Para regressar aos convocados? Deschamps tem insistido na união dentro da selecção, afastando nomes que, de uma maneira ou de outra, possam desestabilizar o bem-estar do grupo (o caso de Benzema é o mais flagrante) e, enquanto mantiver o estatuto ganho com a conquista do Mundial, terá liberdade para tomar posições deste género.
A recusa de Rabiot em fazer parte das reservas da selecção gaulesa para o Mundial 2018 foi um dos temas quentes do Verão em França, tendo mesmo levando Didier Deschamps a criticar publicamente a postura do centrocampista do PSG. Desde então, o jogador de 23 anos não voltou a ser chamado aos Bleus, mas Deschamps, em entrevista ao beIN Sports, não fecha a porta a um eventual regresso, ressalvando, contudo, que o jovem parisiense tem de aumentar o nível se quiser ser opção. “Eu não lhe fecho a porta [a Rabiot], mas até parece, quando me perguntam sobre ele, que é um jogador que tem estado muito bem ao serviço da selecção. Se pensam que sim, olhem para os cinco jogos que fez connosco. Não se trata de castigar por castigar, mesmo que não minimizemos a decisão que tomou – estamos a falar da selecção francesa! Há coisas mais graves, mas comparando com a mensagem que tenho tentado passar aos jogadores desde que assumi este cargo, em 2012, não posso aceitar estas atitudes”, referiu.

