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Ciclismo – Epílogo de 2011 e Antevisão de 2012

2011
O ano de 2011 ficou marcado pela primeira vitória no Tour de Cadel Evans, após bater os dois irmãos Schleck. Foi uma Volta a França bastante emocionante (em termos de indefinição do vencedor), já que o australiano apenas garantiu a amarela no contra-relógio individual da penúltima etapa, onde realizou o segundo melhor tempo, sendo somente superado por Tony Martin. Andy Schleck teve um mau desempenho e provou, novamente, que o seu ponto fraco é a luta contra o cronómetro. Outro dos destaques do ano prende-se com o “regresso”, após controlo anti-doping positivo, de Alberto Contador, que nos proporcionou uma demonstração de força no Giro, ao deixar os seus companheiros de pódio (Michele Scarponi e Vincenzo Nibali) a mais de seis minutos e o restante top ten a mais de dez. À vitória final, o espanhol juntou ainda a camisola da classificação por pontos. Na Vuelta, a vitória foi de Juan Jose Cobo, que derrotou a armada inglesa da Team Sky, liderada por Christopher Froome e Bradley Wiggins. Quem assistiu, irá certamente lembrar-se do épico final da décima sétima etapa (ver aqui).
Nomes a realçar são também Philippe Gilbert, Mark Cavendish, Tony Martin e Edvald Boasson Hagen. O belga provou ser um autêntico “papa-clássicas”, ao conseguir ganhar as míticas Liége-Bastogne-Liége e La Fléche Wallonne, às quais juntou a Amstel Gold Race (todas na mesma semana!) e, mais tarde, a Clássica de San Sebastián. Estas vitórias permitiram-lhe chegar ao final do ano na liderança do Ranking UCI. Quanto a Cavendish, confirmou o estatuto de melhor sprinter da actualidade, pois às duas vitórias em etapas no Giro, somou igualmente cinco etapas no Tour e ainda a vitória nos Mundiais da Dinamarca. Já o alemão, foi o melhor contra-relogista do ano, ao vencer essa mesma prova nos Mundiais. Por último, o norueguês apresentou-se como um dos jovens mais talentosos do pelotão internacional, conquistando duas vitórias em etapas no Tour, entre outros resultados importantes.
As grandes desilusões do ano foram a Team Radioshack e Denis Menchov. A equipa americana não obteve nenhum resultado digno de registo, ao passo que do russo, esperava-se pelo menos um pódio numa das três grandes Voltas. Fabian Cancellara não teve um ano fácil. O suíço esteve muito desapoiado nas clássicas (lutava sempre contra três ou quatro equipas) e foi vítima de um grande desgaste no Tour, que prejudicou o seu desempenho individual. Em Portugal, o vencedor da Volta foi Ricardo Mestre. O pódio foi 100% português, com as nossas cores a conseguirem ainda cinco vitórias em etapas. Contudo, o maior destaque no ciclismo nacional este ano será a vitória de Rui Costa (Movistar) na oitava etapa do Tour, igualando o feito de Sérgio Paulinho na época anterior.
2012
O ano que aí vem será certamente entusiasmante. Iremos ter Alberto Contador a atacar em força o Tour, tendo como grandes rivais os irmãos Schleck e Cadel Evans. Andy, o mais novo, após consecutivos segundos lugares, pretenderá mais do que ninguém subir ao lugar mais alto do pódio em Paris. Aos nomes já referidos, há também que destacar o regresso de Alejandro Valverde, bem como o esperado crescimento por parte de Boasson Hagen. Este elenco de luxo promete animar e muito a Volta a França.
Em ano de Jogos Olímpicos, com a equipa inglesa a correr no seu país, certamente não quererá deixar fugir a vitória, contando com as capacidades de Cavendish. Bradley Wiggins pode surgir como segunda aposta, pois o terceiro lugar este ano na Vuelta é pouco para o que já prometeu.
Depois de um ano desastroso, a Team Radioshack e Denis Menchov tudo farão para voltar aos grandes feitos. É também expectável um regresso em grande de Cancellara, ele que ao seu melhor nível é uma autêntica “máquina” a pedalar. Será um ano onde Peter Sagan e Marcel Kittel tentarão evoluir e mostrar que podem ombrear com Mark Cavendish, Andre Greipel, Tyler Farrar e Thor Hushovd ao nível do sprint. Jurgen Van den Broeck, Vincenzo Nibali e Philippe Gilbert são três nomes a ter em conta, sem esquecer Christopher Froome, que terá um ano importante para provar que o segundo lugar na Vuelta não foi por acaso.
A nível nacional, expectativas elevadas para Tiago Machado. Após um ano em que conseguiu bons resultados e onde adquiriu experiência junto dos melhores, é a nossa maior esperança, quem sabe, para um brilharete numa das grandes Voltas, ou mesmo nos Jogos Olímpicos.
Qual o melhor ciclista de 2011? Desilusões e surpresas? Com as conhecidas fragilidades no contra-relógio, Andy Schleck conseguirá algum dia vencer o Tour? Quem será campeão Olímpico? Até onde pode chegar Tiago Machado? Tendo em conta que a Volta a Portugal passa por um período complicado (devido ao calendário), seria benéfico apostar no crescimento da Volta ao Algarve, que conta com óptimos ciclistas do panorama internacional?

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