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Froome é apenas o 3.º a vencer as 3 Grandes Voltas de seguida; José Gonçalves conseguiu um excelente 14.º lugar

Para chegar às 10? Se não lhe anularem a vitória na Vuelta esta é a 6.ª vitória em Grandes Voltas e a 3.ª consecutiva, ficando a apenas uma das 7 de Contador e a 5 do recordista Eddy Merckx. Ainda por cima o britânico deu a ideia que fez este Giro a 70%, por só ter forçado realmente nos últimos dias, quedas que teve, e até equipa que o acompanhou. Por outro lado parece que todos os anos acrescenta algo novo ao seu repertório. Nas últimas épocas surpreendeu com a técnica de descida (o ano passado venceu o Tour assim) e agora até já ganha com ataques a 80km; Num Giro que teve essencialmente 3 protagonistas – Viviani e Yates nas duas primeiras semanas, e Froomey na última, destaque ainda para o excelente 14.º lugar de José Gonçalves (e ainda esteve na luta por algumas etapas), para as 5 vitórias da Mitchelton-Scott, para as 3 da Bora (que ainda colocou 2 ciclistas no top 10), para o bom 2.º lugar de Tom Dumoulin (demonstrou que 2017 não foi por acaso), para a juventude no Top 10 (só 2 elementos com mais de 28 anos, sendo que Carapaz, a principal sensação, apesar de já ter apresentado qualidade em provas de uma semana, Sam Oomen e Miguel Angel Lopez ainda são sub-25), e para as desilusões, com Aru à cabeça (desistiu, mas já estava fora da luta pelo Top 15), mas Chaves (deitou tudo a perder numa etapa, mas esperava-se mais mesmo estando fora da luta) e Louis Meintjes (outro que desistiu quando já estava fora da luta). A nível geral, a monotonia na 1.ª metade da prova e os duelos nos sprints (Viviani, que só teve a oposição de Bennett, com esta concorrência parecia o Kittel) também deixou a desejar.

Chris Froome (Sky) arrebatou a edição 2018 do Giro, a que junta às vitórias do Tour (2013, 2015, 2016 e 2017) e Vuelta (2017), passando a ser o 3.º ciclista na história a vencer as 3 Grandes Volta de forma consecutiva – igualou Eddy Merckx (Giro e Tour em 1972 e Vuelta de 1973) e Bernard Hinault (venceu o Giro e Tour de 1982 e a Vuelta de 1983). Na etapa de consagração de Froomey, Sam Bennett venceu pela 3.ª vez depois de bater ao sprint Viviani. Já na geral Chris Froome terminou com menos 46 segundos que Tom Dumoulin e 4’57” que Miguel Angél Lopez. Carapaz, Pozzovivo, Pello Bilbao, Konrad, George Bennett, Sam Oomen, Davide Formolo, Geniez, Wout Poels, Henao, José Gonçalves e Carlos Betancur finalizaram o Top 15.

14 Comentários

  • Kafka
    Posted Maio 27, 2018 at 4:58 pm

    Junta-se ainda a Jacques Anquetil, Merckx, Gimondi, Hinault, Contador e Nibali como vencedor das 3 grandes voltas

  • Syd Barrett
    Posted Maio 27, 2018 at 6:52 pm

    Creio que se lhe retirarem a Vuelta, também lhe tiram o Giro tal como aconteceu com o Pistoleiro em 2011. Na minha opinião, não fosse o caso dos bifes, Contador sim poderia ter sido o melhor de todos os tempos. Vale o que vale, mas Froome consegue aos 33 anos, o que o pistoleiro conseguiu com 26, ou seja, ganhar as 3 grandes. A minha aposta para o Tour será para um da Movistar. Landa, Quintana, Valverde, a juntar a esses talvez Bennati,Erviti,Amador e Anacona (sem contar com Carapaz e Betancur que estiveram no Giro) equipaça.

    • porra33
      Posted Maio 27, 2018 at 8:39 pm

      Pelo amor da santa, de todos os tempos só se for de todos os tempos que você tenha visto… Merckx, Hinault e Indurain riram-se… Um bocadinho de noção por favor…

      • Syd Barrett
        Posted Maio 28, 2018 at 3:00 pm

        Sabes ler? Não me parece. Eu disse, Contador poderia ter sido o melhor de todos os tempos. Poderia. Com 26 anos já tinha ganho todas as grandes. Em 2011, com 29 anos já tinha ganho 9 grandes Voltas.Tendo em conta que aos 29 anos é o pico de um ciclista é assim tão descabido pensar que poderia ter sido o melhor voltista de sempre?

