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FC Porto domina Benfica e conquista 17ª Supertaça!

Benfica 0-2 FC Porto (Rolando 3´e Falcao 67´)

O FC Porto conquistou a sua 17ª Supertaça, a 10ª frente ao grande rival, numa exibição personalizada e que abre o apetite para os jogos do campeonato, depois de uma pré-temporada um pouco abaixo das expectativas para os críticos.

A 1ª parte teve 30 minutos de excelente nível para o FC Porto, com uma pressão alta e muitas recuperações de bola no meio campo encarnado. João Moutinho e Belluschi tiveram um papel essencial neste aspecto, lançando muitas vezes o tridente ofensivo azul e branco. Varela foi sempre uma dor de cabeça para Ruben Amorim, aparecendo muitas vezes bem apoiado por Álvaro Pereira. Os azuis e brancos também não hesitaram na hora do remate, tendo acabado a partida com mais de 20 “tiros” à baliza do inseguro Roberto. O único futebol que o Benfica praticou aconteceu entre os 30 e os 45 minutos da 1ª parte, altura em que Fábio Coentrão e César Peixoto conseguiram superiorizar-se a Sapunaru, bastante desapoiado.

Na 2ª parte, o FC Porto não aplicou a receita da 1ª parte, mas esteve melhor colocado em campo, controlou o jogo e não permitiu grandes situações de perigo para o Benfica. O 2-0 surgiu com alguma naturalidade, após mais uma grande arrancada de Varela. Falcao estreou-se a marcar aos encarnados. Jorge Jesus ainda tentou mudar o rumo dos acontecimentos, alterando o 4-4-2, para o 4-3-3, mas as linhas ofensivas do Benfica estavam bastante desligadas dos homens do meio campo, facilitando a tarefa aos dragões. Saviola teve a melhor ocasião de jogo do Benfica, quando surgiu isolado face a Helton, mas o brasileiro levou a melhor. Até final, o FC Porto esteve sempre mais perto do 3-0, resultado que vingaria a final da Taça da Liga da temporada passada.

Destaques:

Varela – Até ao momento mostrou ser o melhor reforço do FC Porto, pois perdeu quase metade da temporada passada. Regressou em grande forma e “abusou” de Ruben Amorim e Luisão. Podia ter feito um golo e serviu Falcao de bandeja para o golo final.

Belluschi – Acabou a temporada 2009-10 em grande forma e iniciou a de 2010-11 da mesma forma. Grande presença no meio campo azul e branco, lutador, recuperador de bolas e marcador dos lances de bola parada (assistência para Rolando). Entendeu perfeitamente com João Moutinho, apesar deste ter estado um pouco abaixo do argentino.

Fernando – Mostrou mais uma vez porque lhe chamam de “polvo”, pois os seus grandes tentáculos anularam muitas tentativas de lances ofensivos do Benfica.

Helton – Ao contrário dos dois clubes da 2ª circular, o FC Porto está muito bem servido de guarda-redes. O brasileiro mostrou hoje grande segurança na baliza azul e branca, não permitindo quaisquer veleidades em cruzamentos ou remates perigosos.

André Villas-Boas – Ao contrário de José Mourinho, Villas-Boas conquistou o seu 1º título no seu 1º jogo oficial à frente do FC Porto e aos 32 anos… O novo técnico azul e branco começou da melhor maneira ao serviço dos dragões, preparando muito bem os seus jogadores para este embate. Os jogadores mostraram ter a táctica e os processos bem assimilados, com grande mérito do jovem treinador.

Roberto – Não foi o principal culpado da derrota, nem considero o 1º golo sofrido como “frango”, no entanto, para quem foi tão caro, deveria mostrar maior segurança nas saídas dos postes e podia jogar um pouco melhor com os pés.

Airton – O médio encarnado esteve muito mal na partida, em especial durante a 1ª parte. Deu muito espaço aos dragões e errou muitos passes que poderiam ter comprometido a defensiva encarnada.

Luisão/David Luiz/Ruben Amorim – Do quarteto defensivo, só César Peixoto escapou, já que os outros 3 elementos estiveram claramente em dificuldades perante o poder ofensivo azul e branco.

Carlos Martins/Aimar – Raramente apareceram em campo e quando isso aconteceu pouco ou nada ajudou à exibição encarnada. Foram dos melhores elementos durante a pré-temporada, mas hoje tiveram “falta de comparência”.

Jorge Jesus – Há uma semana atrás dizia que o “Benfica a jogar assim era invencível”, mostrando alguma arrogância e “mania”, o que no futebol é sempre fatal. Não se compreendeu a subida de Coentrão no flanco esquerdo, quando este está perfeitamente rotinado na defensiva e notou-se claramente que faltam extremos desequilibrados neste Benfica versão 2010-11, pois apenas Coentrão, por algumas ocasiões conseguiu criar perigo para a defensiva azul e branca.

Arbitragem – Péssimo trabalho do juiz setubalense, João Ferreira, permitindo alguma brutalidade e descontrolo de alguns jogadores encarnados.

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