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Deve continuar Defour fora dos 11?

Antes de focar as opções de Paulo Fonseca para o meio-campo portista é necessário fazer um ponto prévio: por que mais que se discuta inversões de meio-campo ou geometrias estanques com pouca correspondência nas reais dinâmicas do jogo, a verdade é que era inevitável que o meio-campo do Porto nesta 1ª volta do campeonato fosse mais fraco que o da época transacta, pois João Moutinho é um extraordinário jogador e sua dimensão no jogo muito dificilmente é substituível no curto prazo.
Partindo para o jogo de ontem, e mais concretamente para os primeiros 30 minutos da partida, foi notória a “Fernandodependência” que esta equipa tem na saída de bola e no inicio da transição para o ataque, chegou a ser confrangedor em alguns momentos do jogo ver que o excelente trabalho de pressing de Rodrigo em cima de Fernando era suficiente para o Benfica neutralizar o Porto na saída, e fazer com que raras vezes o Porto (durante estes primeiros 30 minutos) conseguisse chegar à área contrária. Para lá de Fernando, como 2º médio da equipa tivemos Lucho a dar linha de passe, e aqui por muito que Lucho ocupe os espaços do 8, falta-lhe sobretudo capacidade para executar rápido com bola durante todo o jogo, e não só a espaços, essa é grande grande força que um “box-to-box” tem de dar à equipa, a capacidade para acelerar o jogo com bola (quando assim se exige) conseguir executar o “passa desmarca” sempre em grande velocidade, ser o motor que faz carborar a máquina a alta rotação, e isso Lucho já não consegue ser em jogos de intensidade muito elevada como este.
Posto isto, chegamos à questão que é formulada no título do texto que vos escrevo: porque fica Defour fora do 11? Não será o jogador mais criativo em campo, o autor de jogadas individuais de levantar o estádio, mas dará à equipa aquilo que lhe parece faltar no momento actual: agressividade no meio campo (com e sem bola), ser mais uma real linha de passe na saída de bola (para além dos inesgotáveis Fernado, Alex Sandro e Danilo), e dar uma maior velocidade de execução à posse de bola que faça carborar a máquina portista.
Para concluir, deixando mais duas notas: – O mesmo racíocinio aplicado anteriormente também pode ser com mais algumas reservas aplicado à entrada de Herrera (e não de Defour). – E o Futebol Clube do Porto não se pode dar ao luxo de não conseguir renovar o contrato de Fernando, pois se já foi um rude golpe perder Moutinho, o mesmo aconteceria com a saída do incansável “Polvo”.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Rúben Pinheiro

42 Comentários

  • Rodrigo
    Posted Janeiro 13, 2014 at 10:58 am

    Nao digo que o Defour deva ser indiscutivel, mas a forma como foi afastado das ultimas partidas fez-me alguma confusao, sobretudo em alguns jogos como o da Luz. E um jogador muito util pela agressividade que da ao meio-campo, pela resistencia fisica que tem, pela qualidade de passe e pela consistencia que da permitindo que os laterais subam com outra segurança, algo fundamental numa equipa que depende tanto de Danilo e Alex Sandro.
    Deste modo, parece-me que em alguns jogos um meio-campo com Fernando, C.Eduardo e Lucho e demasiado mole e como tal o belga deve ser encarado como uma opçao mais credivel, ate porque estamos a falar de um internacional titular na Belgica.

    Por fim, relativamente ao Herrera, o mexicano tem sido a minha maior decepçao nesta 1ª volta, uma vez que veio rotulado de excelente jogador, de box-to-box fantastico e na verdade cada vez que joga acusa a pressao e raramente se consegue libertar (vi apenas alguns bons momentos em Arouca e em casa frente ao Olhanense, sendo que sao 2 das piores equipas da Liga). Alem disso, ao nivel do passe parece-me fraco.
    Veremos se daqui a algum tempo estara mais solto, mas tera que demonstrar muito mais para integrar o 11 do FC Porto regularmente.

    • Ricardo Ricard
      Posted Janeiro 13, 2014 at 11:21 am

      Internacional titular da Bélgica? Não estás a confundir o Defour com o Witsel?!

    • JGonçalves
      Posted Janeiro 13, 2014 at 12:28 pm

      Ricardo,

      Aconselho-o a ver pelo menos os últimos 11 titulares da Bélgica, talvez tenha uma surpresa.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 13, 2014 at 12:43 pm

      JGonçalves
      Em 2013 (serve como amostra?), Defour foi titular em 4 jogos, sendo 2 deles amigaveis. No ultimo jogo não foi titular. Qual é a surpresa que o Ricardo pode ter?

