George marcou 37pt (9 triplos, recorde da franchise) e Roy Hibbert fez
um triplo-duplo (10pt, 11rb, 11bl), mesmo assim foi preciso um OT para
derrotar os Hornets, de novo sem Davis. Toronto @Charlotte (97-98)
– Sessions virou a jogo, e os Raptors não conseguiram meter a bola no
cesto nos 30segs seguintes. Kemba Walker (19pt) foi o melhor marcador
dos Cats, e registe-se mais um duplo-duplo de Valenciunas. Detroit @Orlando (74-90) – Os Pistons venciam ao intervalo, mas um 3º parcial com 8pt deitou tudo a perder. Philadelphia
@Cleveland (83-92) – Jeremy Pargo (máximo pessoal de 28pt) fez de
Irving, Varejão ganhou 19rb, e os Cavs concretizaram 13 triplos (em 23)
rumo a uma vitória perante uns Sixers que voltaram a lançar mal, e
perder a luta nas tabelas. San Antonio @Boston (112-100) – Tony
Parker fez 26pt, e Splitter deu mais 23 do banco, contra uns Celtics que
foram inoperantes nas tabelas (21-45rb). O seu quinteto marcou 12pt ou
mais (e Rondo mais umduplo-duplo, 15ast), mas o banco apenas deu 17. Os
Celtics deixaram ainda os Spurs lançar 58% de campo. Washington
@Atlanta (100-101) – a sete segundos do fim do OT os Wizards comemoravam
a 1ª vitória… mas Kyle Korver respondeu com um triplo que colocou o
seu recorde em 0-10. Martell Webster ainda meteu a bola no cesto em cima
do apito, mas para mal de Washington, a NBA usa as novas tecnologias… Milwaukee
@Miami (106-113) – só após OT os Heat despacharam os Bucks (Ellis
falhou uma bola no fim do 4º); o backcourt de Milwaukee fez 10ast e
28pt, tantos quantos James (10rb, 8ast) e Wade. Bosh fez 24pt e 18rb. LA
Clippers @Oklahoma (111-117) – jogo com “cheiro” a playoff, com OT e
tudo, com os Thunder a serem levados por Durant (35pt), Westbrook (23pt)
e Harris (20pt). Mas a chave foi mesmo restringir CP3 a 9pt (2-14, um
dos falhanços foi sob o apito do 4º período). Chicago @Houston
(89-93) – vitória selada apenas nos últimos segundos; Harden marcou 28pt
e fez 5stl, enquanto Lin fez mais TO (5) que assistências (3). Denver
@Minnesota (101-94) – os regressos de Love (34pt, 14rb), Pekovic e
Barea fizeram mal aos Wolves, que foram atropelados na 2ª parte, em que
marcaram apenas 36pt. New York @Dallas (111-114) – jogo apertado,
com Melo a falhar o tiro no final quando os Knicks perdiam por um. Mayo
(27pt) e Melo (23pt) lideraram os marcadores de cada equipa, mas há que
destacar o imporvável Chandler (21pt, 8-9, 13rb) e o renascido Carter
(25pt, 5-10 triplos). Portland @Phoenix (87-114) – os Blazers
deixaram os Suns fazer 59.7% de lançamentos, e quando assim é, a derrota
é quase certa… por falar em renascimentos, Jermaine O’Neal fez 17pt
(5-7) em 19mins de jogo. LA Lakers @Sacramento (97-113) – Kobe
marcou 38pt, mas os restantes membro do cinco inicial fizeram apenas
12-29, rumo a uma derrota frente aos Kings, onde brilhou Marcus Thorton,
com 23pt. Brooklyn @Golden State (93-102) – Os Nets rebentaram no
3º, e os Warriors arrancaram para a vitória. Klay Thompson e Stephen
Curry combinaram para 48pt, David fez (mais um) duplo-duplo, 20pt, 13rb,
enquanto que o backcourt de Brooklyn fez 22pt, com 9-25 de lançamentos.
– Rajon
Rondo vai em perseguição dos recordes de Stockton e Magic de maior
número de jogos com 10 ou mais assistências. O seu (e de Boston) empenho
em concretizar tal feito é tanto, que ele ficou em campo a ver os
Celtics serem massacrados pelos poderosos Pistons, até que chegou a 10ª,
a menos de um minuto do fim…
– Quem ficou na História foi Reggie
Evans… ao ser o primeiro jogador a ser multado (5000$) por flopping. O
jogador foi penalizado depois de exagerar um toque de Metta World
Peace. Algures, Vlad Divac estará a pensar que essa honra deveria ter
sido sua.
– Antes de mais, há que dizer que ainda há muita NBA pela
frente (são 82 jogos, o máximo que alguém jogou foram 12), e que os
recordes actuais têm muito de subjectivo (algumas equipas têm mais jogos
em casa do que fora, ou vice-versa, outras jogaram maioritariamente
contra adversários fracos, etc..), mas podemos aproveitar a paragem de
Acção de Graças para fazer um pequeno balanço.
