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Benfica: E se o Zenit pagar a cláusula de Witsel?

Continuamos a afirmar que o Benfica tem um plantel “assombroso” (ler aqui). Apesar de ser algo desequilibrado e apresentar algumas lacunas no processo defensivo, as individualidades que tem (e são muitas, incluindo os 2 melhores marcadores da última época, jovens como Rodrigo, e extremos de Top na nossa Liga, não só pelo que desequilibram como pela facilidade em fazer golos) vão sempre permitir a Jesus arranjar soluções para contrariar os adversários (salvo algumas excepções). No entanto um elemento pode contrariar toda esta ideia: Axel Witsel
O interesse do Zenit no médio é real (o campeão russo quer aproveitar estes últimos dias para fortalecer a sua equipa estando disposto a algumas “loucuras”) e a imprensa belga avança hoje que as hipóteses do ex-Standard rumar à Rússia, até quinta-feira, são fortes.  Parece óbvio que, nesta fase, o Benfica só vai deixar sair “Rallo” se o Zenit pagar a cláusula de rescisão. Mas se isso acontecer? Vai ficar o meio campo (na zona central) condicionado a Matic e Martins (sendo que o português se lesiona com alguma frequência)? Aimar, Gaitán e Bruno César podem ser 10’s mas nenhum consegue ser um 8 muito menos um 6. André Almeida e André Gomes também podem ter oportunidades, mas substituir o belga é diferente de ocupar a vaga de Javi Garcia.

Voltamos a referir, é certo que falta a este elenco encarnado um lateral esquerdo com outra “craveira” (desde cedo salientamos que o único que estava no mercado acima da média era Alvaro Pereira. O “adaptado” Eliseu ia sofrer as mesmas críticas que Melgarejo…aliás o paraguaio até tem cumprido, e vários foram os treinadores na história do futebol mundial que adaptaram jogadores neste sector), a posição de médio defensivo está condicionada (saiu um indiscutível e num péssimo timing, mas Witsel, Matic e André Almeida podem ser boas soluções), e as alternativas aos centrais e a Maxi não são as melhores (mas também poucos são os clubes no futebol mundial que conseguem ter 2 jogadores de Top para cada posição. Por exemplo o Man Utd só tem um trinco “puro” no plantel, Carrick, e nos últimos jogos até foi forçado a colocar o inglês a central). No entanto, perder o médio que foi apelidado pelo VM como o “reforço bomba” da última temporada, é que teria um verdadeiro impacto na equipa do Benfica. O belga é de longe o melhor jogador do meio campo encarnado (forte fisicamente (186cm; 80Kg), espalhou classe na nossa liga e também nos jogos da Liga dos Campeões na última época. Aliás, foi nos grandes jogos que o internacional belga brilhou mais alto. Joga com uma calma, uma tranquilidade e segurança que não são naturais num jovem de 23 anos. Ataca, defende, apresenta uma protecção de bola e controla o jogo do Benfica de uma maneira notável), e a sua saída tirava capacidade física e técnica ao elenco de Jesus. A ausência da sua polivalência (joga a 8,6,10 e até a lateral direito) seria igualmente difícil de colmatar, ainda para mais quando as alternativas não abundam.

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