      JNA

    • Ricardo Ricard
      Posted Janeiro 13, 2014 at 12:52 pm

      JGonçalves,segui o seu concelho…

      Últimos 20 jogos da Bélgica: Defour foi convocado em 19 jogos,foi titular em 8.
      Notas: Sempre que foi suplente só entrou uma vez quase aos 90 minutos,sempre que foi titular só fez os 90 minutos uma vez. No apuramento para o mundial do Brasil foi titular em 3 dos 10 jogos e claro…é sempre substituído.

      Isto é um titular? Claro que é,que pergunta a minha.

    • Rabensandratana
      Posted Janeiro 13, 2014 at 12:55 pm

      Rodrigo, em relação ao Héctor Herrera, o mexicano fez um jogo bastante interessante e competente frente ao SCP na vitória por 3-1 no jogo a contar para a Liga Zon/Sagres.

    • luis bcn
      Posted Janeiro 13, 2014 at 2:57 pm

      No jogo mais importante da fase de qualificaçao (na croacia) o Defour foi titular e ainda fez uma assistencia…Ele é uma espécie de 12º jogador (como no Porto) da selecçao. Selecçao essa que tem bastante qualidade diga-se (aquele dembele é um craque autentico e o AVB muitas vezes nem o usava a titular).

    • Ricardo Ricard
      Posted Janeiro 13, 2014 at 3:26 pm

      Chamas 12º jogador a um jogador que em 10 jogos da qualificação foi titular em 3 sendo sempre substituído e que nos outros 7 jogos não saiu do banco?

    • JGonçalves
      Posted Janeiro 13, 2014 at 3:31 pm

      Caro Ricardo,

      Ok. Não é titular indiscutível mas tem jogado num meio campo que conta com várias soluções de qualidade. Não digo isto porque goste do jogador em causa, antes pelo contrário, considero que é um jogador muito inconsequente apesar de reconhecer que é um jogador combativo. No entanto quando joga não tem jogado pior que os habituais titulares do Porto.
      Uma questão: titular não é o jogador que inicia os jogos? Não entendo qual a relevância do jogador ter sido sempre substituído…
      Por uma questão de curiosidade e uma vez que o referiu, qual foi a participação do Witsel nesses 20 jogos da Bélgica?

    • Ricardo Ricard
      Posted Janeiro 13, 2014 at 4:39 pm

      Titular é um jogador que inicia os jogos sim,mas um jogador que inicia 3 jogos em 10 não pode ser considerado titular. A relevância de ter sido substituído é apenas uma nota adicional para quem disse que o Defour era titular da Bélgica,o que alem de não ser verdade,das poucas vezes que joga é praticamente sempre substituído,tratando-se de um jogador jovem…Será certamente pela qualidade ou falta dela.

      Falando do Witsel nesses 20 jogos…

      20 jogos,19 convocatórias,18 jogos a titular onde foi substituído em 2.
      Nos 10 jogos da qualificação para o mundial…10 jogos a titular a fazer os 90 minutos.

    • JGonçalves
      Posted Janeiro 13, 2014 at 7:49 pm

      Esclarecido.
      Obrigado. :)

  • PORTOCAMPEÃO
    Posted Janeiro 13, 2014 at 11:11 am

    Defour é um jogador útil pela entrega e versatilidade que empresta à equipa, não tanto pelos atributos técnicos e dribles ou jogadas encantadoras.

    Está a ser mal julgado no FC Porto (não é o único nestes moldes), onde deveria jogar como médio mais recuado e menos criativo ao invés de ser o médio responsável pela ligação dos sectores e manter a coerência na posse de bola (ainda que seja razoável a fazê-lo).

    Já foi inclusive aposta "intocável" do treinador e não correspondeu. É compreensível que tenha perdido o lugar. Ainda assim, e na falta de um médio com maior capacidade (Herrera poderá vir a sê-lo), deveria ser ele o eleito.

  • PlanoLibertàGià
    Posted Janeiro 13, 2014 at 11:20 am

    Para mim o problema é do treinador, Defour com o VP fez grandes jogos, e mais, o PF não transmite confiança nenhuma aos jogadores com estas constantes mudanças, se um jogador joga 1 jogo fica fora de 5 como pode manter a regularidade?? é normal que quando entre tenha falhas.

