A primeira parte foi totalmente dominada pelo FC Porto, perante um Benfica preocupado em defender o 0-0. Os dragões tiveram nos pés de Fucile a 1ª grande ocasião de golo, negada de forma espectacular por Artur. Os encarnados, bastante presos no seu meio campo e com algum medo dos dragões, nunca incomodaram Helton. Pelo contrário, o FC Porto continuava a pressionar a defensiva encarnada e chegou ao golo através de um desvio certeiro de Kléber, após livre de Guarin. Um resultado ajustado, numa 1ª parte de bom nível dos dragões, perante um Benfica que se apresentou sem ideias, sem meio campo e realizou 45 minutos miseráveis.
A segunda parte começou praticamente com o golo do Benfica, com Cardozo a fintar Helton, após assistência de Nolito. O jogo poderia ter ganho novo balanço para os encarnados, contudo, na resposta, Otamendi, no meio da pequena área, desvio outro cruzamento de Guarin, e repôs os dragões na frente do marcador. Dez minutos depois, Cardozo falhou o empate na cara de Helton e, foi já com Guarin no banco de suplentes, que os encarnados chegaram ao empate. Saviola serviu Gaitán, com o argentino a rematar sem hipóteses para Helton. Um resultado que premiou as substituições de Jorge Jesus, enquanto que penalizou Vítor Pereira, que não deveria ter tirado Guarin do jogo.
Destaques, de acordo com o 11 anunciado pelo VM durante a última semana e os respectivos duelos individuais:
Vítor Pereira/Jorge Jesus – O técnico portista, à semelhança do que tinha feito contra o Feirense, voltou a demonstrar a sua incompetência ao nível das substituições, nomeadamente, ao tirar Guarín. Acabou por perder a capacidade de pressão e consequentemente deu o domínio ao Benfica; J. Jesus, por sua vez, acertou em cheio nas substituições, com Saviola a fazer mesmo a assistência para o 2-2, e Bruno César a oferecer maior qualidade ao nível do passe e posse de bola.
Helton/Artur – Um empate, com os brasileiros a evitarem o golo que parecia “certo” de Cardozo e Fucile, respectivamente.
Fucile/Maxi – O lateral portista esteve melhor, sempre mais ofensivo, dispôs inclusive da melhor oportunidade de golo da partida. Já o defesa encarnado não ofereceu muito ofensivamente e esteve demasiado faltoso.
Rolando/Luisão – Duas exibições pouco vistosas, mas competentes.
Otamendi/Garay – O 1º desequilibrou a balança a seu favor ao fazer o 2-1.
Álvaro Pereira/Emerson – Muito fracos no aspecto técnico, chegou a ser sofrível assistir às movimentações ofensivas dos 2 laterais esquerdos. Defensivamente estiveram igualmente mal, apesar de não terem tido participação directa nos golos sofridos.
Fernando/Javi – O brasileiro foi dos melhores na partida, na 1ª parte encheu o campo com a sua pressão e capacidade de recuperação da bola. Já o espanhol esteve francamente mal e pouco interventivo. Sem um “alvo” para marcar, devia (caso tivesse técnica para tal) ter sido mais forte ao nível da posse de bola e nas transições.
Guarín/Witsel – Apesar de algumas falhas ao nível do passe e da decisão, o colombiano foi o melhor elemento dos azuis e brancos. Por sua vez, o belga foi uma nulidade.
Moutinho/Aimar – O português fez o seu jogo típico de ocupação de espaços e pressão à zona e ao portador da bola, mas sem deslumbrar. Já o argentino foi o pior elemento do Benfica.
Varela/Nolito – Ambos fizeram uma assistência, mas o espanhol definiu sempre melhor os lances e venceu este duelo.
Hulk/Gaitán – O brasileiro entrou com tudo, fez jogadas ao nível de um top15 do Mundo, mas foi sempre alvo de marcação por parte de 2/3 jogadores e foi desaparecendo na 2ª parte. Já o argentino foi o melhor elemento do Benfica, não só por ter conseguido o empate, mas igualmente por ter sido o único a tentar esticar o jogo dos encarnados.
Kléber/Cardozo – Empate no número de golos, mas exibições distintas, o brasileiro ofereceu sempre uma grande disponibilidade física no ataque e o FC Porto acabou por sentir a sua ausência, quando Vítor Pereira o substitui, enquanto que o paraguaio falhou isolado o que na altura seria o 2-2.
Pinto da Costa/Luis Filipe Vieira – Apesar da qualidade do 11 portista, não se percebe muito bem como é que o maior orçamento de sempre do Porto resulta em apenas uma alteração (Kléber foi a única cara nova) em relação à época passada. Por outro lado, é notório que elementos como Álvaro Pereira estão “muito longe” do Dragão. Já LF Vieira parece ter ganho o duelo com os benfiquistas ao manter Jesus. Pelo menos, em relação à temporada anterior, o Benfica chega a esta fase com outras aspirações.


