Benfica 2-1 Beira-Mar (Maxi Pereira 58´e Rodrigo 60´; Sasso 4´)
A segunda parte iniciou-se com um livre de Garay que passa ao lado da baliza de Rui Rêgo e outra boa iniciativa de Rodrigo (novamente a rematar para fora). Aos 58 minutos, Melgarejo tem uma boa infiltração pelo ataque, cruza para Salvio, que assiste Maxi para um golaço do uruguaio. O lateral direito apareceu na zona do ponta-de-lança e rematou de forma acrobática para o empate. Os jogadores do Beira-Mar ficaram claramente afectados com o golo, pois passados dois minutos, o Benfica recupera a bola no meio campo aveirense, Lima engana um defensor e assiste para um golo fácil de Rodrigo. Estava consumada a reviravolta, que podia não ter terminado, pois Gaitán desperdiçou o 3-1 passados 5 minutos. Com a vantagem no marcador, os encarnados baixaram o ritmo, o que permitiu ao Beira-Mar criar perigo. Aos 86 minutos, Tiago Cintra ficou perto do empate, valendo o corte de Jardel e, em período de compensação, Melgarejo tem um corte salvador, quando um jogador aveirense preparava-se para cabecear.
Destaques:
Benfica – Uma exibição deprimente (parece que algumas pessoas estão com dificuldade de encaixe, mas se a exibição agradou aos adeptos benfiquistas em geral, pelo menos aos quase 30 mil que estavam na bancada foi precisamente o contrário), com bastantes erros individuais (desconcentrações, muitos passes errados, perdas de bola infantis e dificuldade em criar desequilíbrios) e colectivos (faltou ligação entre os sectores). Para além disso, até o próprio Artur se deixou ir na onda (ou terá dado o mote, pois foi logo no início do jogo), oferecendo o golo ao Beira-Mar. Jorge Jesus tentou mexer desde o banco, mas Carlos Martins, Bruno César e Nolito não estão num momento ideal de forma.
Beira-Mar – A missão dos aveirenses era difícil, mas o golo marcado logo a abrir trouxe tranquilidade à equipa. Souberam defender bem, evitar que o Benfica chegasse com perigo à área, contudo, o golo de Maxi Pereira afectou claramente os jogadores do Beira-Mar (depois disso, cometeram bastantes erros). Rui Rêgo defendeu o possível (inclusive uma grande penalidade), Sasso e Hugo mostraram segurança no centro da defesa e Abel Camará soube ganhar o seu espaço a Jardel (o central encarnado cometeu bastantes faltas), mas falta maior qualidade ofensiva à equipa de Ulisses Morais.
Rodrigo – Uma exibição de extremos. Foi um dos elementos que mais procurou a bola no lado do Benfica, criou desequilíbrios, contudo, os seus remates nunca levaram a direcção certa. Ainda falhou uma grande penalidade (defesa de Rui Rêgo), mas teve grande mérito no 2º golo do Benfica. Recuperou a bola em zona proibida da defensiva aveirense e recebeu a assistência de Lima para o golo.
Maxi Pereira – Estava a realizar mais uma exibição abaixo do habitual, contudo, ao minuto 58 rubricou uma obra de arte. Remate espectacular e inicio da reviravolta encarnada (depois do golo pareceu outro jogador).
Artur/Jardel – O guarda-redes brasileiro deu um “frango” no lance do golo do Beira-Mar, enquanto o defesa central esteve muito faltoso e com algumas desconcentrações (o principal ponto positivo foi um corte aos 86 minutos, que terá evitado o golo do empate).
Enzo Pérez/Matic – Jogo menos conseguido da dupla do meio campo do Benfica. O argentino não foi capaz de construir jogo e mostrou muito cansaço, enquanto o sérvio errou muitos passes, ao mesmo tempo que esteve a bom nível na recuperação de bola.
Gaitán/Salvio – Bons pormenores dos argentinos, mas sem grande sentido prático (o esquerdino pode fazer bem melhor). Raramente criaram desequilíbrios e quando o conseguiram, não acertaram no último passe ou remate.


