Mais uma surpresa no US Open. Novak Djokovic foi eliminado por Alexei Popyrin, com os parciais de 6-4, 6-4, 2-6 e 6-4, e vai assim terminar 2024 em branco nos Grand Slams.
É oficial, o Big 3 chegou ao fim, 2024 foi o ano da despedida, com o titulo Olímpico de Novak Djokovic a colocar o ponto final de uma grande era a que todos tivemos o privilégio de assistir, a melhor era da história sem dúvida nenhuma, aquela em que se jogou melhor ténis pela mão dos melhores tenistas. O ténis moderno teve digamos quatro grandes eras.
Borg- MacEnroe no final dos anos 70 e principio dos 80, um tempo ainda pouco profissional onde dois tenistas brilhantes elevaram o jogo para um patamar que não existia antes. A final de Wimbledon de 1980, com aquele Tie Break louco em que John MacEnroe faz o inacreditável ao salvar 17 set points e 5 match points, fica como um marco desta era.
Seguiu-se a era de Ivan Lendl- Becker e Wilander. Foram os primeiros verdadeiros tenistas profissionais, elevaram os patamares físicos e técnicos do jogo e pela primeira vez eram atletas, preocupavam-se com nutrição, e com estatísticas.
No inicio dos anos 90 aparece uma geração de tenistas americanos que ficou famosa pelo slogan New Balls, please!, que no inicio eram três, mas acabou por ser a era de dois tenistas, uma vez que Jim Courier acabou por não ter a carreira que prometia. Sampas e Agassi em muitos sentidos são os verdadeiros percursores da era do Big 3, pela primeira vez os tenistas tornaram-se super estrelas globais e publicitárias.
Tudo somado cada era acrescentou algo ao ténis, mas o Big 3 é a era onde apareceram os melhores tenistas, de muito longe. O mais brilhante( e o meu preferido dos três, a prova que não perco tempo com o Excel e com o Flash score), Federer, o mais poderoso fisicamente, Nadal e o mais consistente, Djokovic.
Nos próximos tempos é muito possível que venhamos a assistir no ténis masculino aquilo que se está a assistir no feminino, onde depois de Navratilova, Graff e Serena Williams, não há um claro domínio de ninguém, e no Top qualquer tenista pode ganhar a qualquer tenista, ninguém domina com consistência, e sobretudo ninguém tem um nível de ténis acima dos rivais.
AdeptoImparcial
Posted
Agosto 31, 2024 at
7:40 am
Tirando o ano em que foi operado e esteve 6 meses fora (2017), este é o primeiro ano desde 2010 que Djokovic não ganha, pelo menos, 1 GS. Mas também, ganhou a única cena que queria e que lhe faltava, por isso, duvido que ele esteja muito preocupado com os resultados. Já venceu tudo o que haveria para vencer, a motivação inevitavelmente vai desvanecendo. Se bem que aqui há muitissimo mérito de Popyrin, fez um encontro extraordinário com aquela forehand potente num “dia sim”. A continuar com a sua boa forma depois da conquista de Cincy – será um dark horse interessante para a segunda semana.
—
Volto a repetir algo que disse há cerca de uns 5 anos atrás. Esta nova Era do ténis vai ser bem mais interessante que a última em termos de resultados. Durante os últimos 20 anos, sabiamos que, independentemente do torneio, a probabilidade de, pelo menos, 1 dos Big Three chegar à final era de 99%. Era raríssimo tal não acontecer, tanto que foi daí que começaram as comparações com a instáve WTA que parecia mudar vencedores todas as semanas. Vão haver muito mais surpresas nos próximos 20 anos, daí não achar que a história de Alcaraz e Sinner chegarem aos 20 GS como se fosse a tarefa mais fácil do mundo algo assim tão previsível. E muito menos os recordes de semanas como #1, seja o de Federer ou o de Djokovic. Os Big Three chegaram constantemente a finais, em TODOS os torneios, uns atrás dos outros – salvo erro, o Federer chegou a 10 finais de GS consecutivas… são 2 anos e meio sempre a ir à final, é ridículo. Como fã de ténis, prefiro muito mais assim. Ver jogadores a aparecerem do nada e surpreenderam os de topo. É fantástico! Acredito que o ténis ficará muito mais interessante nos próximos anos, mas claro, a nostalgia e saudade de ver os Big Three em ação perdurará para sempre.
—
Dito isto… será que é desta que Zverev ganha um GS? Já merecia! Não acredito que Sinner o consiga, com toda a polémica e assim, acho que vai abaixo. Acredito que teremos um vencedor novo de GS. Seja Zverev, um dos americanos ou um dark horse tipo Popyrin, o USO mantém o estatuto de “GS surpresa”, onde tudo pode acontecer.
henry14
Posted
Setembro 1, 2024 at
11:29 am
Montreal e não Cincinatti.
Eu acredito em Sinner, é o melhor jogador presente no torneio.
Art Vandelay
Posted
Agosto 31, 2024 at
10:39 am
Deve ter sido o pior jogo da carreira do Djokovic a servir, foram 15 ou 16 duplas faltas, a dada altura chegou a ter 25% de pontos no 2° serviço, pois no 2° serviço ou fazia dupla falta ou tinha de servir como as mulheres super devagar, para que a bola não fosse fora e depois claro levava com a resposta
Zlatan do Teclado
Posted
Agosto 31, 2024 at
2:38 pm
Comentário sem sentido, diz simplesmente que servia com menos força e guarda as tuas inseguranças para ti.
Bem haja.