    • Rabensandratana
      Posted Janeiro 13, 2014 at 1:00 pm

      Concordo consigo sr. PlanoLibertàGià, o maior responsável é o Paulo Fonseca, que pensa que ainda está a treinar o Paços de Ferreira.
      Este treinador já queimou o Iturbe, Castro e irá também queimar o Quintero, Herrera, Ghilas, Maicon e o Defour.
      Está na hora de o PdC, colocar este treinador fora do Dragão, este tipo tem feito exibições deploráveis com um bom lote de jogadores, aspecto importante que o Vítor Pereira não tinha à sua disposição infelizmente.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 13, 2014 at 1:34 pm

      O Vitor Pereira, desses só não tinha na segunda época o Quintero, Herrera e Ghilas, tendo ainda o Moutinho e James que em minha opinião valem muito mais que esses 3 juntos. Dizer q o PF tem um bom lote de jogadores e o VP não o tinha é totalmente errado.

      Que o PF está a fazer um trabalho horrivel, está, mas não é pelos jogadores que tem à disposição. Se tivesse o plantel do ano passado estaria a fazer melhor do que está actualmente, e menos do que fez o VP.

      JNA

    • LuisRafaelSCP
      Posted Janeiro 13, 2014 at 2:12 pm

      O PF tem estado muito mal, mas dizer que tem melhor plantel que o Vitor Pereira? isso não é verdade, pelo menos na minha opinião.

    • PlanoLibertàGià
      Posted Janeiro 13, 2014 at 2:31 pm

      Na minha opinião acho-o pouco inteligente, não sabe lidar com o psicológico e é 0 em recursos humanos, Pode ser também a pressão para ter bons resultados, mas de qualquer forma nota-se que a equipa não tem confiança, Podia apontar muitos aspectos negativos, mas o principal é maneira miserável como constrói o meio campo.que num 4-3-3 é o sector mais importante.

  • scp_fan
    Posted Janeiro 13, 2014 at 11:58 am

    Dinâmica… Esta sim é a palavra que não entra no dicionário do Futebol Clube do Porto ou de Paulo Fonseca…

    Num simples comparação entre os meio-campos de SportingCP e FCPorto, chegaremos a uma conclusão comum a grande parte dos visitantes neste blog…

    Fernando é mais jogador que William; Lucho é melhor que Adrien; Carlos Eduardo não é muito pior que André Martins, podendo até ser melhor na opinião de alguns.

    Então, por que motivo não rende o meio campo do Porto?

    A resposta é simples… Dinâmica.

    No miolo da equipa azul e branca, Fernando assume um papel que não lhe é familiar. O Polvo passou do trinco, do cabeça de área, do 6 puro, para um jogador obrigado a ter um raio de acção com mais uns 10 metros, dado que os seus tentáculos não esticam mais, começam a aparecer zonas descobertas. Ao seu lado jogando Herrera / Defour / Lucho estes tendem a ocupar o espaço à direita ou à esquerda de Fernando… Mas essa é a zona que Fernando gosta de proteger, aquela é a sua praia!

    O segundo médio do Porto, no esquema de 4231, tende a ficar sempre curto de movimentos… A defender não baixa o necessário, a atacar não sobe o suficiente… Herrera e Defour são jogadores que trazem mais luta, mais raça na recuperação da bola… Mas depois, quando têm de assumir o jogo, denotam fragilidades com a bola no pé. Já Lucho está confortável com a bola no pé, mas quando é necessário recuar, compensar os laterais, dobrar o Polvo, aí os 30's começam a fazer-se notar.

    Mais à frente Carlos Eduardo! Um dez, quase à antiga, virtuoso, tecnicamente evoluído, forte no último passe, no remate, naquela "cocha" perfeita, que abre um espaço de 5 metros… Mas depois… Falha no resto… Pouco pressionante, pouco lutador pela posse, torna-se um jogador a menos no momento defensivo… E ofensivamente, não sendo rápido, fica facilmente no bolso de um trinco com mais qualidade!

    Mas então o que fazer?

    A solução parece-me simples… Apostar num meio campo com Fernando, Lucho e Josué, a funcionar num triângulo 1-2 e não no 2-1. Fernando como 6, na sua praia; Lucho como 8, a ter a bola no pé. Josué como falso 10, a pressionar desde logo a saída de bola, a apoiar Jackson, a derivar para as linhas, permitindo as diagonais de Quaresma, Varela, ou Licá… Assim, acredito que o Porto funcione e consiga melhorar a qualidade de jogo..

    Até lá, Sporting e Benfica, agradecem!

    SL

    • JGonçalves
      Posted Janeiro 13, 2014 at 12:39 pm

      Mais que nomes, o que referiu (dinâmica) é que realmente faz a diferença dentro de campo. O Porto de PF tem uns acessos esporádicos de bom futebol, capacidade de pressionar o adversário, etc. Mas penso que são resquícios de um passado que se demonstra cada vez mais distante e que a dinâmica à Porto desaparece a cada dia que passa.
      Infelizmente a teimosia dos dirigentes do Porto em apoiar este mini Jorge Jesus, vai traduzir-se numa factura grande no final da época. A ver vamos quais os efeitos de uma época recheada de mau futebol e de um treinador sem consciência da equipa em que está.