      • Syd Barrett
        Posted Maio 28, 2018 at 3:09 pm

        E nem vamos falar que os testes de doping quando esses senhores pedalavam era primário. O Merckx acusou 8 vezes doping, sendo que na altura fencamfamina ainda não era proibida.Qunado passou a ser, o Merckx foi banido do Giro haha. E para quem não sabe, essa substancia tem um efeito semelhante a anfetaminas.

  • Ray Romanoff
    Posted Maio 27, 2018 at 7:06 pm

    Se se chamasse André Cardoso ja tinha sido banido e já lhe teriam sido retiradas as vitórias mas como se chama Froome o processo demora e o gajo continua a correr esta proteção mete nojo.

  • porra33
    Posted Maio 27, 2018 at 8:33 pm

    Um Giro que fica marcado pelas quebras abruptas (à cabeça Yates, mas também Chaves, Aru e Pinot) e que fica marcado pelas excelentes exibições dos britânicos primeiro Yates e depois Froome. Em termos de sprints fica marcado pela luta entre Bennett e Vivivani claramente os melhores sprinters em prova e demonstraram-no. e a camisola dos pontos assenta bem em Viviani que dá sequência à boa época que a Quick-Step está a fazer (vamos ver agora Gaviria para o Tour).
    Em termos de decepções tem de se destacar Aru que parece sofrer do sindrome de UAE, mas também houve outros ciclistas muito abaixo do que já fizeram (Meintjes, Atapuma, Nieve, Hirt, De la Cruz, Pantano, Haig, Woods…) Ainda não foi desta que Pozzovivo fez top-3 mas já deu mais luta.
    Quanto a boas surpresas/revelações destacar Carapaz (excelente estreia), Angel Lopez demonstrou depois da época passada que tem que ser confirmado como um voltista e que mais cedo ou mais tarde vai lá chegar, Yates que era visto por muitos como um candidato ao top 10 e apesar de ter falhado mostrou que tem potencial, e finalmente e com orgulho José Gonçalves que obtém um 14º lugar e caminha para ser o melhor voltista português dos últimos 8 anos. Que tenha nova oportunidade para liderar a Katusha (para isso dava jeito que não fosse ao Tour) e quem sabe se nos próximos anos não poderemos ter aqui o ciclista português a fazer o top 10 numa grande volta.
    Fica também para a história as etapas que Froome ganha, que serão das mais bonitas vitórias da carreira já de si recheada do Britânico.
    Em termos de equipas nota positiva para a Quick-step, que foi competente, para a Sky que apesar de algumas desilusões conseguiu levar água ao seu moinho não sendo a Sky demolidora que vai para o Tour, e durante duas semanas a Scott, também tinha ciclistas muito fortes. As equipas menos talvez sejam a Sunweb (é preciso mais gente de qualidade para fazer companhia a Dumolin para o fazer ganhar outra vez) e a Astana (apesar de meter dois homens no Top10 Bilbao e Angel Lopez ficaram muitas vezes sozinhos, e e equipa tinha ciclistas fortes na montanha como Vilella ou Hirt, mas só Leon Sanchez se aguentou mais.
    Que o Tour tenha tanta emoção como este Giro (a Vuelta costuma ser sempre bastante emocionante)

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Maio 27, 2018 at 9:15 pm

    Froome entra no leque dos notáveis da modalidade, no olimpo dos voltistas ao garantir a GV que lhe faltava e ao vencer 3 de forma consecutiva. É, sem dúvida, o melhor ciclista da actualidade a nível de GV’s, o mais marcante depois de Contador e estou certo de que ainda pode acrescentar mais uma ou duas pelo menos ao currículo. Veremos se não começa já no Tour, pois terá novamente uma super equipa e, como está no negrito, pareceu fazer este Giro em modo q.b, beneficiando de uma oposição fraca no meu entender. Aliás, só uma oposição fraca poderia permitir um Giro tão espectacular e com tantas reviravoltas. Ciclistas como Pinot, MAL, Chaves, Carapaz, Pozzovivo, Yates, Bilbao ou Konrad não se podem sentar à mesa com Frooma, uma vez que, além da juventude, são elementos que ainda podem ter dias maus e que de um momento para o outro deitam tudo a perder. Pede-se regularidade numa prova de 3 semanas e, nesse sentido, só Dumoulin e Aru pareciam à altura. O italiano falhou redondamente, nem se viu, enquanto o homem da Sunweb foi o único a dar luta até final. Yates parecia ter subido o patamar que faltava, fez 2 semanas brutais, onde atacava e respondia facilmente, mas na 3.ª quebrou muito e é na 3.ª que nascem os campeões.