No Oeste, Memphis
arrancou com tudo. Tem o melhor recorde, e já mostrou a sua força,
batendo New York (até aí invicto) e Oklahoma. Já se sabia que o
frontcourt dos Grizzlies era forte, mas Zach Randolph começou
particularmente inspirado: lidera a liga em ressaltos (tecnicamente,
agora é Love, mas este fez um jogo apenas) e conta com duplo-duplos em
todas as partidas feitas. Como curiosidade, Memphis tem marca idêntica
em casa e fora: 4-1. No pólo oposto, Sacramento. Os Kings mostram
mais do mesmo (incluindo na disciplina, Cousins já foi espairecer dois
jogos); são a equipa com menos assistências, e estão perto do fundo em
percentagem de lançamento e de triplos. Os Kings ainda não venceram
fora, e perderam em casa 4 dos 7. A procura por um base que controle e
distribua vai continuar… Surpreendente foi o início de Minnesota:
não que o recorde de 5-5 seja impressionante, mas os Wolves têm caído
que nem tordos. A juntar a Rubio e Love (falharam o tip-off), caíram
Roy, Pekovic, Barea e Budinger, todos membros da rotação. Agora que
alguns regressaram, em especial Love, está hora de saber o que esta
equipa pode fazer.
Em LA, sentimentos diferentes. Clippers mostram
múltiplas soluções, e por exemplo, já bateram em casa e fora os Spurs
(que os varreram no playoff passado); Paul e Griffin já se sabe o que
valem, mas também têm aparecido Jamal Crawford, DeAndre Jordan, Bledsoe e
Matt Barnes (defensor temível, e tough guy encartado, o que dá jeito em
algumas pelejas). Já os vizinhos Lakers, continuam a ver Nash na
enfermaria, e Dwight Howard a rodar entre o excelente e o patético. A
equipa, já com novo treinador, teima em não obter uma química que
permita uma continuidade exibicional elevada. E cuidado, os Lakers
apenas saíram de LA por 3 vezes (todas derrotas). San Antonio (última
equipa do Oeste a perder) e Oklahoma já estão no top-4; Golden State
está com recorde positivo (algo raro, e com Bogut de fora), enquanto que
Dallas e Denver têm primado pela inconsistência. Os Jazz são a equipa
do Oeste com melhor registo caseiro (100%), mas continuam a sofre fora
(2-6).
Na Conferência Este, dá Knicks: lideram de longe em triplos
concretizados (e 4ºs em %), e são 3ºs em pontos permitidos aos
adversários. Com Amar’e de fora, um renovado Carmelo tem liderado uma
equipa de small-ball (problema; os Knicks estão no fundo em termos de
ressaltos), JR Smith mostra que é candidato a 6º homem, e Raymond Felton
tem sido eficiente. Resta saber o que acontece quando Stoudamire
voltar: a química existente (um dos motivos de sucesso) vai manter-se,
ou ele vai estragá-la? Vai haver continuar a haver bola para todos? Certamente que a capacidade ressaltadora de NY vai aumentar, mas por
outro lado, Carmelo deixará de ser defendido por jogadores mais pesados,
ao retornar a SF. Miami está a 100% em casa, mas não tão forte fora.
Wade não começou bem (já esteve fora para tratar de mazelas), mas
LeBron tem tomado conta das coisas (anda muitas vezes a rondar os
triplos-duplos). Ray Allen tem feito aquilo para que foi contratado
(tiros de fora, e lançamentos decisivos), e Bosh tem sido a âncora no
interior. Ainda assim, os Heat parecem continuar vulneráveis a
frontcourts fortes, o que se pode revelar fatal caso enfrentem os Lakers
ou os Grizzlies (com quem já perderam). Milwaukee e Charlotte estão,
com surpresa, no top-4. Os Bucks têm na dupla Ellis-Jennings a maior
força, e maior fraqueza. Eles, ora partem tudo, ora falham lançamentos
em série (e não é que parem de lançar). Já os Cats aproveitaram o
calendário favorável (70% jogos em casa) para conseguir um improvável
recorde positivo. Kemba Walker tem estado bem, e o rookie Kidd-Gilchrist
está a ser bem produtivo. Duvidamos que se aguentem na frente, mas
devem aproveitar. Pela negativa, Philadelphia (equipa montada à volta
de Bynum, mas este ainda nem se estreou), em que Jrue Holiday tem sido a
estrela maior numa equipa intermitente; Chicago está a sofrer com a
ausência de Rose (Hinrich faz o que pode…); Indiana, orfã de Danny
Granger, e cujo duo de interiores teima em não dominar (Hibbert tem sido
uma desgraça… paga a peso de ouro) é das piores equipas no ataque (4º
pior em pontos marcados); e Boston, que mesmo com Rondo a dar uma média
de 13ast por jogo, tem sido inconstante, e cedido perante adversários
fortes. Não ajuda ser a pior equipa em termos de ressaltos… No
fundo, Detroit (Monroe tem sido um oásis) e Washington (as ausências de
Wall e Nene não explicam as zero vitórias) parecem afastar-se da
concorrência, e candidatarem-se à 1ª escolha do draft. Pouco melhor
estão Cleveland e Toronto; Varejão é o 2º ressaltador da Liga, mas
Irving não está a ter grande temporada (1.37ast/TO) e já se lesionou; já
Toronto sofre com o facto da sua defesa ser das piores e da sua
capacidade ressaltadora também estar no fundo da Liga, de nada valendo
as boas temporadas de Lowry e Calderon. A tendência destas duas equipas
será também de se afastarem da manada.
Em
noite de paragem na Liga, quais os destaques individuais e colectivos
até agora? Já há equipas fora da corrida aos playoffs? Parar Chris Paul é
meio caminho andado para bater os Clippers, ou estes têm mais soluções?
Como se explica que os Timberwolves percam, agora que têm os melhores
jogadores de volta? E quais as razões das variações de produção de
Gasol, Howard e Cia? Como se explica o fraco rendimento da dupla
Deron/JJ nos Nets?