  • Ace-XXI
    Posted Janeiro 13, 2014 at 12:02 pm

    O problema foi que os Portistas ( e Paulo Fonseca foi na onda) acharam que C.Edurado era o novo Deco e de repente tem de ser titular indiscutível… O meio campo devia ser Fernando, Defour e Lucho com Herrera e Eduardo a irem entrando aos poucos para tentarem evoluir o seu jogo que actualmente é banal.

    • Anónimo
      Posted Janeiro 14, 2014 at 2:47 pm

      O Carlos Eduardo é bom jogador, quem disse que ele era um Deco foram uns iluminados quaisquer, ele começou bem, agora nestes ultimos dois jogos não tem feito a diferença porque ELE FOI SUBSTITUIR O LUCHO, ele joga na posição do Lucho, este PF se vai por os dois não está só a estragar o Carlos Eduardo mas também o Lucho … -.-

      Diogo Ribeiro

  • Ricardo Ricard
    Posted Janeiro 13, 2014 at 12:13 pm

    A minha opinião sobre o Defour sempre foi a mesma…Jogador mediano que não tem qualidade para ser titular absoluto do Porto…Mas logicamente de um Porto em condições normais.
    É um jogador para alguns jogos ser titular e para ser suplente,não mais do que isso.

  • Kacal l
    Posted Janeiro 13, 2014 at 12:31 pm

    Eu penso que há certos jogos que ele deve ser titular e outros em que não, quando jogamos contra equipas mais acessíveis em que temos obrigação de dominar e atacar mais, devemos utilizar o Carlos Eduardo ou Herrera, em jogos mais complicados em que é preciso equilibrar a equipa e dar mais ajuda defensiva, controlar mais o meio-campo, o Defour é uma excelente opção e deve ser titular, a sempre a outra hipótese de "sentar" o Lucho e o Defour passar a ser titular ao lado de Carlos Eduardo, mas não me parece que o PF tenha "coragem" para fazer isso, mas não é uma hipótese descartada.
    Ontem no clássico, eu tinha apostado no Defour, seja no lugar do Lucho e o Carlos Eduardo mais adiantado, seja com Lucho mais adiantado e Defour em vez do Carlos Eduardo, o Defour começava a titular.

  • LuisRafaelSCP
    Posted Janeiro 13, 2014 at 12:36 pm

    Depende. Em alguns jogos sim, deve continuar no banco, pois por exemplo contra o Setúbal em casa na próxima jornada faz todo o sentido o meio campo que ontem o Porto apresentou na Luz.

    Agora a jogar na Luz (e agora, falar é fácil depois do que se viu, mas se forem ver ao post do VM em que perguntam quem devia jogar, Herrera, Defour ou Carlos Eduardo, eu digo exactamente o mesmo), o Defour tinha de ser titular. E não tinha obrigatoriamente de ser o Carlos Eduardo a sair, como referi também no mesmo post, podia ser o Lucho a sair para o Porto não perder criatividade (Carlos Eduardo) e ganhar intensidade na recuperação de bola e na transição rápida com Defour em vez de Lucho!

    Às vezes penso que percebo mais disto do que alguns treinadores, mas deve ser impressão minha…

    • Kacal l
      Posted Janeiro 13, 2014 at 1:04 pm

      Exacto Luís, falar de depois do jogo é fácil, mas eu também escolhi o Defour no post do VM assim como tu, acho que era a opção mais fiável.

  • André Pinto
    Posted Janeiro 13, 2014 at 12:59 pm

    Boa tarde,

    O problema de o Defour não jogar, chama-se Lucho. Parece que todos os treinadores na vida têm algum jogador predilecto no plantel e pelos vistos o de este ano (do Porto) é o Lucho. Pelo treinador o Lucho fazia todas as posições. De jogo para jogo, há sempre mudanças e para varias ainda as existe até agora (acabou a primeira volta), o que não poderia acontecer. Defour nesta altura até é um jogador motivado, pois terá o Mundial daqui a poucos meses. Lucho é um grande jogador, mas já começa a não ter estofo para fazer todos os jogos do campeonato, já não apresenta a intensidade que apresentava, já não joga tão rápido como o fazia.

