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Benfica termina 2011 a golear; O “endiabrado” Nolito (já leva 7 golos na Liga) derruba o Rio Ave e participa na melhor exibição encarnada dos últimos 3 meses

Benfica 5-1 Rio Ave (Cardozo 34′ g.p, Nolito 36′ e 71´, Saviola 45′, Garay 47′; Atsu 24′)

Os encarnados terminaram o ano com a sua maior goleada da temporada, até ao momento, fruto de uns 15 minutos intensos (final da 1ª parte e início da 2ª). Os vilacondenses entraram a ganhar, contudo, foram incapazes de suster o poderio ofensivo do Benfica.

A partida começou com um Rio Ave bastante rematador (Yazalde esteve perto do golo), mas cedo os encarnados tomaram o controlo do jogo. Saviola falhou a melhor oportunidade do Benfica, num momento de maior pressão encarnada. Na resposta, João Tomás obrigou Artur a aplicar-se e, pouco tempo depois, Atsu marcaria mesmo para o Rio Ave (num excelente remate de fora da área). O golo como que acordou os encarnados, que partiram para uns últimos 15 minutos bastante intensos. Cardozo empatou de grande penalidade, Nolito marcou um golo de um ângulo impossível e Saviola rematou certeiro após excelente assistência de Aimar. O início da 2ª parte começou novamente com um golo do Benfica, novamente assistido por Aimar. Garay subiu mais alto que Tiago Pinto e bateu Huanderson, num golo que “matou” com a partida. Até final do jogo assistiu-se a grandes movimentações ofensivas de parte-a-parte, com Kelvin a trazer outra dinâmica aos vilacondenses e os encarnados sempre com um “endiabrado” Nolito. O espanhol viria a marcar novamente, depois de um pontapé de canto marcado de forma rápida. Artur e Huanderson ainda tiveram oportunidades de brilhar, num resultado que premiou a melhor exibição dos encarnados em três meses.

Destaques:

Nolito – O espanhol regressou à titularidade para o campeonato e rubricou uma excelente exibição. Esteve sempre colado ao lado esquerdo do ataque, fez os habituais movimentos para o meio (rematou e assistiu companheiros por diversas vezes), mas foi num movimento para a linha que marcou o seu 1º golo da noite.

Aimar/Saviola – A dupla argentina regressou às boas exibições em conjunto, recordando as movimentações da temporada 2009/10. Saviola marcou um golo, Aimar fez duas assistências e o muito do futebol ofensivo passou pelos pés dos dois jogadores.

Maxi/Emerson – O uruguaio esteve bem no apoio ao ataque, contudo, voltou a demonstrar grandes fragilidades na defensiva, onde foi diversas vezes batido por Yazalde; o lateral brasileiro fez uma das melhores exibições pelos encarnados, com várias incursões perigosas no ataque e segurança na defesa.

Witsel/Cardozo – O belga jogou a maior parte do tempo encostado ao lado direito e o seu futebol perdeu-se nessa posição. Com isso, os encarnados também perderam uma pedra no meio campo, bem aproveitado pelo Rio Ave. Cardozo marcou o 8º golo na Liga e foi importante na manobra ofensiva dos encarnados (algumas tabelas e passes certeiros para Nolito).

Benfica – Os encarnados terminam o ano com razões para sorrir. Depois de algumas exibições muito apagadas, o jogo com o Rio Ave proporcionou bons momentos e muitos golos (2 meses depois, o Benfica voltou a marcar mais de 2 golos num jogo). Nolito voltou a estar ao nível dos primeiros jogos (quase sempre com a mesma finta, mas com grande eficácia) e a dupla Aimar/Saviola comandou o ataque da Luz, que termina o ano sem derrotas para o campeonato.

Atsu/Yazalde/Kelvin – Os três jovens vilacondenses deram grande trabalho à defensiva encarnada, devido à mistura explosiva entre velocidade e técnica. Atsu marcou um golo, Yazalde superou Maxi por diversas ocasiões e Kelvin agitou com jogo do Rio Ave no segundo tempo, contudo, faltou melhor definição dos lances aos três jogadores.

Rio Ave – Os vilacondenses estão com grandes dificuldades em pontuar fora de portas, contudo, nunca tinham sofrido mais de 2 golos como visitante. A defensiva e o meio campo falharam por completo, enquanto que o ataque não soube aproveitar os desequilíbrios dos seus flanqueadores. Fica na retina a facilidade com que o Rio Ave chega à baliza adversária, com vários elementos e sem cerimónias na hora do remate.

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