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António Morgado na UAE

Para se destacar? Não está a realizar uma boca época mas tem tudo para ser dos melhores portugueses de sempre em clássicas.

António Morgado foi anunciado como reforço da UAE, tendo assinado até 2027. O promissor ciclista português, que em 2022 foi vice-campeão do Mundo de juniores, junta-se assim a João Almeida e aos gémeos Oliveira na equipa que tem como principal figura Tadej Pogacar.

3 Comentários

  • RuiMagas
    Posted Agosto 6, 2023 at 4:14 pm

    Quando vi os primeiros rumores fiquei com um pe atrás e continuo.
    Primeiro UAE tem Pogacar e quer adicionar van der Poel (dificil porque o projeto “Alpecin” foi criado a sua volta) fora que existe um Hirschi ou Covi que tem potencial igual ou superior ao Morgado. Depois acho demasiado cedo, deveria ficar mais 1 ano nos sub-23 e começar por equipas que apostam em jovens ciclistas como DSM ou equipas que precisam de sangue novo como INEOS ou Soudal.
    No final posso estar errado mas pode correr o risco de perder uma carreira incrível para ser gregário.

    • P. Pereira
      Posted Agosto 6, 2023 at 8:36 pm

      Acho que não faz muito sentido comparar o Morgado com Hirschi ou o Covi que são da mesmesma geração do João Almeida por exemplo (são de 98′) devido à diferença de idades e bagagem que já têm no escalão de Elites e de WorldTour, isto tendo em conta que o Morgado é de 2003.

      De resto sou da mesma opinião que mais um ano na Hagens podia ser benéfico até para ele próprio se descobrir melhor em relação ao tipo de ciclista que será no futuro (isto tendo em conta o que o próprio disse apesar de não esconder que o objetivo é ser um voltista) e que Quick-Step, INEOS ou mesmo a Alpecin talvez fossem escolhas mais benéficas desportivamente

  • P. Pereira
    Posted Agosto 6, 2023 at 8:31 pm

    Não concordo com o sublinhado. O António teve uma lesão no joelho o que explica um menor rendimento em algumas das provas em que tem participado. Para além disso é o 1º ano depois da transição de junior e é normal que a adaptação seja feita de altos e baixos e outra coisa a ter em conta é que não tem sido a escolha nº1 dentro da equipa em provas de maior importância (no “Baby Giro” por exemplo, o foco da equipa foi o irlandês Darren Rafferty que é de 2003 e fez 2º na geral; no Giro Ciclistico della Valle d’Aosta outra prova importante no calendário sub23 aconteceu o mesmo e acabou com a vitória do irlandês na geral).

    Acima de tudo acho que o António tem nestes próximos 2/3 anos descobrir o tipo de ciclista que quer ser, seja ele um voltista ou um classicomano (penso que atendendo às suas características são as que lhe assentam melhor). A nova equipa de desenvolvimento da UAE terá um papel fundamental disso e vai permitir-lhe à partida ter muitos dias de corrida nas pernas sendo que existe sempre a possibilidade de integrar o plantel da equipa principal em algumas corridas.

    Se acho que a UAE é a melhor escolha? Financeiramente era difícil encontrar melhor, desportivamente já acho questionável tendo em conta que a UAE começa a parecer que não tem propriamente um critério na hora de contratar, querem acima de tudo corredores de todos os tipos (menos “puros sprinters” diria eu) e mesmo em relação a quem escolher no futuro para liderar a equipa nas provas mais importantes não vai ser um trabalho fácil. Preferia que tivesse ido para uma INEOS que está em remodelação total, uma Quick-Step que este ano não tem tido tantas vitórias como era costume, ou até mesmo uma equipa com a Alpecin-Deceuninck que costuma ter um bom bloco para clássicas.

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