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«Chamaram-nos ‘peseteros’ quando saímos do Real Madrid… e sim, fomos!»

Na altura estava entre os 10 melhores do Mundo (inclusive ficou no top 10 da Bola de Ouro) e com a saída perdeu esse estatuto.

Ángel Di María saiu do Real para o Man Utd em 2014 e a sua esposa não teve problemas em assumir publicamente que tudo se deveu ao lado financeiro. “Nós estávamos em Madrid e o Ángel estava a jogar para a melhor equipa do Mundo, na minha opinião. Estávamos perfeitos. O tempo era perfeito, a comida era fantástica … E de repente, um dia, o Ángel chegou e disse: ‘Saiu esta proposta de Manchester. Talvez fiquemos um pouco melhor em termos de segurança … ‘. Eu avisei-o logo para nem pensar que iria sozinho. ‘Sim Sim. Vamos embora’. Havia muito dinheiro envolvido, aliás depois os espanhóis chamaram-nos ‘peseteros’. E sim, fomos! Se trabalhas numa empresa e a concorrência chega e diz que te paga o dobro, vais!”, explicou num programa de TV. “Visitámos Manchester, quando Agüero e a filha de Maradona estavam juntos, fomos à sua casa… E assim que saímos de lá, disse ao Ángel para comprar casa em qualquer sítio, exceto lá, que horror. E um ano depois estávamos lá”, recordou Jorgelina.

13 Comentários

  • André Dias
    Posted Maio 6, 2020 at 10:35 am

    “Se trabalhas numa empresa e a concorrência chega e diz que te paga o dobro, vais!”

    Ora aqui está algo que muitas pessoas não compreendem. Eu percebo que o futebol envolva aquele romantismo e que seja impensável ver um jogador trocar um clube por um rival. Mas futebolista não deixa de ser uma profissão e os jogadores têm que procurar o melhor para si e para as suas famílias. Desde que sejam profissionais e dêem tudo pelos clubes que representam, não vejo problema.

    O que me incomoda são gajos como o Coentrão que por cada clube que representa vem fazer juras de amor. Mais valia estar calado e limitar-se fazer o seu trabalho.

    • AndreChaves9
      Posted Maio 6, 2020 at 10:45 am

      Quanto ao Coentrão simplesmente o QI é muito baixo.

    • Turiacus
      Posted Maio 6, 2020 at 11:28 am

      Sem dúvida alguma! Por isso é que é impossível de censurar jogadores como o Hulk que vão para a China ganhar balúrdios.
      A carreira de futebolista é relativamente curta, nem todos continuam no futebol e nem todos têm habilitações extra futebol ou marcas/investimentos (como o Ronaldo ou o Messi por exemplo) por isso é compreensível que procurem sempre os contratos mais vantajosos.

      • Xyeh
        Posted Maio 6, 2020 at 12:40 pm

        Jogadores como o Hulk que vão ganhar balúrdios não tenho nada contra porque continuam a dar tudo em campo mesmo em campeonatos muito mais fracos, não gosto é quando se vão “retirar” para esses campeonatos como o Tevez que andava a passo nos jogos e era o jogador mais bem pago do Mundo na altura.

    • Giuseppe F
      Posted Maio 6, 2020 at 12:39 pm

      Eu entendo essa visão, mas não partilho.
      Para mim seria impensável ir jogar no Partizan se alguma vez joguei no Estrela, mesmo que não tenha qualquer tipo de sentimento à priori pelo Estrela.

      Eu não vejo o futebol como um negócio ou uma competição de empresas em torno de um objetivo. Para mim o futebol devia ser romantismo, paixão e amor à camisola (mesmo sabendo que não é).

      Eu estou em plenas condições de dizer que nunca jogaria em alguns clubes por exemplo. Não jogaria mesmo, nem que para isso sacrificasse a minha carreira. Penso que há coisas mais importantes que títulos e dinheiro. Dou o exemplo do Totti. Podia ter saído da Roma, ganhado a Bola d’Ouro, ganhado a Champions, sei lá, as oportunidades que ele rejeitou. Hoje em dia era super titulado. No entanto, foi fiel ao clube do coração. Não sei se ele se arrependeu, mas para mim estará sempre na memória e na admiração. Outros que seguiram o caminho inverso para mim não me dizem nada por muito ricos e titulados que sejam. Eu quero ver o Haaland brilhar pelo Dortmund até acabar a carreira por exemplo. Não quero que o Mbappe saia do PSG, esse género de romantismo.

      Uma curiosidade: sabes a entrevisa do Scholes em que diz ao presidente do Inter: “Se queres que eu jogue para ti, tens de comprar este clube”? Isto marca a história do futebol, muito mais do que 5 champions ou biliões na conta bancária.

      Entendo que faço parte de uma minoria, mas nunca deixarei de sentir pena quando negócios como os do Rodriguez, Moutinho, Figo, etc acontecem, porque as pessoas em questão sabem o que está em causa. Eu aceito e compreendo mas não concordo.

