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Benfica empata em Barcelona mas diz adeus à Liga dos Campeões; Encarnados desperdiçaram uma oportunidade única de conseguir um resultado histórico em Camp Nou (águias estiveram muito perdulárias nos primeiros 55m e Maxi ainda ajudou à festa com um falhanço no último minuto), e vitória do Celtic deitou tudo a perder; Clube da Luz segue para a Liga Europa (uma prestação nesta LC decepcionante já que o grupo era demasiado acessível…foi perdido nos jogos em Glasgow e Moscovo), Messi (que foi suplente) saiu lesionado

Barcelona 0-0 Benfica

O Benfica foi relegado para a Liga Europa, depois de empatar 0-0 em Camp Nou, perante um Barcelona que entrou em campo sem Xavi, Iniesta, Messi, Dani Alves, Pique, Busquets, Valdes, Mascherano, Alba, Alexis e Fabregas. Os encarnados perderam uma oportunidade histórica de vencer em Barcelona, depois de uma primeira parte com várias oportunidades de golo desperdiçadas (Rodrigo, Lima e Ola John falharam na cara de Pinto) e acabaram por sair da prova (o Celtic derrotou o Spartak Moscovo por 2-1). Os catalães ganharam qualidade após a entrada de Messi (que saiu lesionado perto do final do encontro), enquanto Jorge Jesus preferiu segurar o 0-0 (no momento das últimas alterações, esse resultado servia). Contudo, não foi pelo jogo de hoje que o Benfica foi eliminado, mas sim pelo empate em Glasgow (o Benfica foi conservador) e a derrota em Moscovo (péssimo jogo dos encarnados).
Perante um Barcelona mais intranquilo na troca de bola, o Benfica entrou a pressionar alto e a obrigar os catalães a errarem. A pressão alta ia dando frutos, mas na primeira ocasião de golo, Rodrigo falhou escandalosamente. O avançado espanhol surgiu isolado, tinha Lima e Nolito em cada lado, e preferiu rematar… para fora. A resposta do Barça surgiu com Tello (aproveitou uma falha de Luisão), que ficou na cara de Artur, mas ao tentar fintar o brasileiro, perdeu o controlo do esférico. No minuto, seguinte, foi Garay a cortar sobre a linha, um desvio de Rafinha. O ataque catalão ficou-se por aí (no primeiro tempo), enquanto do outro lado, Lima desperdiçou mais uma ocasião soberana para marcar. Novamente na cara de Pinto, o brasileiro rematou rasteiro, mas o guarda-redes espanhol defendeu para o poste. Dois minutos depois, Lima serviu Ola John, que driblou um adversário e ficou frente a Pinto, mas, mais uma vez, o guarda-redes o Barcelona levou a melhor. Até ao intervalo, André Gomes rematou para defesa fácil, enquanto Rodrigo teve oportunidade de visar a baliza de Pinto, mas rematou para a bancada.

A segunda parte começou com um remate perigoso de Nolito (ao lado) e a resposta do Barcelona. Os catalães mostraram outra atitude e começaram a criar mais perigo. David Villa fez dois remates perigosos, Tello desequilibrou pelo lado de Maxi e o mesmo Villa desperdiçou o 1-0 na cara de Artur (Melgarejo afastou o perigo). Perto dos 60 minutos, Vilanova lançou Messi e o Benfica ficou em sentido (muitas faltas e maior agressividade, ainda que nem sempre bem aplicada). Os encarnados já não conseguiam pressionar a saída de bola dos catalães com eficácia e as jogadas de perigo abundavam. A mais clamorosa foi desperdiçada por Messi. O argentino ficou na cara de Artur, mas o brasileiro não se deixou enganar na finta e ainda parou a recarga de Messi (foi nesse lance que o argentino saiu lesionado). O Benfica tentou forçar durante o tempo de compensação e quase marcou aos 95 minutos. Boa jogada de envolvimento ofensivo e Maxi Pereira, em excelente posição para marcar, rematou para as nuvens…

Destaques:

Barcelona – Tito Vilanova apostou numa equipa renovada, mas os catalães estiveram longe do seu melhor. David Villa mostrou muito pouco na frente (tal como Rafinha), Tello ainda criou alguns desequilíbrios na segunda parte, Song não tem técnica para o jogo de posse do Barcelona, enquanto Pinto (fez defesas importantes), Messi, Piqué (trouxeram outra dinâmica ao Barça) acrescentaram muito aos catalães e Thiago Alcantara espalhou técnica pelo campo (falhou no capítulo do último passe, mas tem
tanta qualidade que é crime que não esteja noutra equipa, pois seria
titular em 98% das equipas do futebol Mundial).

Benfica – Os encarnados entraram muito bem na partida, pressionaram muito e foram criando situações de perigo, só que faltou o mais importante no futebol… o golo. Apesar de não ter sido por hoje que o Benfica foi eliminado, a verdade é a equipa de Jorge Jesus jogou o suficiente para sair com outro resultado de Camp Nou (seria histórico, apesar de ser outro Barcelona). O treinador português parece ter saído contente com o empate (nos últimos 20 minutos isso foi evidente e as substituições assim o confirmaram), mas o 2º golo do Celtic relegou o Benfica para a Liga Europa.

Ola John – Foi o melhor elemento dos encarnados. Esteve bastante desconcertante no lado direito do ataque, criou inúmeros desequilíbrios e esteve excelente ao nível do passe. A única falha foi quando desperdiçou o golo na cara de Pinto (o espanhol defendeu para canto).

André Gomes – Esteve bastante sereno no meio campo encarnado e ofereceu qualidade ao jogo encarnado. Depois de 8 minutos frente ao Spartak, esta acabou por ser a estreia a sério do jovem português, que mostrou grande competência nas suas acções.

Lima/Rodrigo – A dupla atacante do Benfica falhou na sua principal missão, que é marcar golos. O espanhol revelou individualismo no lance em que falhou na cara de Pinto e teve uma actuação desastrada, enquanto o brasileiro esteve um pouco melhor (fez o passe para isolar Ola John), mas também desperdiçou uma ocasião de ouro.

Melgarejo/Maxi – O paraguaio esteve bastante nervoso ao longo do encontro e não conseguiu dar profundidade ao seu flanco, enquanto o uruguaio desperdiçou a última ocasião de golo dos encarnados e passou por grandes dificuldades perante Tello.

Luisão/Garay – Algumas desconcentrações de Luisão, mas a dupla teve uma noite positiva perante o ataque catalão.


Matic/Nolito – O sérvio esteve entre o 8 e o 80 (excelentes recuperações de bola, mas alguma agressividade desmedida), tal como Nolito (o espanhol isolou Lima por duas vezes e teve um remate perigoso, mas fora isso, não apareceu).

Artur – O brasileiro disse presente quando foi chamado a intervir. Negou o golo a Messi e Tello quando seguiam isolados e esteve seguro entre os postes.

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