    O problema reside no treinador (sempre o afirmei). Ele não consegue colocar o Porto a jogar a bola e não entende a filosofia Porto. O sistema táctico que ele usa, já se viu que é furado, mas mesmo assim ele insiste em não mudar. Continua a apostar em jogadores que não fazem sentido estarem em campo. Primeiro era Josué a jogar na ala. Viu que não dava, coloca Licá. Depois é alternar entre Defour/Herrera/Quintero/Josué e por fim, Carlos Eduardo e como se vê não há estabilidade. Herrera é intermitente, Defour é mais consistente mas não deslumbra, Quintero encostou depois de jogar contra a Académica, onde o Porto causou mais perigo com ele em campo, Josué dava tudo em campo (mas sempre na ala) e Carlos Eduardo, deu em dois jogos e então já é titularíssimo neste Porto. Isto não pode continuar assim. Para mim tanto Defour, como Herrera, Josué e Quintero deviam ter mais hipóteses. Licá joga todos os jogos e nada faz (Quintero fez um e foi encostado). Herrera, treme um pouco, o que é normal falando dum jogador que tem de mudar o estilo de jogo por completo (devido ao campeonato que é), Josué nunca foi ala/extremo, mas no Porto só pode fazer esse papel pelos vistos e Defour não terá hipóteses, porque não passa do banco.

    Concluindo, este ano vai continuar a ser a mesma treta. O problema como é óbvio não é só do treinador, vê-se que foi mal preparada a nível de gestão.

    Cumprimentos,

    Pinto

  • Tiago Alves
    Posted Janeiro 13, 2014 at 1:42 pm

    Defour serve para estes jogos como se viu em Madrid. Mas contra equipas pequenas não consegue progredir com bola, e só passa para trás e para os lados. Na posição de Fernando é onde mais rende(como se viu no passado).

    • porquinhodaindia
      Posted Janeiro 13, 2014 at 2:21 pm

      Caro Tiago Alves,

      concordo em absoluto. E destaco a segunda frase! Problema crónico de Defour e que o impede de se impôr como substituto de João Moutinho.

  • Rabensandratana
    Posted Janeiro 13, 2014 at 1:45 pm

    Como já temia e ficou provado no jogo frente ao SLB, o Lucho infelizmente já não tem capacidade física para jogar a titular no meio-campo da equipa portista.
    Antes demais, o treinador tem de mudar imediatamente aquele 4-2-3-1 e começar a jogar em 4-3-3, O Fernando só sabe e rende mais a jogar sozinho na posição de pivot defensivo.
    Relativamente ao jogador que ocupará a vaga de médio de transição, essa posição deverá ser ocupada por Herrera ou Defour.
    Carlos Eduardo deverá ser o médio mais criativo e com maiores responsabilidades de organização do jogo ofensivo.

  • Anónimo
    Posted Janeiro 13, 2014 at 2:40 pm

    O defour é mais um dos jogadores justiçados neste plantel de PF. Podia entrar muito mais vezes porque até já provou que tem qualidade. Mas este treinador cego só joga num sistema táctico que não dá frutos, e mesmo assim insiste. Depois há claro o problema da gestão dos jogadores. Aposta no Maicon, mas depois no clássico usa o Otamendi. Como se deve sentir um jogador como o Maicon no banco a ver um azelha a falhar passes consecutivos e a saber que podia fazer melhor? Como se sentirá o Defour ao ver o meio campo a não funcionar a não ser aposta para melhorar a situação. Como se sentirá kelvin ao ver um Licá a não fazer nada e a saber que fazia e faz muito melhor? isto pode servir para outros jogadores.

    António Marques

  • porquinhodaindia
    Posted Janeiro 13, 2014 at 2:52 pm

    Outro mito do futebol moderno. A falsa ideia de que as tácticas não interessam coisa nenhuma o que de facto faz a diferença são as dinâmicas. Portanto de acordo com este raciocínio:

    a) o 4-2-4 utilizado nos anos 60 é perfeitamente viável hoje em dia interessando apenas as dinâmicas intrínsecas a jogar com quatro avançados e deixar o meio-campo entregue a dois homens.

    b) não se percebe o porquê de se procurar um sistema ideal para os jogadores (4-3-3, 4-2-3-1, 4-4-2…para quê? O que interessa são as dinâmicas!). Colocam-se os jogadores em campo de qualquer forma e eles que dinamizem.

    Claro que João Moutinho (um dos jogadores mais desprezados de sempre pelo VM) tinha um impacto tremendo na forma de jogar do FC Porto (quer com AVB quer com VP) e o facto de ainda não se ter encontrado uma solução à altura ajuda a explicar o fraco futebol da equipa de Paulo Fonseca.

