
Falar em sorte ou azar faz pouco sentido, mas se a equipa de Pep depois do que fez (30 remates, várias oportunidades, domínio absoluto) não vence este jogo, fica a dúvida sobre como se pode rotular o que se passou. Kevin de Bruyne, enquanto teve capacidade física, deu espectáculo (duas belas assistências), a equipa esteve quase perfeita a anular as tentativas de transição do adversário, até as substituições, principalmente a entrada de Jesus, tiveram impacto na partida, no entanto a realidade é que os Citizens sofrem aqui um revés. Já o vice-campeão europeu esteve praticamente os 90 minutos em bloco baixo, praticamente só fez 3 ataques, mas marcou dois golos do nada, e agarrou-se à inspiração de Lloris, ao desperdício dos anfitriões e novamente ao VAR (2.ª vez que o City festeja um golo nos descontos contra o Tottenham e depois é anulado) para conseguir um ponto, mesmo tendo feito pouco ou nada para o merecer.
O Man City marcou passo na Premier League ao não ir além do 2-2, em casa, frente ao Tottenham. A equipa de Guardiola dominou, podia ter goleado, mas de maneira algo surreal sofreu 2 golos, nos únicos remates que os Spurs fizeram, e das poucas vezes que passaram o meio campo. Quanto ao jogo, Sterling fez o 1-0 aos 20′, mas na resposta, o Tottenham, que ainda não tinha atacado, empatou por Lamela. Pouco depois Aguero voltou a colocar os Citizens na frente, em nova assistência de Kevin de Bruyne. Numa fase em que o City já tinha desperdiçado o 3-1 em vários momentos Pochettino lançou Lucas e o brasileiro na primeira vez que tocou na bola fez o 2-2 na sequência de um canto. Até final o City foi à procura do goo, mas continuou a desperdiçar e quando marcou, já nos descontos por Gabriel Jesus, o VAR, tal como aconteceu na Champions, anulou.
XI do Man City: Ederson, Walker, Otamendi, Laporte, Zinchenko, Gündogan, Rodri, De Bruyne, Sterling, Agüero, Bernardo Silva.
XI do Tottenham: Lloris, Walker-Peters, Alderweireld, Sánchez, Rose, Winks, Sissoko, Ndombèlé, Eriksen, Lamela, Kane.


12 Comentários
Consuela
Jogadores de FIFA percebem este jogo. Domínio absoluto o jogo inteiro, o Tottenham nada fez para merecer sequer 1 ponto. DeBruyne é um Deus, aquele cruzamento é absurdo.
Depois o VAR, não vê um penalty claríssimo na 1ª parte, mas marca esta mão no fim, que anticlimático (pela 2ª vez, o City já tem pesadelos com isto frente aos Spurs).
Kafka
Numa jornada em que a exibição do Liverpool foi bastante inferior à do City, no fim é o Liverpool que sorri saindo da mesma com 2 de avanço
Frango do Ederson no 1o golo, bastante mal posicionado
Nunop
De Bruyne a 100% é o melhor médio do mundo na minha opinião.
Dois anos seguidos a festejar aos 93 contra o Tottenham no Etihad e o VAR a estragar tudo…..o da Champions percebe-se, é fora de jogo, este é ridiculo….o Laporte tem alguma intençao de tocar com a mão? Ta a ser empurrado pelo defesa, isto estraga o futebol. O 4-3 do Llorente na Champions a época passada foi validado e foi igual a isto
Jan the Man
Com a nova alteração das leis neste Verão, um lance no qual exista uma mão que dê em golo deve ser sempre anulado, quer está seja deliberada ou não.
Pode-se concordar com as regras ou não (pessoalmente acho uma estupidez não ser golo), mas estas foram aplicadas correctamente.
Kacal
O City foi totalmente superior, foi a única equipa a procurar a vitória e merecia vencer, sem duvida. Mas certo é que a bola desvia a trajectória e só vai ter ao Gabriel Jesus porque bate no braço de Laporte, para mim é bem assinalado.
RomeuPaulo
A verdade é que,com as alterações às leis da arbitragem, a decisão do árbitro foi a correta.
No caso dos atacantes, sempre que a bola tocar no braço e seja retirado vantagem disso, o que é o presente caso, o golo deve ser anulado.
Já no caso dos defesas, a história é outra, sendo mais difícil ser considerada infração.
Kacal
O City merecia mais neste jogo, claramente perderam 2 pontos e o Tottenham ganhou 1. O City merecia a vitória, havendo um vencedor seria sempre o conjunto de Guardiola. Tottenham não jogou nada na 2ª parte, isto em termos ofensivos porque tacticamente, defensivamente e na pressão exercida estiveram irrepreensíveis. Pochettino viu que seria complicado lidar com a superioridade dos citizens e simplesmente adoptou outra estratégia e acabou por resultar, quase o Gabriel Jesus a dar um balde de água fria mas correu bem. Total iniciativa entregue ao City que controlou o jogo a seu belo prazer e a bola esteve constantemente no meio-campo do Tottenham.
