Gil Vicente 0-3 Benfica (Lima 2´, Luisinho 27´ e André Gomes 45´+2)
Gil Vicente – Não está fácil a tarefa de Paulo Alves à frente dos gilistas. Na temporada passada, a equipa de Barcelos praticou um excelente futebol, mas as saídas de jogadores nucleares parecem estar a pesar. O Gil Vicente foi pouco agressivo, falhou muito na defesa e no meio campo, enquanto o ataque não existiu.
Benfica – Jorge Jesus trocou 4 elementos em relação à última partida com o Spartak e apostou nas estreias de Ola John, Luisinho e André Gomes no campeonato. Uma excelente entrada na partida, com um golo, e uma primeira parte bastante tranquila, que evitou grandes sobressaltos no segundo tempo. O treinador português tem matéria-prima para fazer a rotação do plantel e hoje isso ficou provado, mesmo tendo em conta, a menor valia do adversário.
Lima – Excelente exibição do avançado brasileiro, que começou logo aos 2 minutos, com um cabeceamento com qualidade (marcou o 6º golo em 7 jogos pelos encarnados). Não se ficou por aí e ainda assistiu Luisinho para o 0-2 e quase fazia o 0-4 na 2ª parte. Lutou muito, correu e jogou em equipa, fazendo com Jorge Jesus não tenha outra hipótese, se não mantê-lo como titular.
André Gomes – Entrou bem contra o Freamunde e esteve em bom nível nos 90 minutos contra o Gil Vicente. Apesar de uma ou outra desconcentração ou perda de bola, a verdade é que o jovem jogador mereceu a aposta de Jorge Jesus. Mostrou bom toque de bola e capacidade de recuperação, para além do golo que marcou (teve sorte nos ressaltos, mas lutou até ao fim pela posse de bola).
Luisinho/Maxi Pereira – O português marcou um golo na estreia pelo Benfica no campeonato (apareceu muito bem na zona do ponta-de-lança), deu profundidade ao flanco e não teve problemas na defensiva; o uruguaio rubricou a melhor exibição pelos encarnados nesta temporada (apoiou muito bem o ataque e não passou por dificuldades na defesa), tendo saído do seu pé direito o cruzamento para o golo de Lima.
Jardel/Garay – O Gil Vicente pouco incomodou o eixo central da defensiva do Benfica, que não teve grandes dificuldades em “limpar” a sua área de acção.
Ola John/Enzo Pérez – O holandês mostrou aquilo que sabe fazer melhor, ou seja, criar desequilíbrios pelos flancos. Foi bastantes vezes à linha para cruzar, flectiu para o meio e ainda tentou a sua sorte no remate, mas não foi feliz na hora da decisão (aspecto a rever); o argentino fez uma excelente primeira parte, onde dominou por completo o meio campo e foi decisivo nos últimos dois golos, mas duas faltas imprudentes valeram-lhe a saída para o balneário mais cedo.