    Quanto a Defour creio que o rótulo de natural sucessor de Moutinho não assenta nem por sombras. Tecnicamente muito mais limitado, Defour é útil na questão do equilíbrio (sobretudo na transição defensiva) mas não tem capacidade para assumir a construção (mesmo quando recua para ter bola passa invariavelmente para trás ou para o lado e nunca assume o risco em posse). Assim quando joga de perfil com Fernando, o FC Porto tem dois "gémeos" que se anulam e mais não fazem do que trocar passes entre si até entregar a bola ao central mais próximo.

    Por outro lado actuando Fernando e Lucho de perfil a equipa perde músculo e o futebol do argentino perde preponderância (futebol de tabelas e passes curtos) em terrenos mais recuados.

    Assumindo que PF não abdicará do seu 4-2-3-1 (que segundo os entendidos não faz diferença nenhuma relativamente ao 4-3-3) nem de Lucho e Fernando, o súbito "boom" de Carlos Eduardo deixa PF numa encruzilhada táctica: colocar CE tira músculo ao meio-campo mas em 90% dos jogos do campeonato talvez seja a melhor solução (o FC Porto precisa do futebol do ex-Estoril), colocar Defour dá consistência defensiva a meio-campo mas tira objectividade e capacidade de construção.

    Onde entra Herrera (não o mencionei prepositadamente) nesta equação? Lanço a questão uma vez que desconhecia o jogador e ainda sou incapaz de saber que médio é (características).

    • LuisRafaelSCP
      Posted Janeiro 13, 2014 at 3:04 pm

      Curioso que ao ler a alínea a) estava quase a ver na minha mente o Benfica a actuar assim ontem frente ao Porto e a vencer e controlar completamente o jogo…

    • LuisRafaelSCP
      Posted Janeiro 13, 2014 at 3:06 pm

      Mas concordo em parte, é claro que o sistema faz toda a diferença, pois num 4-2-3-1 ou num 4-3-3 varia bastante os jogadores que têm mais liberdade nas suas acções.

    • porquinhodaindia
      Posted Janeiro 13, 2014 at 4:00 pm

      Caro LuisRafaelSCP,

      Relativamente ao seu primeiro comentário:
      Um dos trunfos da vitória de ontem do SL Benfica foi precisamente a capacidade dada pelos alas ao processo defensivo da equipa. Gaitán e Markovic ajudaram de facto a defender bem atrás do meio-campo (recuperando bolas e embalando em velocidade espalhando o pânico na defesa contrária).
      Ora criar superioridade numérica em duelos com jogadores tecnicamente pouco capazes (Licá, Varela) acaba quase sempre por surtir efeito.

      O que prova que na prática o SL Benfica esteve muitíssimo longe de actuar com 4 avançados!

    • Tiago Quintas
      Posted Janeiro 13, 2014 at 4:54 pm

      Até o próprio Rodrigo pressionou bastante o Fernando.

    • Ruben Pinheiro
      Posted Janeiro 13, 2014 at 5:04 pm

      Não se retira em parte nenhuma do texto que o sistema táctico de base não é importante, o que se critica é o facto de nos ultimos meses ter-se centrado demasiado a questão de uma forma redutora de que os problemas do Porto de Paulo Fonseca passavam por jogar em 1-2 ou 2-1. O texto só se centra na saída de bola do Porto no jogo de ontem, que teve muitos problemas.

      Nem se pode descortinar do texto que Defour é um sucessor de Moutinho, porque se esse sucessor óbvio existisse concerteza que o futebol portista vivia com muito melhor saúde. o que se observa é a incapacidade de Lucho em ser o 8 de que a equipa parece necessitar.

      E para a pergunta feita no título eu não tenho uma resposta óbvia e cheia de certezas, antes pelo contrário. Tenho muitas dúvidas em relação qualquer forma de encaixe do meio campo Portista com os jogadores disponíveis, e Paulo Fonseca também as desmonstra ter, como toda a gente pois ainda não encontrei nenhuma solução perfeita para os problemas do Porto,

    • porquinhodaindia
      Posted Janeiro 13, 2014 at 5:55 pm

      Caro Ruben Pinheiro,

      a resposta ao seu comentário:

      o primeiro parágrafo do meu comentário parte de quando escreve acerca de "geometrias estanques com pouca correspondência nas reais dinâmicas do jogo". Não concordo. Porque é das "geometrias estanques" (leia-se sistemas tácticos) que se desenvolve tudo o resto (leia-se "dinâmicas do jogo").

      É totalmente diferente o processo de construção do FC Porto (o assunto em que o seu texto se centra) iniciar-se com um duplo-pivot ou com apenas um médio defensivo. Vejamos:

      O que se tem assistido no FC Porto num sistema de duplo pivot é a falta de linhas de passe (dois médios emparelhados e sem capacidade de construção e o terceiro médio demasiado avançado, logo a bola acaba invariavelmente no central mais próximo) algo que com a entrada de CE foi ligeiramente melhorado devido às movimentações do brasileiro para vir "buscar jogo" e transportar a bola.

