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Braga empata com Udinese; Gverreiros dominam por completo a segunda parte mas apenas conseguem marcar por uma vez!

Braga 1 – 1 Udinese (Ismaily 68′; Basta 23′)

O Braga não conseguiu esta noite mais do que um empate a uma bola no Axa, frente aos italianos da Udinese. Apesar de ter dominado grande parte do jogo, em especial a segunda metade da partida, os gverreiros provaram um pouco do “cinismo” italiano de que José Peseiro falou esta semana, e sofreram um golo cedo na partida, no primeiro lance em que a Udinese se aproximou da baliza de Beto. A equipa portuguesa atinge o empate já na segunda parte, mas este resultado sabe a pouco pela diferença da qualidade do futebol praticado pelos dois conjuntos. O golo sofrido pode ter algum peso na eliminatória, pelo que marcar em Itália na segunda mão se torna incontornável.
Num primeiro tempo em que a Udinese apostou em cortar linhas de passe e sair rápido em contra-ataque, o Braga conseguiu aos poucos contornar a estratégia adversária, mas só criava perigo de fora de área, onde Hugo Viana, Lima, e na melhor ocasião Paulo Vinícius foram testando a atenção do guarda-redes Brkić. Mas ao minuto 23 surge o balde de água fria. Na primeira vez que a Udinese chega com perigo à area, marca, de cabeça, por Basta. Os gverreiros não conseguiam entrar na área italiana apesar do domínio de jogo e posse de bola no meio campo contrário. A alternativa usada foi tentar a meia distância e depois de várias tentativas, eis que surge o golo, já na segunda parte, um belo remate de Ismaily de fora da área entra no ângulo da baliza contrária, depois de já ter tentado da mesma zona o golo com o seu remate forte. Antes, Beto tinha salvo o Braga do 2-0, num contra-ataque venenoso concluido com cabeceamento de Pinzi, ao qual o guardião luso respondeu com uma das defesas da noite. A entrada de Rúben Micael veio trazer mais dinâmica ao meio campo da equipa portuguesa, no entanto nem ele, nem Lima, nem Hugo Viana de fora da área conseguiram alterar o marcador até ao final da partida, encontrando sempre oposição do guarda-redes sérvio da Udinese.
Destaques

Braga – A equipa de José Peseiro fez a melhor exibição sob o seu comando. Os 60% de posse de bola e os 23 remates contra apenas 7 da Udinese demonstram a superioridade da equipa lusa, que no entanto falhou no lance do golo sofrido (Lima e Alan foram batidos de cabeça por Basta), e não conseguiu dar o melhor seguimento às muitas jogadas de ataque no momento em que se aproximavam da área. O resultado é curto para o futebol do Braga desta noite, que precisa agora de marcar em Itália (vencer ou empatar com dois ou mais golos marcados) para poder passar à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Udinese – A frieza italiana mostrou-se no golo marcado e nas outras duas oportunidades em que Beto se opôs ao golo, ou seja, três ocasiões claras de golo em outras tantas tentativas. O resto do jogo foi passado no seu meio campo, a defender, fechando bem os caminhos para a sua área e obrigando o Braga a correr atrás do resultado através de remates de longe. A equipa mostrou muito pouco futebol, meramente destrutivo e com recurso à falta, mas de salientar a velocidade nas trocas de bola no contra-ataque e o poder de finalização da Udinese, aspectos a ter em conta na segunda mão. O único elemento de destaque foi o guarda-redes Brkić, que evitou vários golos do Braga. A estrela Di Natale fez um jogo muito apagado, praticamente não teve bola e a sua pressão defensiva foi inconsequente.

Ismaily – Pelo golo que marcou, pelo remate também ele de muito longe que passou perto do alvo, pela velocidade que imprimiu na ala esquerda e pela boa resposta que deu defensivamente, o jovem brasileiro merece o título de melhor homem da partida. Ganhou definitivamente o lugar a Elderson, revelando mais e melhor capacidade ofensiva.

Beto – Não teve muito que fazer, mas em dois lances salvou autenticamente o Braga de um resultado mais complicado com duas belas defesas. Nota também para uma saída da baliza pouco ortodoxa mas que resolveu com segurança.

Hugo Viana / Custódio – O primeiro foi o motor do meio campo. Teve espaço para procurar a bola e fê-la circular por entre os seus vários companheiros durante os 90 minutos. Fez hoje mais remates do que o habitual, aparecendo bem na entrada da área, mas sempre sem sucesso. Custódio foi o responsável pelo “trabalho sujo”, recaíndo sobre ele a tarefa de parar os contra-ataques adversários, cobrindo espaços e fazendo algumas faltas “tácticas”.

Salino / Alan / Hélder Barbosa – A dupla brasileira da ala direita funcionou bem. Salino mais parecia um segundo extremo, tal foi o tempo que passou à frente da linha de meio campo. O português, a jogar pela esquerda, foi menos uma unidade em campo para o Braga, tal foi a inconsequência que deu aos poucos lances em que procurou participar.

Rúben Micael – Veio trazer mais capacidade de posse e trocas de bola ao meio campo gverreiro. Demonstrou bons pormenores técnicos, e esteve perto do golo, anulado por uma bela defesa do guarda-redes adversário.

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