SL Benfica 1-1 Ol. Marselha (Maxi Pereira 76´; Ben Arfa 90´)
Num excente jogo de futebol na Luz, Benfica e Marselha demonstraram o porquê das recentes exibições nos seus campeonatos. O resultado final de 1-1 é justo, numa partida com muitas oportunidades de golo para ambos os lados.
Começou melhor o Marselha, que com um meio campo liderado por Lucho e Cheyrou controlou as acções nesse terreno. Os franceses tinham mais posse de bola e Lucho Gonzaléz, por duas vezes falhou o golo de forma incrível. Brandão, servido por Lucho também falhou quando seguia frente a Julio César. O Benfica tentava responder em jogadas rápidas, com Di Maria a servir várias vezes Cardozo, mas o paraguaio estava em noite não no capítulo da finalização. Pouco antes do intervalo, Aimar falhou a melhor oportunidade do Benfica, após grande jogada de combinação. O argentino ficou sozinho na área perante Mandada, mas rematou fraco. Na 2ª parte, o Marselha voltou a entrar melhor na partida, com uns 20 minutos de maior pressing sobre o meio campo encarnado. Julio César foi obrigado a intervir várias vezes, sendo que aos 63 minutos fez a defesa da noite após cabeceamento de Niang. Logo a seguir, Jorge Jesus colocou Carlos Martins em campo, por troca com Aimar. O Benfica foi crescendo, sobretudo pela acção de um meio campo bastante batalhador. Aos 76 minutos, surgiu o golo de Maxi Pereira. Após cruzamento de Di Maria, o uruguaio aproveitou a falha monumental de Mandada e inaugurou o marcador. Pensava-se que a vitória já não ia escapar e o Benfica até podia ter chegado ao 2-0, num remate potente de Ramires à trave, no entanto, os franceses nunca desistiram e num cruzamento para a área, Ben Arfa cabeceou sem hipóteses para Julio César.
Um balde de água fria para os adeptos do Benfica, no entanto, um resultado justo, que dá ligeira vantagem aos franceses. O jogo do Velódrome promete!
Destaques:
Julio César – Fez a defesa da noite, num jogo em que, apesar de tudo, não foi colocado muitas vezes à prova.
Maxi Pereira – Sentiu algumas dificuldades perante Brandão, mas na 2ª parte acertou melhor a marcação. Teve o mérito de ter marcado o golo encarnado.
David Luiz – O melhor elemento em campo. Conseguiu anular perfeitamente o poderoso Niang e ainda dobrou na perfeição os laterais do Benfica.
Javi Garcia – Um dos jogos mais complicados para o espanhol. Sem o apoio de Aimar, perdeu claramente o duelo no meio campo para Lucho e Cheyrou.
Ramires – Protagonizou um dos momentos da noite, com o remate à barra, no entanto, não realizou uma boa exibição, falhando muitos passes e perdendo muitas bolas.
Di Maria e Saviola – Foram eles a criar os desequilíbrios, tentando por diversas vezes, através da sua velocidade e técnica criar perigo. Mereciam melhor companhia na linha ofensiva.
Aimar e Cardozo – O primeiro só apareceu em 5 minutos, denotando claras limitações físicas, já habituais nestes últimos meses. O segundo, não foi hoje a companhia ideal para Di Maria e Saviola, não dando sequência a muitas jogadas criadas pelos seus parceiros de ataque.
Marselha – Conseguiu controlar o jogo através de uma qualidade táctica e uma segurança defensiva assinalável. Teve algumas oportunidades para facturar e, acabou por justificar o empate final.
Lucho Gonzalez – Esteve no melhor e no pior, pois encheu o campo com a sua enorme cultura táctica, mas ao mesmo tempo, foi ele a desperdiçar as melhores oportunidades de golo do Marselha.
Diawara e Mbia – A dupla de centrais esteve a um nível altíssimo, sendo quase insuperáveis.
Restantes resultados:
Hamburgo 3-1 Anderlecht
Rubin Kazan 1-1 Wolfsburgo
Lille 1-0 Liverpool
Panathinaikos 1-3 St. Liège
Juventus 3-1 Fulham
Valência 1-1 Werder Bremen