      Num sistema de 4-3-3 (de longe o mais usado pelo FC Porto na última década) o trinco tem pelo menos duas opções de passe imediatas (os dois interiores que oferecem melhor capacidade de construção) e serve em próprio de primeiro apoio para um passe recuado (a tal "âncora" que com o 4-2-3-1 se perde)

      E repare que muitas vezes Moutinho emparelhava com Fernando no início do processo de construção (sobretudo com VP) assumindo o jogo naquela zona mas uma coisa é a dinâmica criada dentro de um 4-3-3 outra é a "geometria estanque" do 4-2-3-1 que coloca invariavelmente dois jogadores "gémeos"
      que, no caso do FC Porto, não tem resultado.

      Portanto a questão do 1+2 ou do 2+1 não me parece NADA redutora.

  • luis bcn
    Posted Janeiro 13, 2014 at 2:53 pm

    O Porto vai acabar o campeonato com o Fernando e depois Herrera-Defour ou Quintero para as outras 2 posiçoes… O Herrera ja mostrou que tem qualidade mas tambem ja mostrou que é fraco psicologicamente (faz lembrar o Mariano Gonzalez). O Defour com o VP até jogou a extremo e ate com alguma qualidade. Se derem 3/4 jogos ele pega mas nunca lhe vao dar esse tempo como dao a outros…

  • RM
    Posted Janeiro 13, 2014 at 3:50 pm

    O problema actual do FC Porto está bem identificado para mim: Lucho Gonzalez. Jogador de enorme classe, um grande líder, mas a idade não perdoa. Compreendo que seja difícil tirar um jogador deste estatuto da equipa, mas é nestes "pormenores" que se vêem os treinadores com carácter. Mourinho, por exemplo, não perdoa nestes momentos. Não há intensidade, acabou o seu tempo. Não se pode pedir aos extremos do Porto para transportar o jogo, para carregar a equipa às costas: Varela e Licá podem conseguir fazê-lo num ou outro lance, mas são sobretudo extremos de último toque, "extremos de área", de aparecer a finalizar (a origem de ambos é ponta-de-lança). E não me parece que o deslocado Josué ou o ultrapassado Quaresma o consigam também fazer com efectividade. Há que inserir um jogador na equipa que possa regularmente fornecer Jackson e os extremos, que possa tornar o último terço imprevisível: Juan Quintero. A meu ver, um duplo-pivot Fernando-Defour, jogando Quintero a 10 puro, compactaria o meio-campo e aumentaria a intensidade e imprevisibilidade do jogo ofensivo. E com este duplo-pivot, Quintero nem se tinha de preocupar muito com a recuperação de bola, preservando os seus esforços para o serviço ofensivo. Fernando é óptimo a equilibrar e a recuperar, mas não pode ser o único a pedir jogo na saída de bola, porque tem recursos técnicos limitados e à segunda ou terceira já se sabe o que ele vai fazer (por isto é que o acho incomparável com o Matic). Com Defour a ir buscar jogo à vez, tornava-se a saída de bola muito mais imprevisível para o adversário. Para que isto aconteça, há que dar estabilidade mental aos jogadores, transmitir-lhes a confiança de que o seu lugar não está em perigo, criar rotinas entre os jogadores. Defour nunca deu nada porque sempre sentiu o lugar pressionado, Quintero nunca teve reais oportunidades mas já se viu que não é só qualidade potencial, também há muita qualidade efectiva. E há que entender que Lucho acabou e que Carlos Eduardo não passa de uma fugaz tesão-de-mijo. O treinador do Porto parece perdido e sem coragem para proceder à remodelação que é necessária.

  • Daniel
    Posted Janeiro 13, 2014 at 4:06 pm

    A verdade é que o meio campo do porto tem estado bastante mal, não pressiona, não consegue organizar o jogo e acaba por perder bastantes bolas, por vezes em situações perigosas. Portanto alguma coisa tem de mudar. Fernando tem de jogar, de longe o melhor jogador do Porto neste momento. Sendo que as outras duas vagas devem ser ocupadas por Defour e Lucho. O Defour tem capacidade para vir buscar a bola e começar a construir o jogo, tem inteligencia, bom passe e criatividade tem que ser aposta. Desde que chegou ao porto nunca lhe foi dada uma verdadeira oportunidade chegou a hora de a dar. Já Lucho tem a experiencia e maturidade que é preciso no meio campo, embora não aguente o jogo todo (situação que o porto tem de pensar em alguma alternativa, Josue parece-me boa solução) o Porto sente a sua falta.
    Quintero também pode ocupar posições no meio campo embora na minha opinião seja melhor a posição de extremo que caia muitas vezes no centro do jogo, só falta que ele começa a pensar em treinar primeiro para ter uma oportunidade.
    E um treinador novo também ajudava :)

