A Vuelta e Almeida vão ter de mudar a estratégia? Por um lado a organização tem de arranjar maneira de travar estes protestos, caso contrário ainda vão estragar a Volta, por outro o português tem de parar os ataques sem sentido, onde só se cansa (hoje atacou a uma distância, onde não teria qualquer hipótese, devido à força da Jumbo, e no momento certo não teve energia, sendo certo que a rampa não o favorecia).
Momento surreal na Vuelta, a etapa 11, devido a um protesto pró-Palestina na chegada, não teve vencedor, tendo a organização definido o fim da prova a 3km da meta. Mesmo assim os tempos contaram, tendo Vingegaard e Pidcock, que atacaram na última subida, conseguido ganhar alguns segundos a João Almeida, que não teve forças para os acompanhar.
El coche de carrera para a Vingegaard y Pidcock. La etapa en Bilbao concluye sin ganador.#LaVuelta25 pic.twitter.com/D6IYShbYih
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) September 3, 2025


4 Comentários
DNowitzki
Toda a gente tem direito a protestar o que entender de forma ordeira. Hoje, colocaram em perigo a saúde dos ciclistas.
Tive oportunidade de assistir, ao vivo e a cores, no sul de Espanha a uma manifestação pela Palestina. Os manifestantes desfilaram, mostraram as suas bandeiras, gritaram as palavras de ordem, fizeram o ajuntamento final e seguiram o seu caminho. Ninguém os importunou, incomodou ou vilipendiou.
Segue-se o quê? Atacar os ciclistas da Israel?
A prosseguir este tipo de comportamentos, estás ações terão um efeito contraproducente.
Paulo Roberto Falcao
Há umas décadas atrás o Hinault, que era então o líder do ciclismo mundial, viu uma etapa do Tour interrompida por agricultores, e não foi de modas, saiu da bicicleta e desatou aos murros a eles, berrando: “isto é o meu trabalho!”. Este tipo de protestos, para além de perigosos uma vez que potencialmente criadores de quedas, são um total desrespeito pelo trabalho de 365 dias por ano dos ciclistas profissionais.
DNowitzki
Lembro-me muito bem disso, porque o Hinault é o meu ciclista de eleição.
As declarações do diretor da Vuelta são inenarráveis, convidando, no fundo, a Israel a abandonar a prova. Ao mesmo tempo, ninguém se chateia com a Emirates nem com o Mundial no Ruanda.
Cambiasso
Se havia etapa para ficar mais resguardado era esta, pois já sabiam que iriam ocorrer protestos e a etapa esteve em risco de não se iniciar.
Será que atacou inspirado pela vitória no país basco e achou que podia surpreender? Ou tenta mostrar-se sempre cada vez mais ofensivo e atacante para que a equipa confie de uma vez por todas?