Um dos vários jogadores que se notabilizou recentemente neste Bodo/Glimt (Botheim e Solbakken podem ser os próximos a ‘dar o salto’) e que, inclusivamente, conquistou o seu espaço na seleção norueguesa. Por outro lado, será curioso perceber como será a sua combinação com Doucouré e Seko Fofana.
Patrick Berg é reforço do Lens, de França. O médio de 24 anos chega proveniente do Bodo/Glimt, líder do campeonato norueguês, e que se apurou na fase de grupos da Conference League atrás da Roma, de José Mourinho. Internacional A em 9 ocasiões, Berg realizou 40 jogos em 2021, onde apontou 6 golos e 4 assistências. Pela transferência, o 6.º classificado da Ligue 1 pagou cerca de 4 milhões de euros.


5 Comentários
Tiago Silva
Era o jogador mais maduro e preparado para os principais campeonatos dos que estavam no Bodo, muito completo e irá dar outro critério ao meio-campo do Lens que continua a construir uma equipa cada vez mais interessante.
Mr. Mojo Risin'
Depois de Atuesta para o Palmeiras por uma pechincha, Berg para o Lens por 4M.
MLS, Escandinávia, Japão… ainda há mercados com muito talento e que permitem negócios a preços simpáticos. Não percebo a não aposta e visão dos clubes portugueses para alguns destes mercados. É certo que em alguns deles pode haver uma adaptação mais complicada ao país, mas o talento vai sempre vir ao de cima (basta ver os exemplos do Nakajima, Fujimoto, Kyogo, etc).
Ainda sonho com o Jonas Wind no Sporting, mas já será impossível :)
João Ribeiro
Se é certo que podiam olhar mais para esse mercado, também se percebe porque não o façam com frequência.
Na MLS o salário mínimo é de cerca de 400 000 dolares por ano. Qualquer jogador da MLS que seja um acrescento a grande português viria, certamente, com um salário proibitivo. Claro que há um ou outro caso que não lhes importe tanto o salário mas sim o nível competitivo e que até poderiam aceitar, mas seriam muito caros. A nível qualidade/preço é um mercado pouco apelativo.
Nos países escandinavos, para equipas de nível médio-baixo os salários são também muito altos. Para os grandes é uma diferença de nível brutal (basta ver o que fazia por aqui Noah Holm e o que faz na Noruega, e neste caso nem sequer de um grande falo). Mais uma vez, claro que haverá um ou outro jogador que poderia acrescentar, e o Berg é esse o caso, mas percebo porque não se olhe para este mercado, ainda (ainda assim é um mercado com bastante potencial e que tem crescido).
No Japão, acredito que os motivos sejam idênticos aos das equipas escandinavas. Falaste do Nakajima, pois bem, é ver o que ele fez no FC Porto. No Portimonense, o salário não estava totalmente ao encargo do clube, estava repartido entre Portimonense e um fundo de investidores. Os restantes japoneses em Portugal note-se que estão cá quase todos por empréstimo.
Mr. Mojo Risin'
Admito que pensei, sobretudo, do ponto de vista dos clubes com mais capacidade financeira. E mesmo sem ser em jogadores feitos, mas sim na possibilidade de os trazer ainda para a formação (um pouco como aconteceu com o Skoglund, Lindelof, Oblak etc).
Acredito que para os clubes do top 4 para baixo seja mais complicado, sem dúvida. Pelo menos a nível de jogadores mais estabelecidos.
Quanto ao Holm e ao Nakajima, também me parece que sofreram um pouco pelo contexto. O Nakajima apanhou um treinador que nunca apreciou as qualidades dele e nunca o pediu no plantel e o Holm, do que vi, pareceu-me que foi lançado muitas vezes um pouco em desespero e a jogar poucos minutos sem uma aposta muito continuada (um pouco à semelhança de um Jota em 19/20), sendo que a época algo caótica do VSC também não deverá ter ajudado particularmente. Pode até não ter qualidade para este nível (e o nível na Noruega é bem mais baixo), mas não o consigo aferir pelo ano passado. São casos que falham, naturalmente, mas não me parece que seja por aí que haja grande possibilidade de aferir a qualidade e de como ele se transpõe para o futebol português. O próprio Maeda tem mostrado qualidade para muito mais, mas como se enfiou no contexto horroroso do Marítimo, sobretudo para jogadores ofensivos, teve dificuldades gritantes. Agora está às portas de um Celtic. O Porro, por exemplo, é o jogador que se sabe e teve dificuldades para superar um lateral banalíssimo no Valladolid. O contexto acaba por importar bastante, tanto a nível da estabilidade do clube, como do treinador que está no clube.
Mas admito que tenhas razão, pelo menos na questão dos salários, visto que em Portugal, a nível médio, não se paga propriamente bem. Mas acaba por ser uma aposta pessoal, veja-se o Taremi. Não veio receber nada que se comparasse com o que recebia no Irão, mas sabia que vinha para um clube bem estruturado e com clubes de Champions na mesma liga. Mas talvez seja uma exceção, confesso. A maioria talvez não pense assim e por isso seja mais complicado atrair, sem dúvida.
DNowitzki
E o africano que sempre nos deu (e continua a dar) talentos enormíssimos?