      SL

      • André Dias
        Posted Maio 6, 2020 at 1:13 pm

        Scholes, Maldini e Messi estão no meu XI de eleição e também gosto do facto de terem sido sempre fiéis ao seu clube mas não vamos ser ingénuos. Não ficaram a lutar pela manutenção ou a ganhar uma sandes e um sumo. Jogaram ao serviço de gigantes, ganharam bons salários e conquistaram um palmarés invejável.

        Totti é um caso diferente e mesmo esse ficou a jogar na cidade onde nasceu e a ganhar um salário milionário, não fez propriamente um favor à Roma.

        É fácil projectar as nossas preferências sobre as decisões que os jogadores tomam e julgá-los de acordo com a nossa opinião mas é a carreira e a vida deles. Cada jogador decide o que acha melhor para si.

        Eu nasci em Lisboa e sou do Benfica. Se fosse jogador profissional adorava representar o meu clube até ao final da carreira. Mas se o Barcelona ou o Manchester United, os outros clubes que adoro, me oferecessem um salário 10x maior, a oportunidade de jogar num campeonato de topo e a hipótese de lutar pela Champions, não sei se pensava duas vezes.

        • AndreChaves9
          Posted Maio 6, 2020 at 1:32 pm

          CLaro. A não ser que no Benfica fosse possivel receber mais ou menos o mesmo e aí sem duvida que seria sempre melhor ficar. Infelizmente nunca vamos ter capacidade financeira para isso e pelos vistos também não sabem trabalhar com folga financeira portanto…

      • RomeuPaulo
        Posted Maio 6, 2020 at 1:26 pm

        Também vejo o futebol um pouco dessa forma, para mim, desde que te sintas bem onde estás, não faz sentido sair de um clube onde ganhas por exemplo 50 mil euros mês para ires ganhar 100 mil.

        O dinheiro é importante, mas a partir de uma certa quantia passa a ser supérfluo.

        No entanto, também percebo quem pensa o contrário, imagina que trabalhas na CGD e de repente o Santander oferece-te o dobro do teu salário, o que farias? Eles acima de tudo têm de ser profissionais.

      • Joga_Bonito
        Posted Maio 6, 2020 at 8:22 pm

        Subscrevo inteiramente.

    • Joaopcalves
      Posted Maio 6, 2020 at 4:29 pm

      Eu não vejo problemas em fazer juras de amor pelas empresas em que passo, se for lá feliz. Se não estou errado, ele fez essas declarações ao Benfica (especial por lhe te aberto as portas), Sporting (supostamente clube do coração), e rio ave (clube da terra dele). Não consigo ver problemas nisto, a não ser por Benfica e Sporting serem rivais, mas se formos a ver a situação dele, eu acho que também teria “sentimentos” por ambos.

      • André Dias
        Posted Maio 6, 2020 at 5:42 pm

        Em 2011 (no Benfica)
        “Toda a gente sabe que eu amo o Benfica, é o clube do meu coração”.

        Em 2015 (no Real Madrid)
        “De certeza absoluta que um dia voltarei ao Benfica. É o meu clube do coração.”
        “Contrariando rumores de que irei jogar no Sporting, e apesar do respeito que tenho pelos clubes portugueses, em Portugal só jogo no Benfica”.

        Em 2017 (no Sporting)
        “Sou sportinguista e sempre serei. O meu jogador preferido desde pequeno é o Figo. Desde pequenino que gosto do Sporting e sempre quis jogar no antigo Estádio José Alvalade.”

        Em 2018 (no Rio Ave)
        “Se há clube que eu amo desde que nasci, e nunca saiu do meu coração, é o Rio Ave”
        “Posso dizer à boca cheia que o meu clube do coração é o Sporting” (depois de um jogo entre Rio Ave e SCP)

        Em 2019 (ainda no Rio Ave)
        “Só tenho pena de não ter tirado pontos ao Benfica.”

        Agora diz-me se continuas a não ver problemas nisto.

  • Kacal
    Posted Maio 6, 2020 at 12:42 pm

    Não tenho nada contra quem pensa assim e segue este caminho, no fundo é a profissão deles. Para nós o futebol é um hobby, uma paixão até. Mas para muitos é apenas a sua profissão e há que pensar no pós-futebol e portanto o Di Maria fez o melhor para si e a sua família. Critico aqueles que dizem “Ai amo este clube e nunca representarei rivais” ou “Sou deste clube desde pequenino”, mas depois representam rivais ou dizem a mesma coisa quando assinam por outros clubes tudo por dinheiro. Agora quando representas clubes como empresas e fazes bem o teu trabalho, tudo bem. É a profissão deles. Foi pena porque atravessava a melhor fase da carreira e podia ter conquistado mais a nível de titulos e ter ainda mais reconhecimento na carreira, mas fez o melhor para si e os seus, há que respeitar.

  • MiguelRosa
    Posted Maio 6, 2020 at 4:47 pm

    Não me choca minimamente. Cada um sabe de si e da sua carreira.

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