Um ciclista com qualidade, que esta época fez 5.º no Paris-Nice e que também já tinha feito Top 5 na Vuelta, além de ter vencido uma etapa no Giro.
Muito triste! Gino Mader faleceu aos 26 anos na sequência da queda na Volta à Suíça. O ciclista helvético caiu ontem numa ribanceira, na descida do Albulapass, a grande velocidade, juntamente com Magnus Sheffield, e não resistiu.
🙏🏻 Gino, thank you for the light, the joy, and the laughs you brought us all, we will miss you as a rider and as a person.
❤️ Today and every day, we ride for you, Gino.
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— Team Bahrain Victorious (@BHRVictorious) June 16, 2023


10 Comentários
GrammarPolice
Notícia terrível, pela maneira como descreveram a queda ontem não tinha nada bom aspeto e o pior veio a confirmar-se. A integridade dos ciclistas precisa de ser melhor defendida.
Vergueiro
Uma verdadeira tragédia. Qualquer desportista que morra no exercício da sua profissão é trágico. No ciclismo muitos arriscam muito nas descidas (Nibali era um deles).
Joga_Bonito
Que horror morrer assim! Deus o tenha!
porra33
Uma tragédia… Os ciclistas vão a grandes velocidades nas descidas e estas quedas são coisas que pode acontecer. Paz à sua alma, Mader era um ciclista com muita qualidade e fiável.
DNowitzki
Todos os dias, partem pessoas em decorrência de acidentes de trabalho. O Gino veio engrossar essa trágica lista.
Paz à sua alma e que quem fica saiba honrar a sua memória.
Agostinho, recebe aí o rapaz.
Sede de vencer
Estou chocado. Chocado.
Pelo que julgo saber, o acidente deu-se em descida. A ser verdade, era bom que se conseguisse perceber o que provocou o acidente.
Quanto à UCI, da mesma forma que regulamentou a utilização obrigatória de capacetes ao longo da totalidade da etapa, impedir posições de descida à Froome, entre outras – devia, no meu ver, continuar o seu trabalho de impedir situações potencialmente fatais.
Refiro-me a uma detalhada regulação dos últimos kms de uma etada plana. Sobretudo ao nível das curvas em cotovelo, rotundas, sinalização efectiva de lombas e outros obstáculos fixos.
Por outro lado, alguma coisa tem de ser feita quanto às descidas.
Acredito que seja polémico, mas porque não o uso de pneus mais grossos e aderentes (tipo pneus de chuva na F1) em etapas com descidas mais perigosas e/ou condições climatéricas adversas?; ou um limitador de velocidade (igual para todos os ciclistas)?
Como não controlamos a topografia, temos de actuar sobre aquilo que podemos moldar.
Ainda que haja vantagem para o corpo mais pesado, supondo velocidade igual, seria um ponto de partida.
Claro que estaríamos a falar de melhorias marginais, mas que poderiam ser capitalizados ou pelo maior tempo de reação dos ciclistas, ou pela redução de velocidade com que estes são projectados.
No que me diz respeito, durante as etapas do Giro, na parte das descidas mais assustadoras, levantava-me do sofá e fazia um intervalo.
Rush
O problema é precisamente este, atuar com base na gravidade das consequências. Não é por, infelizmente, um ciclista ter morrido que se deve mudar tudo, da mesma forma que não deve ser preciso alguém morrer para mudar algo que precise de facto de ser mudado.
A proibição de certas posições em cima da bicicleta já foi um absurdo mas essa ideia de limitar a velocidade consegue atingir ainda um outro nível. A seguir querem tirar os tempos da GC a 10km do fim das etapas com chegada ao sprint e neutralizar as descidas todas. Breve tão os ciclistas em casa e só se corre no zwift.
Sede de vencer
Bom, vou assumir que não presumiu que as minhas sugestões foram dadas em consequência desta tragédia.
Como nunca gostei de descidas perigosas, aproveito esses momentos para os meus intervalos.
Diria mesmo que prefiro 200km de plano entediante a 20km de descida perigosa.
Avante,
Você sabe porquê que a posição Froome foi banida?
A limitação de velocidade, a utilização de diferentes tipos de pneus e o evitar curvas em cotovelo foram ideias lançadas para cima da mesa como mote.
A UCI não pode assobiar para o lado em questões de health and safety.
Da mesma forma que regulou as litter zones, as medidas e pesos das bicicletas, a distância entre carros/motas e bicicletas (drafting), a utilização do capacete, o uso do tramadol, … , não pode olhar para o lado na questão das descidas perigosas.
Para mim “o problema” não é aquele que você julga ter identificado. É muito mais denso e visa proteger a integridade física dos atletas.
O “a seguir” será feito como resposta ao comportamento dos ciclistas e promotores das competições relativamente às determinações da UCI.
Rush
Uma das razões foi evitar que os espetadores seguissem os exemplos dos ciclistas profissionais e usassem eles próprios essa posição. O que, diga-se, é um absurdo. Seguindo este raciocínio teríamos de banir todas as modalidades de desporto automóvel e desportos de aventura.
Não podemos comparar a obrigatoridade de usar o capacete a limitar a velocidade. O que pode ser melhorado é a escolha de percursos, evitar ainda mais a passagem em descidas que por uma ou outra razão sejam excessivamente perigosas (nem pareceu ter sido o caso aqui). Mas temos de entender que é um risco que faz parte da modalidade e que mesmo a determinação da perigosidade das descidas é subjetiva. Não nos podemos também esquecer que por muito que se limite a escolha de percurso há sempre o fator humano e não é possível controlar o risco que cada corredor está disposto a correr.
João
Muito triste. Descanse em paz :(