Numa partida emocionante e sem as grandes restrições defensivas colocadas por José Mourinho, o Real Madrid foi a Barcelona discutir taco-a-taco a eliminatória. O jogo ficou novamente marcado pelo habitual cinismo catalão, erros de palmatória do juíz belga e pela dureza de algumas entradas de jogadores merengues.
O Real Madrid entrou decidido a pressionar a retaguarda catalã, impedindo o típico jogo do adversário e, durante 30 minutos, conseguiu colocar em prática esse objectivo. No entanto, a baliza de Valdés continuava sem qualquer ameaça real, o que agradava ao Barcelona. Nos últimos 15 minutos do primeiro tempo, os catalães conseguiram soltar o seu futebol e foram criando grandes oportunidades de golo, que só um Casillas inspirado deteve.
Na segunda parte, uma boa entrada dos merengues permitiu a Higuain marcar um golo limpo, prontamente anulado por Bleeckere e, cinco minutos depois, Pedro Rodriguez fez o 1-0 e quase setenciou a eliminatória, após grande passe de Iniesta. O golo pareceu deitar abaixo o Real Madrid, contudo, Di Maria, depois de rematar ao poste, serviu Marcelo para o empate. Até final da partida, algumas faltas não assinaladas a favor do Real (pelo menos 2 sobre Ronaldo perto da área), alguns amarelos perdoados a jogadores do Real Madrid (Adebayor e Xabi Alonso) e do Barcelona (Pedro Rodriguez) e a normal teatralização e pressão de jogadores catalães, após entradas normais e bem ajuízadas por Bleeckere…
Real Madrid – Hoje ficou provado que os merengues conseguem jogar cara-a-cara com o Barcelona, isto apesar do descalabro dos últimos 15 minutos da primeira parte. O Real Madrid não tinha nada a perder e, pese embora, uma primeira parte sem remates, a forma calculista, mas nada defensiva como se apresentou, provou que o jogo da 1ª mão poderia e deveria ter sido diferente.
Kaká/Ronaldo/Di Maria – Higuain apareceu excluído desta lista, pois raramente foi servido pelo meio campo ofensivo do Real (quando foi servido, até marcou golo…). A tripla de ataque merengue esteve bastante desinspirada (salvo Di Maria no golo do Real) e nunca conseguiu pegar no jogo, prejudicando o Real Madrid, pois a baliza de Valdés passou claramente ao lado do jogo (com raras excepções).
Lass Diarra – Não houve Pepe, no entanto, Diarra representou o papel do luso-brasileiro à altura. Esteve quase sempre no sítio certo e ganhou bastante lances a meio campo, raramente aproveitados pelo ataque merengue.
Messi – Sem Pepe por perto, o pequeno craque argentino teve mais espaço para brilhar, tendo dado bastante trabalho a Casillas e à defesa merengue. Fez uma boa partida e, ao contrário da maioria dos jogadores do Barcelona, raramente faz teatro.
Iniesta – É um regalo ver o meio campo do Barça a funcionar e, com Iniesta em campo, tudo fica mais fácil para os catalães. Excelente na assistência para Pedro Rodriguez.
Barcelona – Voltamos a bater na mesma tecla, mas o proteccionismo das arbitragens a este Barcelona é por demais evidente. Os catalães sabem jogar com a bola nos pés, mas também sabem jogar com o árbitro. Ao mínimo toque, estavam no chão. Ao mínimo lance mais duro, caíam 5-6 jogadores em cima de Bleeckere para pressionar (em Madrid eram 7 ou 8). Isto não é futebol…

