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Angelique Kerber supera Serena Williams e conquista Wimbledon pela 1.ª vez

Primeiro título no Open da relva para a tenista alemã de 30 anos, que junta aos Open da Austrália e US Open conquistados em 2016 – dos Grand Slam fica a faltar Roland Garros, onde nunca passou dos quartos-de-final. Kerber demonstrou mais uma vez que, depois de Serena, é a jogadora mais consistente e mentalmente mais forte do circuito WTA, e esta tarde beneficiou de uma rival ainda à procura da melhor forma – Serena é sempre Serena, mas ficou claro que a velocidade e precisão de pancada ainda não voltaram a 100% (se é que vão voltar). Kerber é ainda a primeira alemã desde Steffi Graf em 1996 a vencer no Open londrino.

Angelique Kerber sagrou-se campeã de Wimbledon pela primeira vez na carreira, ao bater Serena Williams na final por duplo 6-3 em 1 hora e 5 minutos. A alemã, que em 2016 tinha falhado a conquista deste torneio contra a mesma adversária, mostrou-se por cima durante quase todo o encontro, conseguindo um break logo a abrir a partida e dois para fechar o 1.º set, batendo de novo o serviço de Serena no 2.º set para o 4-2 que se provou decisivo. Já a tenista americana, que disputou em Londres apenas o 4.º torneio desde que foi mãe, teve um caminho quase imaculado até à final (só perdeu um set contra Camila Giorgi), mas no duelo decisivo sentiu dificuldades em contrariar a velocidade da adversária e a sua poderosa direita teve pontaria desafinada (foram 24 erros não-forçados).

2 Comentários

  • Vespas
    Posted Julho 14, 2018 at 9:20 pm

    £2.25m por uma hora e cinco minutos….O aquecimento deve ter demorado mais do que isso.

    • Joga_Bonito
      Posted Julho 14, 2018 at 11:43 pm

      Qual é o mal de ser uma hora e 5minutos?

      A qualidade é o que importa.
      O circuito masculino exibe muitas vezes “espectáculos” horrendos, de 3 sets em 5 horas, mal jogados, assentes num ténis defensivo, à espera que o adversário falhe. Isso não é espectáculo.

      Há já quem debata o erro que foi forçar a uniformização dos pisos, um maior número de circuitos (que nada acrescentam) e o privilegiar de um ténis defensivo.
      Só que o ATP está perdido e não sabe o que fazer, porque para já, os fãs ainda não deram totalmente com os pés no ténis, há ainda o mago Federer. Mas mal este se reforme, veremos o que a nova geração fará. As audiências de Roger são sempre as mais altas e na verdade os outros não acompanham a mesma popularidade. Quando o mago acabar é que veremos o que vai vir.

      A qualidade dos tenistas está a cair claramente, fruto do erro que foi a padronização e lentidão dos pisos, a quase desaparição da relva no circuito e a adopção em número excessivo de pisos de terra batida (por razões meramente comerciais, apesar de favorecer o ténis defensivo).

      Há razões objectivas para que os jogos nas mulheres não durem tanto, e deve-se à disparidade de qualidade entre as 15 primeiras e as restantes. Dado que as mulheres têm também menos força que os homens, colocar os jogos à melhor de três sets era o mesmo que dizer “dopem-se faz favor”. Mas acredito que com uma boa política de formação, as mulheres ganharão mais qualidade.
      A lentidão dos pisos convidou também ao doping, um tema tabu no ATP, apesar de qualquer pessoa com olhos de ver se interrogar há anos sobre a questão, que tem sido alvo de denúncias constantes de ex-jogadores.

      Eu prefiro um bom jogo de 1h15, do que ver 5 horas de Rafael Nadal em Roland Garros, a mandar balões para a esquerda de Federer e a arriscar zero.
      O meu torneio favorito de ténis é Queens, em relva, onde os jogos são muito rápidos (e sê-lo-iam mais se não tivesse tornado a relva mais lenta nos últimos anos) e onde são convidados jogadores que dão espectáculo, mesmo que não estejam bem no ranking. E não troco ver Queens por Nadal em Roland Garros, a não ser contra algum dos meus favoritos.

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