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Benfica empata com o Man Utd e sobe ao 1º lugar; Encarnados carimbaram o apuramento para a 2ª fase e podiam ter feito história em Old Trafford

Man. United 2-2 Benfica (Berbatov 29′ e Fletcher 59′; Jones 3′ pb e Aimar 60′)

O Benfica carimbou a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, com um excelente empate em Old Trafford, que poderia ter sido mais saboroso, tendo em conta a exibição da equipa de Jorge Jesus. O Manchester United, com o 3º melhor plantel da Premier League (sem Rooney, será mesmo inferior ao Tottenham e do nível do Arsenal e Liverpool), apenas teve um período de superioridade (no início da 2ª parte), enquanto que o Benfica esteve melhor técnica e tacticamente durante quase todo o encontro.

A partida começou praticamente com o golo encarnado, depois de uma boa iniciativa de Gaitán. O argentino cruzou para a área e a bola sofreu desvios em Evra e Jones, antes de entrar na baliza do United. O golo trouxe tranquiliade ao Benfica, que conseguiu gerir os acontecimentos durante os minutos seguintes. A pressão alta sobre os jogadores do United impedia que a equipa de Manchester estivesse perto da baliza de Artur, contudo, à passagem da meia hora, Berbatov cabeceou sem hipóteses para o brasileiro. Young e Aimar, ainda antes do intervalo, tiveram nos pés a hipótese de marcar para ambos os lados, mas Artur e De Gea defenderam com qualidade.

No início do 2º tempo, os red devils entraram com tudo, empurraram o Benfica para a sua defensiva, criaram oportunidades de golo e acabaram mesmo por marcar. Fletcher surgiu sem marcação na área e bateu Artur à segunda tentativa. Quando se pensava que os encarnados iam quebrar psicologicamente, Aimar voltou a bater De Gea (o espanhol falhou no pontapé para a frente, depois de um atraso). Até final, maior pressão da equipa da casa, ainda que sem grande qualidade de jogo ofensivo, algumas oportunidades para Artur brilhar e Rodrigo a ter nos pés a melhor oportunidade para o Benfica. Em suma, um excelente resultado, mas juntando todos os factores, fica a sensação que os encarnados perderam uma oportunidade histórica de vencer em Old Trafford pela 1ª vez.

Destaques:

Artur – Uma das melhores unidades do Benfica. Juntou à segurança habitual, duas defesas importantes (quanto a nós do outro Mundo, para os comentadores foram normais) quando Young e Fabio seguiam isolados.

Witsel – Foi para este tipo de encontros que o belga foi contratado. Impôs o seu físico no meio campo, fez sentir a sua presença na recuperação de bola e foi decisivo ao ganhar metros e esticar o jogo com a sua saída de bola e transporte da mesma.

Garay/Javi Garcia – O central argentino foi o melhor elemento da defensiva encarnada, enquanto que o espanhol foi um “tampão” à frente da defesa.

Rodrigo/Gaitán – O espanhol apenas apareceu nos últimos 10 minutos e foi algo “engolido” pelos centrais do Man Utd. Já o argentino entrou na partida a todo o gás, contribui para o 1-0, deu espectáculo na 1ª parte, mas desapareceu no 2º tempo.

Aimar – Voltou a marcar na Liga dos Campeões, foi importante nas transições ofensivas, mas acima de tudo destacou-se pelo seu sacrificio em termos defensivos.

Luisão/Emerson – O central brasileiro foi facilmente ultrapassado por Berbatov e fez a pior exibição esta temporada. Para agravar a situação ainda saiu lesionado (curiosamente até pareceu que a defensiva encarnada melhorou com a entrada de M. Vítor). Por sua vez, o lateral voltou a demonstrar as lacunas habituais, nunca conseguindo parar um pouco inspirado Valencia.

Benfica – Uma exibição colectiva bem conseguida em Old Trafford e um empate que se transformou na qualificação para os oitavos-de-final. Os encarnados entraram pressionantes e souberam explorar as transições ofensivas, onde quase sempre criaram perigo, enquanto que o meio campo foi bastante esclarecido na maior parte do tempo de jogo. Jorge Jesus este ano parece mais preocupado neste tipo de jogos (o mesmo se passou contra o FC Porto) em não perder, do que em vencer, pois esta noite podia ter perfeitamente levado de vencida este Manchester United.

Man Utd – Voltamos a frisar que os resultados que o United conquistou esta temporada são muito melhores, considerando o elenco que apresentam. Hoje, Nani foi o único a desequilibrar, Berbatov a espaços voltou ao nível que exibiu no Tottenham e Leverkusen, mas sem Rooney e com este meio campo tão limitado do ponto de vista da construção é impossível terem sucesso nesta Liga dos Campeões.

Liga dos Campeões – Grupo A: Nápoles 2-1 Manchester City (Cavani 17´e 49´; Balotelli 33´); Bayern Munique 3-1 Villarreal (Ribery 3´e 69´e M. Gómez 24´; de Guzman 50´). Grupo B: CSKA Moscovo 0-2 Lille (V. Berezutski 49´a.g. e M. Sow 64´); Trabzonspor 1-1 Inter Milão (Altintop 23´; Álvarez 18´). Grupo C: Otelul Galati 2-3 Basileia (Giurgiu 75´e Antal 81´; F. Frei 10´, A. Frei 14´e Streller 37´). Grupo D: Ol. Lyon 0-0 Ajax; Real Madrid 6-2 Din. Zagreb (Benzema 2´e 66´, Callejon 6´e 49´, Higuain 9´e Ozil 20´; Beciraj 81´e Tomecak 90´) – No grupo A, o Bayern Munique assegurou o 1º lugar do grupo, enquanto que o Nápoles ficou bem posicionado para garantir a 2ª vaga. No grupo B, o Inter também garantiu a 1ª posição, enquanto que Trabzonspor, Lille e CSKA vão lutar até ao último minuto pela segunda vaga. A vitória do Basileia na Roménia vai fazer da partida Basileia-Manchester United uma autêntica final para ambos os conjuntos. Finalmente, no grupo D, o Real Madrid perdeu a hipótese de chegar ao final da fase de grupos sem qualquer golo sofrido, mas conquistou a 12ª vitória consecutiva (algo que não acontecia desde a temporada 1960/61). Com o empate em Lyon, o Ajax ficou bastante perto do apuramento.

PS – Neste momento equipas como o Ol. Lyon, Manchester City e Manchester United poderão saltar para a Liga Europa, o que poderá alterar a ordem de valores no favoritismo à conquista da 2ª prova europeia. Preocupante para Sporting e Sp. Braga?

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