Lionel Messi é indiscutivelmente o melhor jogador de sempre mas voltou a recusar esse rótulo. “Deus deu-me demasiado e tudo o que vier agora é desfrutar. Não vejo se sou primeiro, segundo, terceiro… Já é um elogio incrível que digam que és um dos melhores da história”, disse o craque argentino depois de fazer um hat-trick na 1.ª jornada do Mundial.
“DIOS ME REGALÓ DEMASIADO. AHORA A DISFRUTAR”
Lionel Messi. Cuando habla así nos negamos a mirar el futuro. 🥹🥹🥹#MundialEnDSPORTS #FIFAWorldCup pic.twitter.com/16e908BHdh
— DSPORTS Argentina (@DSportsAR) June 17, 2026


12 Comentários
Paulo Roberto Falcao
Este é o tipo de coisas que tornam o Messi incrível, nunca se mete em bicos de pés e respeita os códigos do futebol, e todos os seus predecessores. Dá uma chapada de luva branca aos GOATS que o precederam, Pelé e Maradona, não diz que é o melhor, porque nem precisa.
Uma lição para os pseudo GOATS da Feira do Relógio, que continuam por aí a bater no peito. Messi não precisa de argumentos nem de bazófias para ser defendido, o que o defende são os seus pés e o seu futebol maravilhoso.
Eusebio
É fascinante como este marketing da “humildade ensaiada” ainda engana tanta gente por aqui. Essa narrativa de que o Messi não precisa de se meter em bicos de pés é apenas uma construção de relações públicas muito bem oleada para consumo rápido, porque a realidade do campo e os códigos de honra do futebol dizem exatamente o oposto.
Falam de respeito e de ser um exemplo, mas esquecem-se convenientemente que este é o mesmo jogador que virou as costas ao próprio país em 2016. Abandonar a seleção nacional cobardamente logo após uma derrota numa final de Copa América, só porque o ego não aguentou o falhanço individual no desempate por grandes penalidades, é o oposto de ser um líder ou um exemplo de caráter. Um capitão a sério não se retira por birra quando as coisas correm mal; fica para lutar.
Dizes que os pés o defendem, mas a estatística prova que esses pés só funcionaram em pleno dentro do sistema ultra-protegido de Barcelona. Basta olhar para os dados da sua passagem por França: na primeira época de Ligue 1, o rácio de golos caiu para uns míseros 6 golos em 26 jogos, provando que, fora do casulo tático desenhado à sua medida durante 15 anos, a “divindade” torna-se extremamente terrena e dependente.
A verdade é que é muito fácil ser modesto quando se passou uma carreira inteira a fugir do risco e a jogar num ambiente controlado onde a estrutura coletiva carregava o talento ao colo. Os códigos do futebol também incluem a resiliência na adversidade, e aí os números do Messi em momentos de pressão extrema fora de Espanha — como as sucessivas eliminações humilhantes na Champions (Roma, Liverpool, Bayern) — mostram um jogador que se apaga sistematicamente quando o contexto não lhe é favorável.
Continuem a comprar essa imagem de bento e de “pérola” do futebol maravilha. Para quem analisa o jogo sem as palas do marketing, o caráter mede-se pela capacidade de aguentar o barco nas tempestades, e não por abandonar a pátria em 2016 para depois regressar quando o caminho já estava novamente limpo. No fundo, é apenas mais do mesmo: a estética a tentar esconder a falta de estofo competitivo.
ricardojrdg
Calma, não sabemos o que se passou ali. O que sabemos é que a pressão que a Argentina inteira que pôs nos ombros da geração do Messi para ganhar o mundial foi enorme.
Notava-se a dada altura que os jogadores jogavam sob brasas, e acredito que chegou a essa situação limite que falas, onde já se começa a pôr em causa a estabilidade psicológica da pessoa e quem sabe do bem estar familiar. Um pouco mais de compaixão não fica mal, quando estamos a avaliar os outros, que são de carne e osso e não são robôs.
O que é certo é que o Messi foi um jogador soberbo, indescritível. Agora se foi o melhor, isso é de acordo com cada um (não é como o VM diz) e está tudo bem. Cada um tem a sua preferência e é isso que mete piada.
Um abraço
Paulo Roberto Falcao
O teu capitão de sonho mandou várias vezes a braçadeira de capitão para o chão, abandonou um jogo antes do seu epílogo porque não lhe assinalaram um golo, comporta-se como uma criança de seis, vá lá sete, anos de idade, e é o jogador mais egoísta da história do futebol. A mim a tua missa não me diz nada, tu não passas de mais de uma peça ao serviço do corrupto e sujo do futebol português, e de uma Federação asquerosa.
Tenho dito, e passar bem.
beterrabapragmatica
É tanta estupidez, mentira e idiotice que não vale a pena argumentar. É deixar-te ser feliz nessa fantasia.
Louis
que comentario descabido, parabens
Neville Longbottom
O Messi ser o melhor do mundo não tem nada a ver com ser cobarde por abandonar o país. Ambas as coisas podem coexistir.
Fugiste claramente ao tema: o Messi não precisa de se vangloriar fora do campo. Mesmo que tenha jogado a vida inteira protegido dentro dele. Isso não é relevante para o que foi dito. Se lhe fizeram a papinha toda como acreditas, então ainda tem mais valor o que afirma ao não se colocar em bicos dos pés.
Luke Skywalker
Um dos melhores comentários que já li sobre este assunto. Parabéns.
Goncalo Silva
Não percebo essa questão da humildade ensaiada. Messi só quer que o deixem em paz, ponto. Nunca se meteu em comparações, nunca tentou justificar os seus falhanços com fatores externos. Falas do ambiente ultra-protegido do Barcelona, e então? Se calhar ele até concorda contigo, e por isso é que não se acha o melhor da história.
Usar justificações de coisas que aconteceram há 10 anos é de rir. Ele assumiu o erro, cresceu com isso, ninguém nasce perfeito e todos os grandes líderes cometeram erros. Mas isso para ele não interessa, porque também não é ele que tenta mostrar ser um bom líder ou não.
Mantorras
Ganha logo ao mencionar o fenomeno. É claro que golos num mundial nao define nada. Sao formatos de competicoes diferentes, numeros de mundiais diferentes, e cada um com a sua seleccao e as suas virtudes e defeitos.
Messi nao precisava de ter ganho um mundial para ser o melhor. Nao precisava bater recordes de golos para ser o melhor. Este so precisa mesmo da bola para ser o melhor. A partir dai tudo pia fininho.
FrunoBernandes
A decadência de um e o brilhantismo de outro… a todos os níveis!
Se enquanto estavam ambos no auge pudessem haver debates, os últimos anos têm revelado muita coisa e têm afastado completamente um do outro.
E eu sempre admirei o Cristiano (futebolisticamente)… mas é decadente ver no que ele se tornou.
Neville Longbottom
Para mim neste século há Messi no topo, uma espécie de vácuo e depois vêm os outros (Ronaldo, CR7, Neymar, Ronaldinho, Zidane, Xavi e afins). Indiscutivelmente o melhor jogador que vi jogar, distante do segundo melhor.