Juventus 3-2 FC Porto (Chiesa 49 e 63′ e Rabiot 117′; Sérgio Oliveira 19′ g.p. e 115′)
Impróprio para cardíacos mas o FC Porto despachou a Juventus e já está nos quartos-de-final da Champions, algo que consegue pela 2.ª vez com Conceição. Os azuis e brancos estiveram a vencer, ainda viram o jogo complicar-se depois da expulsão de Taremi aos 54′, mas revelaram uma grande coesão e sorriram no prolongamento. Sérgio Oliveira decidiu com um bis, num jogo em que Marchesín (tirou 2 golos a Morata e mostrou-se sempre seguro), Pepe (intratável) e Mbemba (vários cortes importantes) estiveram em grande nível. Já a Vecchia Signora cai pelo 2.º ano seguido nos oitavos-de-final, novamente frente a um adversário que na teoria era acessível, agravando assim um longo jejum na prova milionária. O conjunto de Pirlo, apesar de ter tido duas boas oportunidades na 1.ª parte e visto Cuadrado acertar no ferro o possível 3-1 em cima dos 90′, voltou a apresentar um futebol pobre, ainda ganhou vida com o bis de Chiesa, mas cai de maneira escandalosa, principalmente pela superioridade numérica que teve. O péssimo jogo de Ronaldo (muito pobre no drible ou receção, sendo que nem testou a baliza portista) não ajudou.
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QUE MOMENTO SÉRGIO OLIVEIRA ?? OS DRAGÕES ESTÃO A UM PASSO DOS QUARTOS!!! #ChampionsELEVEN pic.twitter.com/buOS6tXent
— ELEVEN Portugal (@ElevenSports_PT) March 9, 2021
Destaques:
Juventus – A Vecchia Signora sofre aqui uma humilhação perante um adversário teoricamente inferior e perde um dos grandes objectivos da temporada numa fase ainda precoce. O início do jogo deixou antever dificuldades, com a equipa de Pirlo a entrar muito passiva e a começar o jogo em desvantagem, mas na 2.ª parte tudo mudou. Chiesa, que voltou a ser decisivo no resultado, bisou e pelo meio Taremi foi expulso, deixando a Juventus a jogar contra 10 desde os 54 minutos. Naturalmente, o conjunto italiano foi para cima do adversário, mas não conseguiu fazer o 3.º golo e o jogo foi para prolongamento, onde a equipa quebrou e não revelou ter ideias para chegar ao golo. Mais do que isso, quase não incomodou Marchesín e ainda sofreu o 2-2, que a colocava fora da Liga dos Campeões. Assim, Rabiot ainda marcou o 3.º e provocou um forcing até final, mas o FC Porto segurou o resultado. Individualmente, além de Chiesa, que bisou e se fartou de desequilibrar, também Cuadrado fez a diferença com a sua qualidade no cruzamento, enquanto os restantes ficaram todos aquém. Cristiano Ronaldo pouco se viu, sendo bem anulado, e ainda denotou as habituais limitações técnicas na recepção e passe. Morata falhou dois golos na cara de Marchesín e foi perdendo gás com o decorrer dos minutos, Kulusevski não trouxe nada de novo quando entrou (Bernardeschi ainda assistiu Rabiot) e a dupla de meio-campo voltou a não ter a clarividência e qualidade na circulação necessária para desmontar o bloco defensivo contrário, o que levou a que a maioria do caudal ofensivo se baseasse nos cruzamentos de Cuadrado. Do outro lado, Alex Sandro pouco se viu, ao passo que Bonucci e Demiral, que fez um pénalti descabido, acumularam vários erros. Mal na fotografia ficou também Szczesny, que podia ter feito mais no 2.º golo sofrido.
FC Porto – Épico. Os Dragões eliminam um dos candidatos ao título, uma formação que, apesar de estar num mau momento no campeonato, tem um orçamento muito superior e um plantel recheado de jogadores cotados, numa noite em que mostraram personalidade e conseguiram sofrer nos melhores momentos do adversário. O conjunto de Sérgio Conceição entrou muito bem na partida, marcou primeiro e conseguiu anular a Vecchia Signora em grande parte da 1.ª parte, sendo que, quando não o fez, apareceu Marchesín a dizer presente. No 2.º tempo tudo mudou, sobretudo após o golo de Chiesa e a expulsão de Taremi três minutos depois, com a equipa a recuar e a sofrer até aos 90′. No prolongamento, a toada manteve-se, mas a Juventus não conseguiu ser tão pressionante. Nesse sentido, o FC Porto começou a conseguir sair em contra-ataque e, numa bola parada, fez a diferença. Até final, tempo ainda para um 3-2 que colocou as hostes portistas em alvoroço, mas o passaporte para os quartos foi mesmo carimbado. Individualmente, Sérgio Oliveira foi o herói do apuramento, marcando os dois golos, mas elementos como Pepe (nível impressionante, acumulando cortes dentro da grande área), Mbemba (subiu muito o nível após a expulsão), Luís Díaz (trouxe velocidade e capacidade para agitar quando a equipa já pouco conseguia sair) e Marchesín (várias defesas de alto nível) estiveram igualmente a grande nível. Por outro lado, Taremi ganhou o pénalti, mas prejudicou a equipa depois com um acto irreflectivo, enquanto Uribe e Otávio lutaram muito e cumpriram na sua missão de ocupação dos espaços. Já Zaidu começou muito bem, mas foi perdendo gás e sentiu muitas dificuldades com as subidas de Cuadrado. Também Manafá teve alguns problemas na 1.ª parte, mas foi melhorando quando se fixou a central, enquanto Corona, após alguma dificuldade a defender durante 60′, foi subindo de produção e, com a sua técnica, permitiu que a equipa respirasse um pouco nas alturas mais críticas. Nota final para Marega, que criou alguma perturbação no ataque, ainda que raramente tenha definido bem, enquanto Grujic entrou muito bem e acrescentou força e capacidade física ao miolo.
XI Juventus: Szczesny; Cuadrado, Bonucci, Demiral, Alex Sandro; Chiesa, Rabiot, Arthur, Ramsey; Morata, Cristiano Ronaldo
XI FC Porto: Marchesín; Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu; Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Corona; Marega, Taremi

