Nos tempos de hoje, é impensável imaginar um jovem alemão, de um nível alto e que actue do meio campo para a frente, que não tenha uma vasta gama de recursos técnicos e uma excelente capacidade de interpretação do jogo. Da nova geração, vêm logo à memória nomes como Mario Götze, Marco Reus ou Julian Draxler, todos eles com uma qualidade fora do comum. Desde que há uma aposta séria na formação, este é o perfil mais habitual entre os jogadores de maior potencial que vão surgindo. Julian Brandt, que está a ter uma afirmação bastante rápida no Bayer Leverkusen, é um dos principais candidatos a next big thing do futebol germânico. Com uma técnica muito acima da média, é um extremo bastante explosivo, que consegue deixar adversários para trás apenas com a sua capacidade de aceleração. Mas o que o define como um potencial craque é mesmo a qualidade como define os lances. Apesar de ser muito forte no 1×1, demonstra muita inteligência na forma como decide, procurando normalmente o espaço central (saindo desde o lado esquerdo) para criar desequilíbrios. A criatividade e imprevisibilidade de Brandt encaixam perfeitamente no modelo de jogo de Roger Schmidt, que, depois da saída de Son para o Tottenham, viu no jovem a melhor solução para o 11 titular. Já no ano passado tinha tido bastantes oportunidades, mas esta está a ser a época de afirmação em pleno. Tem feito boas exibições mas com alguma irregularidade, tal como a equipa. No entanto, é claramente uma das grandes apostas do clube, que o “roubou” ao Wolfsburgo depois de ter dado nas vistas no Euro Sub-17 de 2012. Não se pode pedir a um miúdo de 19 anos que assuma desde já todo o protagonismo numa equipa de Liga dos Campeões, mas a injecção de competitividade que está a receber numa fase tão inicial da carreira irá certamente ser muito importante no seu crescimento. Para além do talento que tem, Brandt parece estar no sítio certo para evoluir, ele que há um ano até foi noticia por ter dado uma nega ao Bayern para rumar a Leverkusen, já que não queria prejudicar a sua carreira.
Esta rubrica destina-se a jogadores nascidos em 1996. Os parâmetros de selecção são os feitos dos jogadores até ao momento e, principalmente, o seu potencial e o nível (patamares em termos de projecção Mundial) que poderão atingir no futuro. Mesmo considerando que são seniores de 1.º ano já é possível mencionar elementos que nesta fase apresentam algumas destas características.



0 Comentários
Rodrigo Ferreira
Estou expectante em relação aos nomes acima, pois gosto muito do Brandt e não tenho dúvidas de que será um dos principais jogadores do futebol alemão nos próximos anos. Conjuga frieza, técnica, velocidade, criatividade e remate, ou seja, tem tudo para se tornar num excelente jogador. Schmidt, o técnico ideal para o potenciar, sabe bem o que tem nas mãos e não poderia ter arranjado melhor alternativa para substituir Son a curto e, sobretudo, médio prazo.
Anónimo
Só estou observando para saber se o VM não vai colocar o Gabriel "Gabigol", entre os 5 primeiros.
Natan Fox
gonçalo Duarte
Ele é assim tão bom?Só para perguntar pois nunca o vi jogar mas já se criou muita expetativa,é que o Vitor Andrade também era o novo Neymar
Anónimo
Não esquecer Ganso, Pato, Robinho e tantos outros que iriam lutar por bolas de ouro mas que nunca conseguiram afirmar-se completamente no futebol europeu. Há que ter muito cuidado com os jogadores brasileiros já que o campeonato onde jogam até os reformados viram craques.
André Martins
André Gomes
Vitor Andrade nunca teve o mesmo impacto que o Gabigol,gonçalo Duarte. Na verdade, não sei por que se criou tanto hype em relação ao atual jogador do Benfica. Aqui mesmo no Brasil ele não era tão falado assim (tinha certos exageros falando do Vitor sim, no entanto, vi mais essa comparação vindo da Europa). Mas o fato é que Gabriel é superior e, na minha opinião, é o melhor jogador pós Neymar no Santos.
Nuno Gois
Gabriel barbosa é bom? é fenomenal… tem muito golo, antecipaçao, é rapido, cabeceia bem a bola, tem sentido posicional, postura… caracteristicas ideias para um jovem avançado começar desde ja a vingar na sua liga e clube, onde espero nos proximos anos, ve-lo como uma das maiores referencias atacantes a nivel mundial
NG
gonçalo Duarte
André Gomes e Nuno Gois
Obrigado,vou estar mais atento então
Ruben
Epá eu sou português mas às vezes leio aqui comentários em resposta ao Natan (abraço pra ele) que até me deixam constrangido. Parece que têm algum ódio de estimação ao Brasil ou assim. Qual é o puto português que, jogando 3 ou 4 jogos seguidos bem, também já não é o melhor do Mundo nas vossas bocas ? Isso acontece em todo o lado !
José Miguel Mota Pinho
Tenho de admitir que náo vi muitos jogos do Gabigol mas do que vi considero o Julian Brandt superior para além de este último ja estar a um nível competitivo muito mais elevado.
Pinho
César Torres
André Martins é engraçado escreveres isto quando os melhores jogadores do teu campeonato nos últimos anos têm sido na sua maioria brasileiros.
Anónimo
Excelente projecto de craque! Basta o ver com a bola nos pés e vemos logo que tem um talento acima da média. Aliás a geração alemã de 1996, embora o Europeu da categoria tenha corrido muito mal, é muito boa, com vários jogadores com excelente potencial, como por exemplo: Lukas Klostermann, Timo Werner, Jonathan Tah, Leroy Sané (já referido neste ranking) e Timo Baumgartl. Mas Brandt parece ser o mais talentoso, a ver se segue as pisadas de Reus, Gotze e Draxler!
Knox_oTal