    Quanto aos sprints, também achei fraco e já esperava que Viviani, e, sobretudo, a Quick-Step dominassem. Não acho Viviani um fora de série, mas a preparação dos sprints por parte da equipa belga é notável e isso fez a diferença muitas vezes. 4 etapas é muito positivo, sendo que hoje terá ficado um amargo de boca e a sensação de que lado a lado Bennett está em melhor momento. Bom para a Bora não depender só de Sagan e ter outro sprinter competente.

    Por fim, nota para o lugar honroso do melhor ciclista português da actualidade. Foi pena não ter arrebatado nenhuma etapa, podia tê-lo feito.

  • Luis ES
    Posted Maio 27, 2018 at 11:40 pm

    José Gonçalves com uma excelente prestação neste Giro, com um honroso 14.º lugar!
    Na geral, Froome, que parecia já não ter hipóteses, arrebatou com grande mestria, atacando desde bem longe, como pouco se vê na atualidade nestas GVs, e conquistou uma rosa que não mais lhe escapou. Concordo em pleno com a VM, no aspecto de Viviani ter conseguido vencer vários sprints (Bennett fez umas cócegas… pouco mais), sem concorrência aparente. Destaque para Miguel Ángel López e para Carapaz, deram espectáculo nas etapas de montanha e deram outro alcance de visibilidade à luta pela camisola branca, como já não via há algum tempo. Pozzovivo gostei, mas está ainda muito tenro para poder lutar por um lugar no pódio até ao final. Também foi um Giro de azares, em especial para Yates e para Pinot, que ficaram a pé quando ninguém esperaria…

    • Crocas
      Posted Maio 28, 2018 at 9:35 am

      Nota apenas relativamente a Pozzovivo: ainda que tenha vindo a ser recorrente no Top-10 do Giro, não caminha para novo (vai acabar a época com 36 anos), pelo que “tenro” não será o melhor termo.

  • Crocas
    Posted Maio 28, 2018 at 10:59 am

    Volta marcada por diversos pontos:

    * Quebras de Froome com reviravolta espetacular.
    * Maior equilibrio na prestação de Dumoulin, i.e., mais lutador nas subidas.
    * Quebras na última semana de Yates. Bom TT.
    * Más prestações de Aru e Pinout (ainda que o último pareça ter tido problemas de saúdo associados).
    * Boa luta (finalmente) pela camisola da juventude.
    * Viviani
    * Vitórias em algumas etapas da Mitchelton.

    De uma forma geral, mais uma vez se nota que é complicado para puros trepadores lutarem contra atletas mais completos/equilibrados como os casos de Dumoulin e Froome. Veja-se por exemplo os casos de Dumoulin no Giro de 2017 e de Uran no Tour do mesmo ano, que conquistam os respetivos lugares no no último TT das provas.

    Ainda mais, o ataque de Froome fez-me lembrar uma das minhas voltas preferidas (Tour de 2011) onde Andy Schleck ataca a mais de 50km da meta (se a memória não me falha) e onde se viu Evans a carregar o comboio praticamente sozinho tentando minimizar perdas. Dessa etapa resulta um Andy líder que é destronado de seguida, mais uma vez, num TT, por Evans (ainda que merecido). São raros os casos num passado recente nos quais se verifica um trepador puro a triunfar face a um atleta mais completo, e que na maior parte dos casos se destaca facilmente face aos outros (veja-se as últimas edições das três grandes voltas).

    Este ano estou curioso para verificar a forma de Porte, Quintana e Landa, ainda que sejam casos completamente distintos.

  • johnny balls
    Posted Maio 28, 2018 at 12:23 pm

    quando é que se vai descobrir que anda dopado? 2022?

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