Mal o Tottenham tentava o contra-ataque era logo travado pela pressão do City, Otamendi esteve imperial com os seus cortes de carrinho. City perdia a bola, mas recuperava logo e voltava à carga com paciência, troca de bola tentando abrir espaços e fazendo combinações, perdia, recuperava, voltava para cima.
Podemos ver as coisas de dois prismas, há os dois lados da moeda. Num dos lados temos que aplaudir e admirar a teimosia de Guardiola, é sempre fiel à sua ideia de jogo e mesmo quando estão a perder ou empatados mantêm a calma e continua a trocar a bola e tentar jogar o seu futebol à procura de espaços para chegar ao golo. Já aconteceu chegarem ao objectivo, hoje não aconteceu. Mas por outro lado acho que por vezes o City podia tentar jogar mais directo, meter mais gente na area e mandar alguns cruzamentos, tentar o remate de fora da area, digo isto em momentos mais finais em que precisam do golo. Hoje, por exemplo, podiam ter feito isso e notou-se no Mahrez que entrou e não acertou uma para a caixa, tentou o drible 2 ou 3 vezes e perdeu a bola, uma delas até fintou-se a si próprio esquecendo-se da bola, outra vez tentou um passe para o lado e permitiu a recuperação ao jogador do Tottenham. Mais valia ter mantido o Bernardo e este tentar cruzar ou rematar. Basta ver que o 3-2, que depois foi anulado, surge de uma bola parada. Podia ser mais pragmatico em certos momentos o Guardiola, mas há os dois lados da moeda e também admiro e aplaudo esta teimosia, esta filosofia.
Ganhou o Liverpool que lucra aqui 2 pontos ao City e ao Tottenham.
Que jogador é Kevin de Bruyne! Claramente o jogador + deste City. A sua visão de jogo e inteligência é incrivel, mas também é um jogador raçudo e imponente fisicamente. Lembro-me de 3 lances em particular. Um foi o 2º golo onde ele vê Aguero na area, procura o espaço e ataca-o, cruza logo, mas ela já sabia tudo que queria fazer antes de o fazer. O 2º é uma disputa a meio-campo onde recupera lança David Silva que perde a bola, ele recupera novamente e lança-o novamente e o espanhol volta a perder e ele luta e quase recuperava novamente. O 3º é aquele contra-ataque em que o Gabriel Jesus impede que a bola fosse para o Bernardo, ele recebeu e já sabia que o Bernardo estava ali sozinho a subir e que ia meter lá o passe. Estes 3 momentos descrevem a capacidade de KdB, fantástico! E o Otamendi esteve imperial na 2ª parte, quando está nesta forma é complicado passar por ele. Mas sim, City merecia mais!
Tiago Silva
Como é que isto termina empatado, o City dominou de início ao fim e se fosse mais eficaz poderia ter ganho por 5 ou 6. O Tottenham fez o que pode, mas quando se dá espaço aos comandados de Pochettino raramente perdoam. No primeiro golo do Tottenham abriram um buraco gigante e o Ederson estava mal posicionado. O segundo foi de canto.
Este City jog tanto, a forma como anularam o Tottenham e bloquearam todas as saídas para o ataque.
Goncalo Silva
Grande sufoco do City, mereciam claramente a vitória. Penso que este foi dos jogos mais bem conseguidos por parte do City em termos de recuperação de bola. Não é que o Tottenham tenha jogado mal, para mim foi muito mais mérito do City do que demérito dos Spurs. O City conseguiu sempre colocar 4 jogadores a pressionar de alguma maneira o portador, o que torna praticamente impossível sair a jogar.
Quem ganha é o Liverpool, que jogando muito mal consegue na mesma ganhar pontos a um super-City nesta jornada.
RLuz
Aqui discordo contigo Gonçalo!
Obviamente que dou mérito ao City, mas a exibição do Tottenham mínimo foi patética, e para uma equipa que quer lutar por algo este jogo foi completamente inadmissível!
RLuz
Cada “tiro”, cada “melro”!
O Tottenham não jogou futebol, apenas sobreviveu!
Uma exibição que foi má demais para ser verdade.
Foi de uma passividade total, ouve situações que até me fez lembrar do United de Mourinho.
É melhor não repetir destes jogos porque, golos caídos do céu e desacerto na hora de finalizar acontecem poucas vezes com equipas do calibre do City.
Quanto ao Manchester City, fez tudo o que era possível para ganhar e golear confortavelmente o jogo, dado que foram a única equipa que efetivamente jogou futebol.
KDB, parece que tem “olhos” na bota, deu uma autêntica aula de como cruzar uma bola com “peso conta e medida” para os companheiros.
Ederson acaba por ficar diretamente ligado ao resultado, porque aquele primeiro golo foi uma tremenda falta de concentração e de posicionamento, porque o remate do Lamela(apesar do golo e da assistência foi penoso vê lo em campo) foi frouxo e quase ao meio da baliza!
George Orwell
Que senhor banho de bola. É surreal o que o City joga e cria.