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AC Milan 2012/13: Rejuvenescer e iniciar um novo ciclo depois das saídas de Ibrahimovic, Thiago Silva, Nesta, Gattuso, Seedorf, Zambrotta e van Bommel

A nova época é, para o Milan, mais do que a tentativa de resgatar o título italiano que fugiu, na última temporada, para a renascida Juventus. A perda de várias pedras influentes, dentro e fora de campo, podem fazer da reformulação do plantel um passo determinante para o sucesso, não só da temporada 2012/13, como das seguintes. Referências procuram-se, depois das saídas de pedras como Ibrahimovic, Thiago Silva, Nesta, Gattuso, Seedorf, Zambrotta ou van Bommel, que deixam a equipa praticamente órfã de um líder e a privam dos seus elementos mais experientes. As expectativas serão as do costume. Internamente, os adeptos exigem vitórias, na Europa exigem que, no mínimo, se pisem os calcanhares a Real Madrid e Barcelona. Kevin-Prince Boateng, Robinho, Cassano ou Nocerino são chamados a dar o peito às balas, mas não deverão ser suficientes para dar conta de um recado tão exigente. Nesse sentido, fica uma perspectiva daquilo que poderia ser o plantel do gigante italiano para a época 2012/13:
Guarda redes: Abbiati conta já com 35 anos, está longe de ser uma referência para os adeptos, mas continua a ser o dono do lugar. Marco Amelia (30 anos) far-lhe-á sombra (curiosamente, conta com mais presenças na seleção italiana do que Abbiati). Sobra Gabriel, jovem brasileiro (19 anos), que é aposta para o futuro. A posição poderia justificar um investimento (Rui Patrício seria uma aposta acertada) mas com tanto “retoque” a fazer no plantel, esta não parece ser uma posição prioritária.
Lateral direito: Abate ganhou o lugar no Milan e na seleção italiana, finalista no Euro 2012. Mostrou-se merecedor do lugar, dando alguma profundidade ao flanco e defendendo com solidez. É ainda um jovem (25 anos). Como alternativa, há o jovem Mattia De Sciglio (19 anos), internacional sub 21 por Itália e, ainda, as opções de recurso Bonera e Antonini (pode igualmente atuar como lateral esquerdo).
Lateral Esquerdo: Antonini está longe de ser um indiscutível, partilhando esse estatuto com o argelino Mesbah. Taiwo saiu para o Dínamo Kiev e Didac não deverá ter lugar no plantel. Falta, por isso, alguém que possa ser dono e senhor do lugar. Escasseiam as opções mas Álvaro Pereira, com situação muito delicada no Porto, poderia ser uma boa oportunidade de negócio. Ivan Strinic, um dos destaques do último europeu, poderia ser outra escolha acertada.
Defesa Central: Com as saídas de Thiago Silva e Nesta a equipa herda um problema bicudo. Há Yepes, Méxes, Bonera e até o recém-entrado Acerbi. Falta, no entanto, pelo menos um defesa central que entre de caras no 11 titular (o ideal seriam dois). Bruno Alves, no mercado, poderia ser uma mais-valia no jogo aéreo. Alderweireld, jovem belga que se destacou no Ajax, Benatia (Udinese) ou Rakitsky (Shaktar) poderiam formar uma boa dupla com o português.
Médio Centro: Muntari (lesionado até Novembro), Ambrosini (35 anos), Nocerino (excelente temporada de estreia no AC Milan), Flamini (são muitas as lesões do médio francês), Traoré (uma grande incógnita) e Montolivo (excelente reforço a custo zero) são as opções actuais. Apesar de existirem soluções em quantidade, estas escasseiam em qualidade (pelo menos com qualidade para ser um líder capaz de suprir as saídas de Seedorf, Gattuso e van Bommel) e alguém com a capacidade de jogar a 6 e/ou a 8 poderia ser bem-vindo (o esquema táctico normalmente usado e o estilo de futebol italiano convida à existência de muitas opções para o meio campo, que se adivinha povoado). Witsel, acrescentaria qualidade à equipa. Strootman, Javi Martinez (solução como central, médio defensivo e médio centro) ou Leroy Fer poderiam ser outras boas escolhas.
Médio Ofensivo: As opções são várias, com Kevin-Prince Boateng (pode ser referência ofensiva da equipa), Emanuelson (médio bastante polivalente) e o antigo alvo do Sporting de Braga, Kevin Konstant, que também pode jogar mais atrás, parecem ser opções suficientes.
Alas: uma posição negligenciada pelos responsáveis rossoneri, que têm em Robinho o único jogador de ala para o ataque. Todas as outras opções serão de recurso (Kevin-Prince Boateng, Cassano ou Emanuelson podem dar uma perninha). De resto, o futebol da equipa de Milão teria muito a ganhar com a introdução de extremos rápidos, com qualidade técnica, capazes de acelerar o jogo e oferecer criatividade ao futebol da equipa. Yarmolenko, extremo direito ucraniano, seria um reforço muito interessante, podendo vir a ser uma referência no futuro. Para a esquerda, o holandês Afellay, que pode deixar o Barcelona, seria igualmente uma boa opção.
Avançado: No ataque, esta poderá ser a época de Pato. O brasileiro tarda em explodir e esta temporada, sem Ibrahimovic, pode ser a sua oportunidade. Há Cassano e ainda o egípcio El Shaarawy, mas falta alguém que ajude a esquecer o avançado sueco (e também Maxi Lopez). Cavani e Luis Suarez seriam opções de topo, mas muito complicadas. Van Persie, a forçar a saída do Arsenal, estaria à altura, mas parece ter Turim ou Manchester como destino. Adebayor ou Damião poderiam ser alvos um pouco mais acessíveis.
Uma reformulação profunda para dar resposta a várias saídas de peso. Demasiadas mexidas? Haverá ainda tempo para tudo? Conseguirá o Milan recuperar o título à Juventus? E na europa, onde poderão chegar os rossoneri? Que outros nomes poderiam interessar? Qual é neste momento o principal jogador deste AC Milan?

Ricardo M.

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