Sp. de Braga 3 – 1 Naval (Mossoró 27′, Orestes a.g. 51′, P. César 81′; Fábio Júnior 90′)
O Braga venceu esta noite uma Naval praticamente inofensiva, e recupera assim algum ânimo depois de uma série de duas derrotas e um empate, e antes de um jogo muito importante frente ao Shakhtar Donetsk. Foi um jogo tranquilo, em que Felipe pouco teve que fazer, e a vitória bracarense peca por escassa dadas as oportunidades de golo. Mossoró, de regresso aos titulares, coroou os presentes com o primeiro golo, após 2 remates de Luis Aguiar e Alan bem defendidos por Salin. Com o golo o Braga moralizou, e falhou algumas boas oportunidades de ampliar o marcador. Chegava o intervalo, e tal como no jogo frente ao Paços, o Braga marcou na reabertura, num lance em que Salin não consegue segurar a bola na linha de golo, depois de Orestes ter tocado no esférico e com Alan também no lance. O Braga jogava bem, enquanto a Naval ia tentando segurar o meio campo, mas com alguma falta de criatividade pouco perigo conseguia criar no seu ataque. Numa boa jogada do recém entrado Salino, Paulo César, outro elemento saído do banco, matou o jogo na cara do guarda redes visitante. Até ao fim, golo da Naval, mais uma vez numa falha de marcação bracarense, e Fábio Júnior, regressado aos relvados nacionais, fez o gosto ao pé em frente a Felipe.
Destaques
Mossoró – O pequeno grande talento bracarense merece destaque hoje. Pelo golo, sim, mas também porque é de saudar o regresso à titularidade (depois deuma grave lesão) de um dos melhores criativos da época passada, e que tanta falta vinha fazendo ao Braga. Com pouco ritmo, é certo, algum medo ainda a sair-se às bolas, normal, mas desempenhou o seu papel na perfeição!
Matheus – O veloz avançado criou hoje bastantes dificuldades à defesa da Naval, com as suas arrancadas pelas costas dos adversários, ou a descair para a esquerda, dada a ausência de P. César. Foi aliás por este flanco que surgiu isolado em frente à baliza, sem no entanto ter marcado.
Sílvio – Teve um jogo bastante seguro, começou a cortar uma bola bastante perigosa quando o adversário se preparava para marcar, continuou o jogo atacando bem e defendendo ainda melhor, durante os 90 minutos. Está a valorizar-se o activo em quem António Salvador apostou para esta época, e certamente entrará nas contas de Paulo Bento para os próximos jogos.
Naval – A equipa da Figueira da Foz continua apenas com uma vitória nesta liga. E Victor Zvunka tem ainda algum trabalho pela frente, a avaliar por este jogo. Uma visita ao AXA nunca é facil, mas a passividade da equipa ditou a derrota, pouco agressiva, sem grande capacidade ofensiva e um meio campo que nunca se conseguiu impor.
Sp. Braga – Tal como o Visão de Mercado tinha dito em posts anteriores, o Braga precisava de rodar o seu 11 principal, abdicar de alguns elementos algo desgastados, dar-lhes descanso, e colocar alternativas para essas posições que fizessem com que a equipa não quebrasse, como aconteceu na Mata Real. Salino e Paulo César ficaram no banco, e a produtividade da equipa subiu. Luis Aguiar e Vandinho cumpriram no miolo, e Mossoró esteve livre, como tanto gosta, para “vaguear” pelo campo, na zona do 10. Assim o Braga poupa elementos cruciais para o segundo jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões desta semana, e consegue ao mesmo tempo um bom resultado esta noite.