  • Fábio Teixeira
    Posted Janeiro 13, 2014 at 4:12 pm

    Fernando Reges – Parece evidente que é o melhor médio do FC Porto nesta altura. Depois de anos dourados ao serviço dos azuis e brancos, a sua saída é uma pertinente e provável ocorrência (quer agora em Janeiro, quer no final da época). Destaca-se sobretudo na defesa, onde tem um poder de desarme fora do normal (parece mesmo ter tentáculos), vela rapidez nas coberturas e pelo equilíbrio que impõe à equipa.

    Posição indicada: vértice mais recuado do 4-3-3.

    Lucho González – Quando re-chegou ao FC Porto, era um apanágio ver todos os adeptos deste desporto apelidar o futebol de El Comandante como um regalo e um verdadeiro luxo de assistir. E a verdade é que o argentino foi mesmo importante para a conquista destes dois campeonatos para o clube do Norte. Também não deixa de ser verdade que o médio tem perdido robustez física, resistência e até pertinência para saber o que fazer no momento exato (por vezes exagera nas tabelas ou faz passes de difícil execução e receção).

    Posição indicada: "8/10" (como sempre foi com Vítor Pereira) num 4-3-3.

    Héctor Herrera: Foi o escolhido para tentar substituir da melhor maneira o pequeno grande Moutinho. Pelas suas qualidades que saltavam à vista (transporte de bola, ajuda defensiva, boa média distância de remate), parecia que o mexicano tinha condições para se impor já no Dragão, mas a verdade é que isso não se tem verificado.

    Posição indicada: médio transportador de bola (chamado box-to-box; ou "8" por definição) num sistema de duplo pivot (4-2-3-1 à cabeça).

    Steven Defour – Já está há bastante tempo na Cidade Invicta e já podia e deveria ter cimentado o seu lugar no 11. Sempre teve oportunidades (com VP foi sempre o 12º elemento), mas a verdade é que quase nunca foi utilizado na sua posição (chegou a ser extremo, até a lateral direito jogou). Neste momento parece que a saída pode ser uma porta bem aberta, pois há equipas interessadas em contar com os serviços do belga (Anderlecht, Aston Villa, etc.).

    Posição indicada: elemento mais recuado do duplo pivot.

    Carlos Eduardo: Com Carlos Eduardo no 11, Paulo Fonseca tem ao seu dispor um médio com qualidade inegável no passe, visão de jogo, transporte de bola e ainda na rapidez de execução. E para além disto, o brasileiro ex-Estoril tem no seu físico uma das principais vantagens relativamente aos concorrentes para a posição.

    Posição indicada: tal como Lucho (e André Martins no Sporting), elemento mais avançado do meio campo, num sistema de 1+2. É este elemento também que faz o ajuntamento ao avançado e é, com uma grande quota parte, responsável pelo primeiro momento de pressão na defensiva contrária.

    Com isto: declaram-se dois sistemas.

    4-2-3-1: ideal para a combinação de 3 jogadores. Defour como elemento mais recuado do duplo pivot, Herrera médio transportador de bola (box-to-box), jogando entre linhas e Quintero como verdadeiro "10" (sem grandes características para defender, ser o criativo a tempo inteiro não lhe afetaria o rendimento).

    4-3-3: Fernando como elemento mais recuado e Lucho e Carlos Eduardo para disputar a mesma posição ("8"/"10"). Falta claramente um jogador para pautar o jogo, pensá-lo (Moutinho era fortíssimo neste aspeto) e criá-lo e acho que é mesmo a falta de JM que faz com que o meio-campo dos tri-campeões nacionais não apresente o mesmo rendimento de outrora.

  • Sequeira
    Posted Janeiro 13, 2014 at 7:40 pm

    eu considero k o Defour devia ser titular nesta altura no meio campo azul e branco……..acho k seria um apoio muito interessante para Fernando……o k eu acho é o "desaparecimento" do Josue…..era o "menino bonito" do treinadore de repente passou a jogar exporadicamente,,,,,,,,,parece-me k esta a ser dada muita importancia a C.Eduardo k a mim me parece um bom jogador mas nao é nenhum Deco cm ja foi apelidado……..por fim vou referir Herrera e Quintero….2 craques k custaram muto e ainda não justificaram tal investimento

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