem como foi nos últimos 3 anos.
    Mário Figueiredo(o melhor dos últimos anos), entrou e veio como defensor dos pequenos, algo que estes não quiseram saber. Tinha um plano com bastante força para a centralização bastante viável com estudos de mercado. Foi apoiado pelo Sporting e massacrado e queimado na praça publica pelo Benfica e Porto(e com estes alguns pequenos dependentes destes), porque o modelos justo de Mário Figueiredo de centralização , batia no mais ridículo da Europa proposto por Benfica e Porto, feito para bipolarizar o futebol português,onde os direitos deveriam ser distribuídos por importância por zona do pais(Norte/Sul) Foi entre outras coisas acusado pela falta de patrocínios, um acto de lobbies que mais a frente vou explicar.
    Luís Duque(o homem com processos em cima de um clube da Liga), entra por mão de Benfica e Porto(também como um ataque baixa ao Sporting, que apoiava Mário Figueiredo) e do nada a liga fica com patrocínio, quem?NOS, onde a Sporttv detém 50%. Interessante não?Apenas mais uma prova do sistema do futebol português. Promete a centralização, entre outras coisas, mas passou a vida em reuniões com o Benfica.Com as eleições , Porto mudou de opinião e apoia Pedro Proença, os motivos não se sabem.

    (continuação…)

    • Rodrigo Aleixo
      Posted Janeiro 2, 2016 at 5:26 pm

      Pedro Proença(teve tudo mais mudar o futebol português mais foi atraiçoado pelo egoísmo), entrou com o apoio do Sporting e Porto e com a revolta do Benfica. Prometeu a centralização, mas como o Benfica não la tinha quem queria , deu uma facada ao Proença e a Liga assinando o acordo com a NOS. Sporting e Porto vendo isto assinam os seus contratos dando as facadas finais ao Proença e a uma liga melhor. Para Proença tem oxigénio a preciso reunir os clubes da 2º liga que estão interessados e centralizar os direitos da 2º liga para provar que é o melhor modelo a seguir(apesar de lá fora existirem n provas que funciona)

      Entretanto os clubes ficaram agarrados a contratos de 10 anos que favorecem mais as operadoras que os clubes, porque não é a toa que nas restantes ligas os contratos tem 3/4 anos de duração, porque o que hoje e muito amanha pode não ser.

      Concluindo em Portugal o os modelos que tem resultados demonstrados positivos, são olhados como algo que vai estragar, os que não resultam e são prova disso mesmo como a eleição do presidente da liga são para continuar.
      É também de constatar que existem muitos adeptos do vencer e os dirigentes dos grandes continuam numa saga de egoísmo, retratando a sociedade portuguesa noutros campos. Mas os dirigentes e fácil perceber porque, afinal para esta liga se tiver para gastar 20 milhões e gastar 5 em comissões para o bolso, os restantes 15 chegam e sobram, numa liga competitiva onde e preciso uma gestão eficiente, esses 5 milhões poderiam ficar caros e podia haver contestação.
      Por fim , temos que rezar que em 2029!!(é tão ridículo isto) a nossa liga esteja viva, algo que duvido com este rumo.

  • PedroL
    Posted Janeiro 2, 2016 at 3:59 pm

    "À inglesa"

    Curioso referir-se isto como modelo ideal e modo perfeito da vivência futebolística, quando já hoje, Kevin De Bruyne veio com as declarações de que, se tivesse custado mais dinheiro quando foi transferido para o Chelsea, teria jogado mais provavelmente.

    À inglesa, não é só espetáculo. Tem muito, muito negócio também. Apenas tem a sorte de ter tanto dinheiro de lucro que sobra umas enormes migalhas para proporcionar espetáculo e se auto-sustentar a longo prazo.

    Sim, porque o que sustenta uma liga e clubes a longo prazo é o espetáculo que propocionam nos jogos. Quanto maior, maior será a aderência e respetivas receitas. O problema português é que investe-se de volta muito pouco das receitas para aumentar o espetáculo, facilitando e priorizando os negócios de "jogadores trampolim" transformando os clubes desta Liga apenas em pontes.

  • Cunha Artur
    Posted Janeiro 2, 2016 at 4:06 pm

    Está na hora de haver duas ligas: uma, com os três grandes e, outra, com os restantes clubes. Queria ver se os direitos televisivos seriam os mesmos. Chega de jogar ao faz de conta. Por isso, o meu grande prazer é quando um dito pequeno derrota um grande. Pode ser que hoje possa abrir um espumante… não é VITÒRIA?

  • JSC
    Posted Janeiro 2, 2016 at 4:20 pm

    Curiosamente nos jornais hoje há o mesmo destaque na capa entre o Sp. Braga vs VFC (tem tudo para ser um jogo de futebol atraente) que SLB vs VSC. Portanto é sinal que os jornais reconhecem potencial em outros jogos que não só os grandes.

  • Sérgio Mendonça
    Posted Janeiro 3, 2016 at 4:25 pm

    Quando 1+1=3. Todos reconhecem as virtudes do modelo centralizado da venda dos direitos televisivos. O dinheiro que entra quando distribuído de forma mais equilibrada traduz-se em ganhos financeiros para todos. A grande questão é perceber porque a defendem publicamente e depois tomam decisões contrárias. Entre contribuir para o crescimento da liga abdicando de parte das receitas televisivas ou ficar com tudo a que tem direito optam pela segunda. Optam por ser cada vez maiores cá dentro mesmo que isso implique ser cada vez mais pequenos lá fora, optam por espetáculos mais pobres, por estádios mais vazios.
    Deixo duas sugestões:
    . Aos clubes pequenos – mostrem a vossa insatisfação com a paralisação dos campeonatos;
    . Aos simpatizantes do modelo centralizado sugiro que mudem para a única operadora que se distanciou desta questão.

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