Será certamente um Benfica diferente em 2012-13 com as saídas de Javi Garcia e Witsel (sem os 2 pilares do meio campo o clube da Luz está mais fraco, fragilizado e isso terá consequências). Na teoria, Jorge Jesus pode voltar a utilizar justificadamente (por falta de outras opções) a táctica (pelo menos até Janeiro…se os resultados não forem positivos, os encarnados vão atacar o defeso de Inverno) com que levou o Benfica ao título em 2009-10. Isto é, apenas com um trinco, que no caso será Matic, dois alas – Salvio no papel de Di Maria, mais focado em criar desequilíbrios, e Enzo (que joga bem a interior) no de Ramires, apoiando o sérvio nas tarefas defensivas – e um número 10 (não acreditamos que o técnico encarnado abdique de Gaitán, que foi o melhor jogador da equipa há duas temporadas) no apoio a dois avançados (Rodrigo e Cardozo estão com a veia goleadora apurada).
Um 11 tremendamente ofensivo, com um meio campo menos consistente e que poderá expor demasiado a equipa na transição defensiva, mas é um risco que Jesus certamente correrá (à excepção de Porto, Braga e Sporting, chegará para grande parte dos encontros). Se juntarmos esta lacuna de capacidade física, consistência e regularidade no meio campo, à ausência de um lateral esquerdo com rotinas na posição e alternativas válidas ao quinteto defensivo (4 defesas + trinco), estamos claramente na presença de um plantel desequilibrado e que deixa o técnico encarnado refém de alguma sorte (lesões e castigos de alguns jogadores podem ser fatais…aliás é quase certo que Jesus terá de recorrer à equipa B ou então fazer mais adaptações). No entanto, a nível interno, que é o que está a ser analisado (em termos internacionais o cenário muda), poderá chegar perfeitamente, ainda para mais tendo em conta que as águias contam com grandes individualidades no seu plantel (em qualidade e quantidade nesta fase acima da concorrência), que podem resolver uma partida sozinhos (a título de exemplo: nos primeiros 3 jogos para a Liga os encarnados marcaram 10 golos, o que demonstra bem que apesar das lacunas defensivas jogadores como Salvio, Gaitán, Rodrigo e Cardozo desequilibram em quase todos os jogos a balança em favor do Benfica). Para além dos titulares (todos de Top na nossa Liga no sector ofensivo), Jorge Jesus tem no banco nomes como Bruno César, Lima (o 2º melhor jogador da Liga em 2011-12) e Nolito, que juntos marcaram mais de 40 golos na época passada, a classe de Aimar e a experiência de Martins ou a irreverência de Ola John, que colocam o Benfica neste momento (depois da saída de Hulk do FC Porto) num patamar acima da concorrência na luta pelo título.


