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China contrata antigo campeão do mundo para selecionador

Italian national soccer team coach Marcello Lippi looks on next to the soccer World Cup 2006 during a press conference, in Duisburg, Germany, Monday, July 10, 2006. Italy won the soccer World Cup 2006 after defeating France in the final. (AP Photo/Andrew Medichini)Boa aposta? A potência do Oriente tem o claro objectivo de chegar ao topo do futebol mundial (o envolvimento do Presidente da República neste processo demonstra o empenho estatal nesta tentativa de desenvolvimento), mas a verdade é que apesar do investimento recente os resultados continuam a ser muito pobres. Nenhum dos milionários clubes chineses conseguiu chegar às meias-finais da Liga dos Campeões da Ásia e a nível de selecções o apuramento para o Mundial’2018 tem sido paupérrimo, com a China a estar no último lugar do seu grupo, com apenas 1 ponto conquistado em 4 jogos e com tarefa muito difícil para estar presente na Rússia. Veremos se o técnico italiano irá conseguir colocar as bases para que o futebol chinês dê um salto qualitativo.

Ainda não é oficial, mas toda a imprensa italiana é unânime em afirmar que Marcello Lippi será o novo selecionador chinês. O experiente técnico italiano, de 68 anos e campeão do mundo ao comando da Itália em 2006, deverá assim regressar ao país asiático depois de ter orientado o Guangzhou Evergrande entre 2012 e 2014. A seleção chinesa encontra-se neste momento sem timoneiro, depois da saída de Gao Hongbo, que não resistiu aos maus resultados da equipa no apuramento para o Mundial’2018 (último lugar no grupo A de qualificação, tendo recentemente perdido em casa com a Síria, num resultado bastante embaraçoso). Assim, o que se pede a Lippi não é que guie a equipa rumo à Rússia (tarefa já quase impossível) mas sim que revolucione o futebol do país, promovendo um crescimento que tem como ponto de mira principal a organização do Mundial’2030, no qual a China quer já ser competitiva. Terá sido o próprio Presidente da República Popular, Xi Jingping, a sugerir o nome de Lippi, que viajará para Pequim nos próximos dias para que se proceda à oficialização do acordo.

VM
Author: VM

8 Comentários

  • Kafka
    Posted Outubro 19, 2016 at 12:21 pm

    O Lippi já esta naquela fase da carreira do “deixa andar” e pré-reforma para ganhar uns trocos…não me parece que seja com este tipo de treinadores que já não estão 100% focados no futebol e que vivem à custa do seu passado, que a China irá fazer alguma coisa

    Sendo o Futebol a modalidade mais desenvolvida do Planeta (em virtude de ser a que tem mais practicantes), diria que é muito mais complicado recuperar 100 Anos de atraso no Futebol do que por exemplo numa modalidade como a ginástica artistica ou natação, ou outro tipo de modalidades com menos praticantes e consequentemente menos competitividade

    Assim sendo a China mesmo tendo a maior base de recrutamento do MUndo, ainda vai ter de penar muito até um dia conseguir de forma consistente ter vários jogadores de qualidade e consequentemente ser uma potência….é um longo caminho que terão que percorrer…

    • José S.
      Posted Outubro 19, 2016 at 12:58 pm

      É caso para dizer que ainda têm de comer muito arroz xau xau para lá chegarem!!
      Agora um pouco mais a sério, se realmente não começarem a trabalhar mais cedo e a sério, não podem estar evoluídos no futuro.
      De acordo com o kafta em relação ao treinador, mas quem é que aceitaria treinar a china se não fosse alguém na posição do lipi?
      Ele com a idade que tem já não tem nada a provar a ninguém, por isso ganha ele e ganham os chineses com a experiência dele, mesmo a trabalhar a meio gás.
      Cumps.

      PS: Eu acho é que a china precisa inserir algo na alimentação dos seus atletas, para ver se estes ganham mais alguns cm para pelo menos quando saltarem chegarem a barra da baliza…

    • boho
      Posted Outubro 19, 2016 at 1:01 pm

      Kafka, a tua leitura parece-me correcta, mas temos que adicionar o factor “naturalizações” à equação. E este factor pode ter um contributo tremendo na evolução dos resultados (se terá na evolução da modalidade no país…é outra conversa). Vejam-se os casos do Qatar ou da Dinamarca (nos anos 90 e 00) no atletismo ou do futsal em Itália e países de leste.

    • Jorge Santos
      Posted Outubro 19, 2016 at 2:00 pm

      Vão ter de fazer mais contratos com segundas ligas por este mundo fora para os clubes desenvolverem jogadores chineses em vez dos jogadores locais como fizeram em Portugal com a Ledman. Uma vergonha.

      Acho que nunca houve uma aposta tão residual em jovens jogadores na II Liga fora extra-grandes.

    • Pedro o Polvo
      Posted Outubro 19, 2016 at 6:49 pm

      Oh Kafka mais respeito pelo Lippi ahah! Quando fores velhinho não queres que te tratem assim! :) é um senhor do futebol, muito titulado, extremamente experiente! Muito deve a juve a este senhor antes de virarmos o milénio! Só tem uma Champions mas esteve em mais 3 finais! Podíamos ter aqui um caso sério, foram “pormenores”.

  • Ricardo Ricard
    Posted Outubro 19, 2016 at 12:37 pm

    A China daqui a uns anos e com algumas artimanhas com a ajuda da Fifa irá começar a estrar presente em mundiais. Neste momento estar lá o Lippi ou o Zé da Esquina é igual. Não há qualidade! O Lippi não treina há dois anos e já deixou o futebol a sério há 6 anos!

  • RodolfoTrindade
    Posted Outubro 19, 2016 at 2:20 pm

    A China nunca vai ser potência no futebol, é uma questão genética, os jogadores quando vêm a bola ficam com os olhos em bico.

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