No atual plantel, António Silva continua a ter talento, mas pode estar igualmente com um pé dora da Luz, até por só ter mais um ano de contrato. Deste modo, as águias podem começar a próxima época sem os dois centrais mais utilizados nos últimos anos.
É certo que Tomás Araújo ganhou o seu espaço, mas ainda não é líder. E há um problema estrutural que vem há alguns anos: a ausência de um canhoto. Num futebol que começa na construção, isso limita. E obriga o clube da Luz a ir ao mercado com critério.
Perfis como Kike Salas (Sevilla) encaixam na ideia de jogo, enquanto Tarik Muharemović (Sassuolo) surge em afirmação no contexto italiano, trazendo intensidade e qualidade. Já Justin de Haas, em final de contrato na Primeira Liga, teria sido uma oportunidade para completar o plantel, mas parece a caminho de Valência.
Se o objetivo for substituir a liderança de Otamendi, então o perfil muda. Sead Kolašinac (Atalanta) oferece experiência, agressividade e presença – além da capacidade de integrar uma linha de três centrais, algo que José Mourinho já explorou nas suas equipas.
Para disputar espaço com Tomás Araújo, o Benfica pode olhar para opções como Madsen (Marítimo), ou reforços internacionais como Diao (Midtjylland) e Joaquín Lomonaco (Independiente) – cada um com características diferentes, mas todos capazes de elevar o nível médio da defesa.
No fim, o Benfica precisa de clareza: ou constrói uma defesa sólida e com liderança, ou aposta na prata da casa, mantendo a dupla Tomás-António, com Gonçalo Oliveira como 3.ª opção.
Roberto Leal


1 Comentário
Mantorras
A renovacao do Antonio parece complicada, portanto talvez o ideal seja deixar sair Otamendi e vender o Antonio, e financiar a contratacao de 2 centrais com esse valor. Um experiente e outro mais jovem, com mais futuro. E ficam com o Tomas e o Goncalo, mais esses 2.