Art Vandelay
Posted
Agosto 31, 2024 at
11:34 pm
Não são inseguranças, são FACTOS… As mulheres servem devagar quando comparado com os homens, isto é FACTUAL
**
Tens de deixar esse wokismo de uma vez
6 Comentários
Paulo Roberto Falcao
É oficial, o Big 3 chegou ao fim, 2024 foi o ano da despedida, com o titulo Olímpico de Novak Djokovic a colocar o ponto final de uma grande era a que todos tivemos o privilégio de assistir, a melhor era da história sem dúvida nenhuma, aquela em que se jogou melhor ténis pela mão dos melhores tenistas. O ténis moderno teve digamos quatro grandes eras.
Borg- MacEnroe no final dos anos 70 e principio dos 80, um tempo ainda pouco profissional onde dois tenistas brilhantes elevaram o jogo para um patamar que não existia antes. A final de Wimbledon de 1980, com aquele Tie Break louco em que John MacEnroe faz o inacreditável ao salvar 17 set points e 5 match points, fica como um marco desta era.
Seguiu-se a era de Ivan Lendl- Becker e Wilander. Foram os primeiros verdadeiros tenistas profissionais, elevaram os patamares físicos e técnicos do jogo e pela primeira vez eram atletas, preocupavam-se com nutrição, e com estatísticas.
No inicio dos anos 90 aparece uma geração de tenistas americanos que ficou famosa pelo slogan New Balls, please!, que no inicio eram três, mas acabou por ser a era de dois tenistas, uma vez que Jim Courier acabou por não ter a carreira que prometia. Sampas e Agassi em muitos sentidos são os verdadeiros percursores da era do Big 3, pela primeira vez os tenistas tornaram-se super estrelas globais e publicitárias.
Tudo somado cada era acrescentou algo ao ténis, mas o Big 3 é a era onde apareceram os melhores tenistas, de muito longe. O mais brilhante( e o meu preferido dos três, a prova que não perco tempo com o Excel e com o Flash score), Federer, o mais poderoso fisicamente, Nadal e o mais consistente, Djokovic.
Nos próximos tempos é muito possível que venhamos a assistir no ténis masculino aquilo que se está a assistir no feminino, onde depois de Navratilova, Graff e Serena Williams, não há um claro domínio de ninguém, e no Top qualquer tenista pode ganhar a qualquer tenista, ninguém domina com consistência, e sobretudo ninguém tem um nível de ténis acima dos rivais.
AdeptoImparcial
Tirando o ano em que foi operado e esteve 6 meses fora (2017), este é o primeiro ano desde 2010 que Djokovic não ganha, pelo menos, 1 GS. Mas também, ganhou a única cena que queria e que lhe faltava, por isso, duvido que ele esteja muito preocupado com os resultados. Já venceu tudo o que haveria para vencer, a motivação inevitavelmente vai desvanecendo. Se bem que aqui há muitissimo mérito de Popyrin, fez um encontro extraordinário com aquela forehand potente num “dia sim”. A continuar com a sua boa forma depois da conquista de Cincy – será um dark horse interessante para a segunda semana.
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Volto a repetir algo que disse há cerca de uns 5 anos atrás. Esta nova Era do ténis vai ser bem mais interessante que a última em termos de resultados. Durante os últimos 20 anos, sabiamos que, independentemente do torneio, a probabilidade de, pelo menos, 1 dos Big Three chegar à final era de 99%. Era raríssimo tal não acontecer, tanto que foi daí que começaram as comparações com a instáve WTA que parecia mudar vencedores todas as semanas. Vão haver muito mais surpresas nos próximos 20 anos, daí não achar que a história de Alcaraz e Sinner chegarem aos 20 GS como se fosse a tarefa mais fácil do mundo algo assim tão previsível. E muito menos os recordes de semanas como #1, seja o de Federer ou o de Djokovic. Os Big Three chegaram constantemente a finais, em TODOS os torneios, uns atrás dos outros – salvo erro, o Federer chegou a 10 finais de GS consecutivas… são 2 anos e meio sempre a ir à final, é ridículo. Como fã de ténis, prefiro muito mais assim. Ver jogadores a aparecerem do nada e surpreenderam os de topo. É fantástico! Acredito que o ténis ficará muito mais interessante nos próximos anos, mas claro, a nostalgia e saudade de ver os Big Three em ação perdurará para sempre.
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Dito isto… será que é desta que Zverev ganha um GS? Já merecia! Não acredito que Sinner o consiga, com toda a polémica e assim, acho que vai abaixo. Acredito que teremos um vencedor novo de GS. Seja Zverev, um dos americanos ou um dark horse tipo Popyrin, o USO mantém o estatuto de “GS surpresa”, onde tudo pode acontecer.
henry14
Montreal e não Cincinatti.
Eu acredito em Sinner, é o melhor jogador presente no torneio.
Art Vandelay
Deve ter sido o pior jogo da carreira do Djokovic a servir, foram 15 ou 16 duplas faltas, a dada altura chegou a ter 25% de pontos no 2° serviço, pois no 2° serviço ou fazia dupla falta ou tinha de servir como as mulheres super devagar, para que a bola não fosse fora e depois claro levava com a resposta
Zlatan do Teclado
Comentário sem sentido, diz simplesmente que servia com menos força e guarda as tuas inseguranças para ti.
Bem haja.
Art Vandelay
Não são inseguranças, são FACTOS… As mulheres servem devagar quando comparado com os homens, isto é FACTUAL
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Tens de deixar esse wokismo de uma vez