Dijon 2-1 Benfica (R. Caceres 40´e Courgnaud 71´;Urreta 90´+1)
O Benfica voltou a não ganhar no 2º teste a sério de pré-temporada (os 9-1 foram contra um conjunto de jogadores e não uma equipa de futebol, como tal não consideramos que esse encontro tenha algum carácter oficial, pois uma situação é jogar contra um clube seja ele das distritais ou regionais, outra é contra um grupo de amigos). Ao contrário do que aconteceu frente ao Servette, o Benfica conseguiu chegar diversas vezes com perigo à baliza adversária, mas acabou por desperdiçar soberanas oportunidades de golo, nomeadamente por Saviola e Enzo Perez. Se no ataque as coisas estavam a correr bem melhor (mas longe do que o Benfica pode fazer), na defesa, os encarnados revelaram bastantes dificuldades, quer quando o Dijon atacava, quer quando Javi, Miguel Vitor e Fabio Faria saíam a jogar, bastante mal por sinal…Na segunda parte, Jorge Jesus operou bastantes alterações na equipa encarnada, com muitos jogadores novos e o resultado foi uma etapa complementar fraca. O Benfica continuou a pecar na defesa e o meio campo e ataque eram incapazes de construir jogadas de perigo para o guarda-redes do Dijon. O individualismo ou a ânsia de mostrar serviço resultou em muitos lances desperdiçados, pouca interactividade no meio campo e com isso, o Dijon chegou ao final da partida com uma vitória.
Destaques:
Aimar – Jogou apenas os primeiros 45 minutos, mas revelou-se como o melhor jogador do Benfica. Grande parte das jogadas de perigo saíram das suas iniciativas.
Gaitan – A par com Aimar, foi um dos destaques da noite, criando grandes desequilíbrios no ataque.
Jara/Urreta – Os dois melhores elementos do Benfica na 2ª parte, com o uruguaio a marcar o único golo da partida. Jara tentou desequilibrar, criou perigo, mas falhou na finalização.
Enzo Perez/Bruno Cesar – O primeiro esteve pouco em jogo, enquanto que o brasileiro, bastante participativo na 2ª parte, revelou-se ineficaz a construir jogo.
André Almeida – Foi o melhor elemento da defensiva encarnada, mas não deu grande profundidade ao ataque.
Fábio Faria/Miguel Vitor – Duas exibições bastante fracas que motivam preocupação entre as hostes encarnadas a poucos dias da pré-eliminatória para a Liga dos Campeões.
Matic/Javi Garcia – O sérvio jogou os 90 minutos no meio campo, mas fez uma exibição bastante fraca, especialmente a construir jogo. O espanhol, alterou entre o meio campo e a defesa, tendo mostrado grandes fragilidades no sector mais recuado.
David Simão – Entrou para lateral esquerdo (?), algo inadmissível, mas, na única oportunidade que teve, entrou pelo centro do ataque e assistiu Urreta para o 1-2. Isto não é apostar na formação, mas sim “queimar” um jogador, por sinal com potencial.
Benfica/Jorge Jesus – Com esta defesa banal, os encarnados vão ter grandes dificuldades para chegar à Liga dos Campeões, pois as primeiras partidas de acesso estão já aí à porta. Outro ponto que sobressaí é o facto de Jesus continuar a insistir no 4-1-3-2, dando pouca margem a outros sistemas. Em relação à rotatividade dos encarnados na Suíça, não se percebe o objectivo de Jesus, ao lançar os jogadores novos no plantel para a partida ao mesmo tempo, em vez de alternar com a equipa base da temporada passada.

