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Claques: Criminosos ou apaixonados?

O futebol é um desporto emocionante. Arrastando multidões, é seguramente a modalidade mais vista e praticada em todo o planeta, sendo também aquela que atraí mais espectadores. Infelizmente em Portugal comparando com  Inglaterra, Alemanha ou Espanha os estádios estão cada vez mais vazios e o movimento e concentração de pessoas antes dos encontros é cada vez menor. As razões para tudo isto, são inúmeras e a culpa pode e deve ser repartida entre Federação, Liga, árbitros tendenciosos, jogos em horas impróprias, jogadores cada vez com menos qualidade e sem capacidade para atrair pessoas, e claro está…os próprios clubes.
Tentando contrariar esta tendência negativa, um grupo de pessoas reúne-se em apoio ao seu clube do coração e seguem-no para todo o lado, independentemente das causas e/ou consequências que isso poderá acarretar: as chamadas “claques”. Apelidados constantemente de “criminosos”, os movimentos organizados de adeptos podem ser definidos como radicalistas pela sua dedicação e devoção ao seu clube, apoiando-o incondicionalmente. É um termo distinto para definir uma “claque” mas talvez seja o mais correcto. Falar de claques, é uma associação rápida à violência, droga e todos os males da sociedade sem que isso passe de meras suposições, isto apesar de ser público os constantes problemas entre os grupos de adeptos com a polícia ou acontecimentos infelizes.
O futebol nacional atravessa um mau bocado, sobretudo ao nível da assistência de jogos. É impensável que hajam cerca 300 pessoas assistir a um jogo do primeiro escalão do futebol português. As claques acabam por ser uma lufada de ar fresco em cada estádio e pese embora a sua fama, fazem parte do jogo. São um suporte para os atletas mas também para todos aqueles que assistem ao jogo ao vivo, dando cor e brilho a um encontro de futebol. Sem cânticos, sem tochas ou bandeiras, cada partida seria apenas “mais uma”, onde os “velhos do Restelo” trocariam ideias entre si, dando as suas opiniões e por norma lembrando jogadores do passado, como o Damas é que era bom, o Bento era o melhor, isto com o Pedroto é que era, etc. No entanto, deve existir um equilíbrio no futuro entre as várias entidades que participam num jogo de futebol e são de lamentar as inúmeras cenas que assistimos por vezes. Violência e males à parte, as claques fazem falta ao futebol português e ao futebol em geral, e apesar do radicalismo ser levado por vezes ao extremo, a paixão e intensidade com que vivem cada jogo, são únicas. 
Qual a sua opinião acerca das claques? São essenciais num jogo de futebol ou não passam de um “bando de arruaceiros”? Existe um estereótipo social face às mesmas? Sem elas o futebol e o seu palco (o estádio) não seria uma mera sala de cinema, onde as únicas manifestações seriam nos golos e a pressão sobre o adversário e o árbitro deixaria de existir? Grécia/Turquia, Itália, ou Alemanha/Inglaterra que tipo de claques aprecia mais e qual a sua predilecta?
A.Mesquita

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