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Costinha em declarações à Lusa



Costinha prestou algumas declarações à Agência Lusa, na qual falou sobre o seu novo cargo como dirigente, das suas responsabilidades, do seu amor ao Sporting e de uma oferta de trabalho por parte de José Mourinho.

O director do futebol do Sporting referiu que um dirigente se “quiser ter sucesso não pode ter férias nem horários diários definidos”, ressalvando que o tempo disponível para estar com a família será sempre imprevisível. O dirigente leonino afirmou que não tem problemas em lidar com as responsabilidades e admite sentir alguma pressão, mas não muita. “A verdadeira pressão sente-a quem ganha o salário mínimo e tem de alimentar uma família, quantas vezes sem tempo nem condições para desfrutar do lazer”, referiu Costinha, para quem “os dirigentes e os jogadores são uns privilegiados”.

Costinha foi confrontado com as diferenças entre a carreira de jogador e de dirigente, à qual referiu que as obrigações profissionais de um jogador limitavam-se “a cumprir as ordens” do treinador e do clube e “a aperfeiçoar técnica e tacticamente a sua condição de jogador”, o que não se compara com a actividade de um director para o futebol: “Neste momento deixei de ter horários fixos e as minhas obrigações passaram a ser definidas em função dos objectivos a que o clube se propõe”. Apesar desta distinção, Costinha refere que tem de existir uma interligação entre o dirigente e o jogador, tendo em conta que “um precisa do outro e vice-versa”. “Um futebolista preocupa-se essencialmente em treinar o melhor possível para, no dia do jogo, render aquilo que o treinador, a direcção e a massa adepta dele esperam” afirmou, estabelecendo depois um paralelismo com o seu cargo. Dos dirigentes, acima de tudo, esperam o clube, os adeptos e a equipa um “apoio forte e incondicional” na procura de soluções para assegurar “a estabilidade imprescindível para se atingir o sucesso”.

Costinha referiu também à Lusa que foi convidado por José Mourinho para integrar a sua equipa técnica, mas optou por seguir uma carreira de dirigente, por sentir que tinha mais perfil para essa função. “Ponderei o convite, pois trabalhar com um treinador tão especial como José Mourinho está ao alcance de poucos. A força com que ele me incentivava levou a que pensasse nisso. No entanto, no meu íntimo, sempre senti que tinha mais perfil para a função que ocupo hoje”.

Costinha confessou à Lusa que as novas obrigações e responsabilidades que assumiu lhe exigem um esforço mental e físico maiores do que quando era jogador.

Passei a ter responsabilidades na definição de políticas de administração de uma equipa de futebol, o que significa ser confrontado com imprevistos aos quais tenho de dar resposta imediata”. O tempo no dia a dia passou a estar mais preenchido e como tal não tem horas para nada e nunca sabe quando é que vai terminar. Apesar das novas rotinas, muito mais exigentes, o director do futebol do Sporting não se queixa: “Posso dizer-lhe que me está a dar imenso prazer, mais ainda por estar a trabalhar para o meu clube do coração”.

Para finalizar, Costinha, lamentou-se por nunca ter representado o clube do coração (Sporting) ao longo da sua carreira de futebolista, mas sente o maior orgulho de poder trabalhar na grande instituição que é o clube leonino e ajudar a construir uma equipa campeã num futuro próximo.

Será este o homem certo no lugar certo da estrutura do Sporting? Poderá Costinha devolver ao clube a vitória no campeonato que já foge há 8 anos e construir uma equipa competitiva na Europa?

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